Concurso Centro
Histórico de Sumaré
Sumaré, 28 de Novembro de 2002
2º
Lugar: Arquitetos Luciano Tricárico, Fábio Nunes e Emílio Yasunaga
nº 01
Consultores: Engº Agrônomo Markus Otto Zerza e Engº Civil Alexandre
de Almeida.
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| Vista
geral |
Propõe-se
uma via perimetral urbana que fará a conexão do Centro e dos
centros de bairro através de um sistema de radial/perimetral
de bairro que se liga ao
grande anel. Neste caso, caracteriza-se também a acessibilidade mútua
entre o Centro e o centros de bairro, bem como o acesso intercentros,
evitando a relação de deslocamento apenas do Centro aos centros de
bairro. Todos os centros se intercomunicam.
O
anel viário urbano ainda possibilita:
-
o
aproveitamento de uma rede de estradas pavimentadas, não pavimentadas
e vias da malha urbana para fechar esta perimetral;
-
a
intermodalidade da perimetral com as rodovias Anhanguera e Bandeirantes,
sendo possível o escoamento de cargas pesadas por este anel viário.
Procura-se, com isto, reduzir o tráfego de passagem, a poluição
atmosférica e sonora em áreas residenciais e de serviços;
-
o
desenho da perimetral procura utilizar um sistema de trevos existentes
das rodovias. Novos pontos de conexão do anel com vias existentes
aproveitam rotas de ligação com outros municípios, como nos caminhos
consolidados para Monte-Mór, Nova Odessa, Hortolândia e Santa Bárbara
d´Oeste;
-
acessos
para os bairros cortados pela perimetral deverão ser feitos por
vias marginais ao anel. Os terrenos lindeiros à perimetral deverão
garantir recuo frontal de 40 metros com tratamento paisagístico;
prevendo eventual alargamento da calha viária;
-
retornos,
trevos, rebaixamento de vias, sinalização, acessos em desnível poderão
ser efetivados a partir de negociações com órgãos que mantém as
rodovias e ferrovia. O consórcio imobiliário, previsto em Plano
Diretor e amparado pelo Estatuto da Cidade poderá ser aplicado nos
terrenos lindeiros à perimetral;
-
a delimitação do anel, como desenho urbano, promove limites de crescimento
da malha urbanizada, definindo, portanto, zonas de expansão em vazios
existentes entre uma mancha urbanizada e outra, bem como indicações
de crescimento nas porções sul e sudoeste do município. Conta-se
que a infra-estruturação do território provocada pela perimetral,
contribuirá para a urbanização dos vazios existentes. O Plano Diretor
poderá prever ainda, como dado de ocupação destas áreas vazias,
instrumentos do Estatuto da Cidade: zonas de especial interesse
social (ZEIS); IPTU progressivo para grandes terrenos que especulam
sobre a valorização imobiliária em virtude da infra-estrutura promovida
pelo poder público e, mais tarde, com a não quitação do IPTU pelo
proprietário do terreno, desapropriação com pagamento em títulos
da dívida pública; parcelamento, edificação e utilização compulsórios
e operações urbanas consorciadas.
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| Vista
geral |
O
sistema radial/perimetral de bairro possibilita:
-
a
perimetral de bairro procura evitar o centro comercial de passagem,
organizado apenas como visibilidade de vendas proporcionada pelo
sistema viário. Esta nova delimitação propõe uma zona de uso comercial,
de serviços e residencial que também se faz nas vias transversais
ao comércio linear existente. Complementaridade na oferta de produtos
entre os diferentes centros de bairro, incentivos fiscais, tratamento
de calçadas, mobiliário urbano serão instrumentos para incrementar
o comércio na mancha proposta, efetivando o polinucleamento inerente
à cidade.
-
bolsões
de estacionamento deverão estar fora da perimetral de bairro. Deverá
haver a regulamentação de funções diferenciadas em horários específicos
para a coleta de lixo e reposição de cargas ao comércio e serviços.
-
instrumentos
do Estatuto da Cidade, previstos em Plano Diretor, poderão ser aplicados
nestas porções do município, a fim de efetivar a proposta: edificação
e utilização compulsórios; outorga onerosa do direito de construir,
repassando o dinheiro para execução de obras públicas (calçamento,
ruas, arborização, etc) no centro de bairro local, o que valoriza,
também, o empreendimento privado; transferência do direito de construir
entre os centros de comércio e operações urbanas consorciadas.
-
as radiais de ligação do centro de bairro
à perimetral urbana deverão receber o mesmo tratamento de paisagem
e calha viária, mobiliário e equipamento urbanos; proporcionando
unidade e definição de hierarquia no sistema viário do município.
-
integrar
o Centro aos centros de bairro num território comum, com usos públicos
e coletivos, num suporte espacial único para a sociabilidade, ócio
e lazer dos cidadãos de diferentes bairros, preservando o meio ambiente.
Para além de uma centralidade urbana veiculada ao comércio, trata-se,
pois, de um parque linear ao longo da várzea do ribeirão Quilombo.
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| Vista
geral |
Aproveita-se
as potenciais condições paisagísticas desta faixa de 100 metros de
cada lado (contados a partir da cota de inundação) do ribeirão Quilombo.
A localização deste parque pela várzea se torna conveniente uma vez
que muitos dos terrenos ainda se encontram desocupados; constituem
áreas de recreio de muitos loteamentos existentes (caso do Jd. São
Domingos) e vindouros (na lógica de localizar as áreas institucionais
e de lazer ao longo de várzeas); integram espaços com uso cultural
e recreativo (como o E.C.A. – Espaço Cultural Alternativo, praça Lions
Club e Praça Rotary Club) e os terrenos da FEPASA com edificações
de forte apelo para usos culturais (integrando os equipamentos do
parque).
Pequenas
represas já existentes na várzea e outras propostas podem se tornar
atrativos para banho e pesqueiros; além de constituírem reservatórios
de controle das águas em épocas de cheias e das chuvas; regulando,
assim, as enchentes.
Equipamentos
de caráter esportivo e cultural poderão se instalar nesta zona.
Para
tanto:
-
o
Plano Diretor deverá propor mecanismos e prazos para implementar
um sistema de coleta e tratamento de esgoto do município, a fim
de despoluir (em grande parte) o ribeirão Quilombo;
-
solucionar
o estrangulamento das águas fluviais que causam enchentes na várzea
em dois pontos específicos (Três Pontes e Parque Rosa e Silva),
quando a ferrovia “corta” o ribeirão Quilombo;
-
as
diretrizes para novos loteamentos junto ao ribeirão devem estabelecer
que as áreas de lazer e institucionais devem margear o Quilombo,
integrando-se ao parque;
-
desapropriar
para uso público e coletivo os terrenos marginais em APP (área de
proteção permanente). Outras desapropriações podem se apoiar na
definição do Plano Diretor para esta faixa de parque: transferência
de terrenos para pagamento da dívida pública; direito de preempção
em áreas previamente delimitadas; operações urbanas consorciadas
e estudo de impacto de vizinhança (EIV) para empreendimentos públicos
ou privados na faixa de parque e proximidades.
Estende-se
o parque como praia a partir de uma faixa de 100 metros (contados
a partir de cota alagável) ao longo das margens da represa do Horto.
Trata-se de um balneário público.
Uma
macrozona delimitada no entorno da praia/represa incentiva loteamentos
residenciais com grandes lotes, chácaras de veraneio e propriedades
para cultivo agrícola intensivo. Esta macrozona ainda se qualifica
pela acessibilidade junto à rodovia dos Bandeirantes, implicando no
valor imobiliário da terra. Parte dos impostos sobre estes terrenos
poderão ser empregados na efetivação do parque da várzea e do balneário.
Como no parque, os mesmos mecanismos de Plano Diretor podem ser utilizados
para o balneário.
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| Vista
geral |
Os
limites de estradas e córregos ajudam na definição da macrozona e
dos futuros parcelamentos, desmembramentos.
Qualificar
o Centro, os centros de bairro e os espaços públicos por toda
a cidade, dando uma identidade visual, de equipamentos e mobiliário
urbanos, podem constituir fator de integração. Integra-se a partir
da identificação do lugar com outros lugares. Por isso,
uma família de mobiliário e comunicação visual urbana se faz de maneira
padronizada e em série. O trilho de trem se constitui no mote, reaproveitado
continuamente, devido à grande freqüência de sua substituição em ferrovias.
Os
espaços públicos deverão ordenar terminais e pontos de ônibus como
pólos de referência da mobilidade urbana. Os espaços públicos abrigarão
feiras livres, feiras de artesanato e de ambulantes cadastrados por
toda a cidade, de modo que sejam rotativas e sirvam a todos os bairros.
Propõe-se que o comércio de flores e produtos típicos locais tenham
abatimentos de impostos, promovendo a cultura da cidade e a melhor
visibilidade espacial com a venda de floricultura.
Vias
internas do município já constituem ligação do Centro aos centros
de bairro e, em alguns casos, de centro de bairro a centro de bairro.
A potencialização destes acessos poderá se fazer, em casos específicos,
com a complementação viária unindo uma a outra. Procura-se
utilizar nestas vias a mesma linguagem paisagística e o mesmo tratamento
da calha, do mobiliário e equipamento urbanos, a fim de se constituírem
num ambiente identificado com o acesso e deslocamento de um bairro
a outro. Além de firmarem sua hierarquia na malha urbana viária. Justifica-se,
então, as rotas existentes aproveitando a infra-estrutura viária atual
de acessibilidade. Conta-se, com o tempo, que a perimetral urbana
implantada desafogará o tráfego destas vias.
Um
ponto de estrangulamento de trânsito se dá sob o viaduto Comendador
Aristides Moranza, junto à praça Lions Club; pois aí se constitui
o único ponto de transposição da ferrovia e do ribeirão Quilombo,
recebendo carregamento de tráfego do lado leste da cidade e da rodovia
Anhanguera.
Propõe-se,
então, um outro acesso rebaixado sob a ferrovia, buscando a
avenida Mancini como distribuição do trânsito vindo da porção leste
do município. Haverá, portanto, dois acessos de transposição da ferrovia
e do ribeirão, cada qual com um sentido de trânsito. O novo acesso
também prevê passagem pedestrializada.
O
ponto escolhido para o rebaixamento se constitui apropriado por apresentar
uma situação onde a contenção de taludes se faz de maneira econômica.
Esta
solução também inclui correção geométrica com abertura do raio da
via junto à rotatória na avenida da Amizade.
A
operação urbana Centro compreende:
-
dotação de equipamentos públicos, mobiliário
urbano e identidade visual com pontos de ônibus e táxi; tótens com
informação de linhas de ônibus e nomes de ruas; lixeiras; correios;
telefones públicos; posteamento para iluminação de vias; base bairro
como proposta de equipamento urbano com o ideal de identificar a
presença do poder público no Centro e nos centros de bairro. Instalados
em algumas praças por todos os bairros, ele trabalha com a identificação,
pelos cidadãos, de um elemento comum existente em diferentes lugares
do urbano; sendo, assim, fator de integração. Posto de informações
das atividades e prestações de contas da prefeitura; informações
de despachos, cadastro imobiliário e protocolos da prefeitura; acesso
público à internet; consulta de títulos da biblioteca municipal;
posto da guarda civil municipal; posto de coleta seletiva e educação
ambiental; suporte para apresentações culturais nos espaços públicos;
cadastro para programas do governo como P.S.F. (Programa de Saúde
da Família), Banco do Povo, informações da Sociedade Amigos de Bairro,
entre outros... Compõem as possibilidades programáticas da base
bairro. No Centro, a base bairro se dará na Praça a rua Emilio
Brambilla.
-
a
publicidade comercial em fachadas será regulada com marquise a partir
de 3 metros de altura da cota de nível da calçada, e avanço máximo
de 1,20 metros do alinhamento do terreno sobre a calçada; a largura
da faixa de publicidade será de 1 metro, podendo utilizar todo o
comprimento do lote. O programa de arborização, dada a altura da
copa das árvores, procura disciplinar o uso publicitário comercial
em fachadas
-
programa
de dotação viária e pedestrializada com faixas de pedestres, guias
rebaixadas e sinalizações. As principais ruas de comércio consolidado
(rua Sete de Setembro, rua José Maria Miranda e rua Dom Barreto)
receberão alargamento de calçadas, respeitando-se a geometria de
circulação para autos e pedestres. Criam-se baias para estacionamentos
e pontos de ônibus, ao mesmo tempo que se qualifica o passeio do
transeunte e se oferece melhores possibilidades de arborização com
o alargamento. Neste intuito, procura-se a valorização da oferta
comercial pela qualificação espacial das áreas de consumo.
-
as
avenidas Rebouças e Mancini correspondem ao sistema radial/perimetral
do Centro e, portanto, receberão tratamento de passeios centrais
e ciclovia em sua calha viária. Prevê-se a retirada das torres de
alta-tensão das duas referidas avenidas.
-
trechos
de vias serão tratados com paralelepípedo avermelhado, a fim de
dar continuidade ao eixo das praças das bandeiras Manoel Vasconcelos
e da República. Em outros casos, o paralelepípedo será utilizado
em trechos de vias que compreendem os edifícios de valor histórico-cultural.
-
programa
de arborização com espécies adequadas ao clima local. Intercala-se
os tipos de árvores a fim de se evitar a contaminação de pragas
específicas em mesma espécie, o que poderia comprometer extensões
de arborização. O plantio deverá prever mudas adultas e as árvores
existentes removidas deverão ser replantadas em praças públicas
carentes de vegetação.
-
intervenção
em espaços públicos existentes: praça das Bandeiras, praça Manoel
Vasconcelos e praça da República. A água será o elemento de unidade
entre elas, bem como um regularizador micro-ambientador, em razão
do clima seco regional.
-
o
redesenho da praça das Bandeiras se faz com o mote de memorial dos
ex-combatentes da II Grande Guerra. Um cubo negro metaforiza um
ataúde, um sepulcro como conseqüência da guerra. Duas pequenas aberturas
no cubo indicam a entrada. Dentro dele, haverá a informação em texto
da relação dos ex-combatentes. Em contraposição, do outro lado da
praça, a mesma geometria ortogonal do cubo se faz aberta e branca
– um pórtico que se abre para o eixo das praças Manoel Vasconcelos
e da República. O pórtico, ladeado por mastros de bandeiras, pode
organizar um ponto focal de visibilidade em eventos cívicos.
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| Praça |
Considera-se
que os desenhos das praças Manoel Vasconcelos (com linhas mais orgânicas)
e da República (mais ortogonal) devem ser considerados como dado de
singularidade que identifica uma e outra. O redesenho da praça Manoel
Vasconcelos propõe aberturas de lugares de estar na porção central.
A praça da República leva em conta os atuais canteiros e arborização,
sendo alterado o desenho de degraus e, na sua porção extrema mais
baixa, um redesenho para a conexão com o eixo da esplanada da ferrovia.
-
proposta
de tipologia urbano-arquitetônica que amplie a oferta de áreas destinadas
ao setor de serviços e comércio e, eventualmente, a habitação verticalizada
sobre estes usos. Utiliza-se do “miolo de lote” para compor galerias
de lojas e serviços distribuídas ao longo de um corredor de circulação.
Procura-se edificar um ambiente mais resguardado do automóvel e
de uso coletivo. Trata-se de hiperbolizar algumas tendências já
existentes desta arquitetura no Centro.
-
intervenções
em arquiteturas, com novas adequações de programas aos prédios de
valor histórico-cultural, incentivando usos públicos e/ou coletivos.
As fachadas serão conservadas e receberão iluminação diferenciada
no ambiente urbano; as respectivas calçadas serão revestidas com
arenito, sem árvores em frente aos edifícios. No caso da igreja
matriz, haverá alargamento de calçadas laterais e plantio de árvores.
Um
novo eixo cultural, proposto como uso público, transversal ao eixo
das praças da República e Manoel Vasconcelos, se faz com a esplanada
que compõe os edifícios da rede ferroviária. Utiliza-se uma carreira
de palmeiras imperiais que marcam esta visibilidade de eixo, feita,
também, à distância.
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| Memorial
dos ex-combatentes da II Grande Guerra |
Mais
uma vez, a água será um dado de unidade entre estas arquiteturas da
ferrovia, bem como ao conjunto das praças da República, Manoel Vasconcelos
e do ribeirão Quilombo e sua várzea. O acesso existente com rampas
que une a cota da esplanada da ferrovia ao E.C.A. será complementado.
O túnel de pedestres sob o trilho terá aberturas zenitais, possibilitando
melhor iluminação. Um novo acesso verticalizado se dará unindo a cota
do E.C.A. ao conjunto de residências da antiga ferrovia.
A antiga estação de trem será reabilitada como
museu da expansão territorial paulista e da ferrovia, pois estas histórias
se convergem. O eixo de principal entrada na estação/museu será alterado
transversalmente, integrando-se à circulação da esplanada.
Está
previsto o metrô (do sistema metropolitano de Campinas) pela atual
via férrea. Neste caso, uma outra estação deverá ser construída nas
proximidades da área central de Sumaré para que os usuários (possivelmente
de outras cidades) possam usufruir destes novos lugares propostos.
O
conjunto de residências da antiga estação abrigará o museu da história
privada, pois a própria arquitetura terá uma função didático-pedagógica
nesta situação. Parte do atual acervo da Casa da Memória poderá contribuir
com este museu. Uma estrutura metálica, com a função de unir as casas,
também emoldura este conjunto na paisagem urbana.
O
antigo prédio da sub-estação terá programa de teatro, auditório, cinema
e convenções. Poderá ocorrer capacitação de funcionários de indústrias
e empresas neste novo espaço, pois a economia é voltada para atividades
industriais, comerciais e prestação de serviços. O novo edifício poderá
abrigar a orquestra sinfônica municipal e amparar grupos teatrais
e musicais da cidade. A biblioteca Municipal será transferida para
um edifício que denota, pela condição espacial linear, a seqüência
de catalogação dos títulos bibliográficos. Suporte de livrarias e
cafés se dará nas residências do conjunto da sub-estação, bem como
numa locomotiva desativada instalada no pátio de entrada. Um novo
edifício se junta ao conjunto para abrigar escolas técnicas profissionalizantes
que possam gerar mão-de-obra local para a economia. Trata-se de programas
que aproveitam a aglomeração e deslocamentos físicos da cidade, provocando
no entorno um sentido de renovação.
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| Iluminação
Noturna |
Viabilidade
e gestão
A
efetivação da Operação Urbana Centro poderá se apoiar em:
-
formação
de um conselho Gestor da Operação Urbana Centro criado em
lei municipal específica ou incorporada no Plano Diretor do município.
Trata-se da regulamentação de um conselho com poder de decisão que
deverá ultrapassar gestões políticas de mandatos eleitorais, em
razão da própria condição técnica de execução das obras. Este conselho
poderá se compor por representantes da sociedade diretamente ligados
à área central (comerciantes lojistas, donos de bares, casas noturnas
e restaurantes; empresários; membros da igreja e entidades atuantes
no Centro); membros do legislativo e executivo (técnicos de engenharia
e urbanização). O conselho verificará o cumprimento do projeto original
-
criação
de um fundo do Centro gerido pelo Conselho Gestor da Operação Urbana
Centro constituído de recursos provenientes de:
-
dotação
orçamentária e créditos adicionais suplementares a ele destinados;
-
repasses
ou dotações de origem orçamentária da União ou do Estado de São
Paulo a ele destinados;
-
empréstimos
de operações de financiamentos internos ou externos;
-
doações
ou contribuições de pessoas físicas ou jurídicas;
-
contribuições
ou doações de entidades internacionais;
-
acordos,
contratos, consórcios e convênios;
- outorga onerosa
do direito de construir além do coeficiente estabelecido pelo zoneamento;
-
em
caso de regularizações de construções, reformas ou ampliações executadas
em desacordo com legislação vigente ou com Plano Diretor vindouro
(e suas leis complementares de parcelamento, uso do solo e código
de obras), o interessado em regularizar deverá pagar taxa que será
revertida para as obras da operação. Inclui-se apenas os casos de
regularizações dentro da área central;
-
recursos provenientes de multas de trânsito (com exclusividade de
uso na gestão e investimento na circulação urbana);
-
outorga
de transporte coletivo na área central;
-
taxas
de gerenciamento do transporte coletivo.
-
mecanismos
e instrumentos do Estatuto da Cidade aplicados nesta zona, pré-definidos
em Plano Diretor:
-
parcelamento,
edificação ou utilização compulsórios; imposto predial e territorial
urbano progressivo no tempo e desapropriação com pagamento em títulos
da dívida pública;
-
direito
de superfície;
-
direito
de preempção;
-
outorga
onerosa do direito de construir;
-
transferência
do direito de construir aplicado dentro desta zona; porém podendo
receber as vantagens deste mecanismo quando se der em outras zonas;
-
operações
urbanas consorciadas;
-
estudo
de impacto de vizinhança (EIV) considerando plenárias e a opinião
pública da população diretamente afetada por empreendimentos vindouros.
O estudo de impacto incluirá a análise do aumento de população,
capacidade e existência dos equipamentos comunitários, o tráfego
que vai ser gerado, a inserção na paisagem e no tecido urbano e
as implicações no acervo cultural do Centro.
Biografias
Luciano
Tricárico: graduado pela FAUUSP em 1999; exerceu cargos técnicos
junto à CDHU e ao escritório Ambiente Urbano Planejamento e Projetos,
integrou a equipe técnica da Prefeitura de Embu das Artes para o Plano
Diretor 2002, com assessoria técnica do Instituto Pólis. Foi diretor
de Planejamento Ambiental de Embu das Artes-SP. É pesquisador FAPESP
e mestrando da FAUUSP.
Fábio
Nunes: graduado pela FAUUSP em 1999; foi premiado no concurso
internacional ABI Móvel, no concurso da Entrada da Cidade de Atibaia-SP
e no concurso para o Centro de Educação Ambiental da Serra de Itapetinga.
Desenvolveu projetos junto ao escritório Beto Paiva (mobiliário para
os hospitais Albert Einstein e Boldrini) e atua em parceria com o
arquiteto Fernando Rodrigues com projetos residenciais para Luanda,
Angola
Emílio
Yasunaga: graduado pela FAUUSP em 2001; atualmente desenvolve
projetos junto à CFA-Cambiaghi.
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