Concurso Centro
Histórico de Sumaré
Sumaré, 28 de Novembro de 2002
Menção
Honrosa: Márcia Terazaki, Fabio Okamoto, Julio Watanabe Jr.,
Marcelo Senday, Márcio Tanaka, Mariana Akiko Iwanaga, Mateus
Mamoru Kimura, equipe nº 20
São
Paulo - SP
Introdução
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| Esquema
da proposta |
O projeto para o Centro
Histórico de Sumaré busca a sua integração aos demais centros regionais
com a transformação da faixa de terra entre os trilhos e o Ribeirão
Quilombo em uma grande área de lazer e cultura para a população.
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| Implantação Geral |
Para tanto,
é de fundamental importância a expansão dos limites da intervenção
até o ribeirão. Tira-se partido da presença da água, convertendo um
elemento que hoje é fator de degradação urbana e expulsão de atividades,
na grande virtude do futuro Parque da Cidade, que será o espaço de
integração entre os centros regionais e o Centro Histórico. O ribeirão,
limpo, torna-se um elemento de atração não apenas do parque mas de
todo o entorno da várzea.
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| Perspectiva do Parque da Cidadel |
A
intervenção no Centro Histórico é caracterizada pela definição de
eixos transversais ao Parque da Cidade, reforçando a intenção de sua
ligação com os outros centros regionais. Um novo padrão urbanístico
de 4 pavimentos vem transformar o gabarito atual, privilegiando o
uso habitacional, com a idéia da valorização do espaço urbano pela
intensidade de atividades ao longo de todo o dia trazida pelas habitações.
As
praças da República e Manoel de Vasconcelos passam a constituir o
Passeio Público, eixo caracterizado como espaço de convivência e festa.
O alargamento das calçadas das frentes lindeiras ao Passeio Público
vem reforçar esse caráter, valorizando os estabelecimentos que darão
frente para este espaço.
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| Vista
do Passeio Público |
Este
eixo encontrará numa extremidade o edifício-mirante, marco da renovação
da área. Situado próximo à única transposição da ferrovia para pedestres
existente hoje no Centro (uma passagem em desnível, estreita e pouco
convidativa), este edifício ocupará a última parcela do Passeio Público
que, junto com a praça rebaixada, realizará a transposição de forma
a ser a extensão do sistema de espaços públicos, ligando o Passeio
ao Parque da Cidade. Está criado um percurso privilegiado, dotado
de calçadas largas e intensa arborização, ligando importantes equipamentos
(percurso Igreja-Parque).
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| Corte Longitudinal Igreja – Parque da Cidade |
A
Av. Sete de Setembro será estendida até a Av. da Amizade, reforçando
o caráter comercial da via com o aumento de circulação. O cruzamento
com a ferrovia será controlado por meio de cancelas.
A
readequação de usos (museu da cidade, oficinas de artesanato, bares
etc) e o restauro dos edifícios de interesse histórico localizados
ao longo da rua Antônio Jorge Chebabi definirão a revitalização deste trecho, compondo o Corredor Cultural,
juntamente com o edifício da faculdade existente (Opep) e as novas
edificações a serem implantadas: o edifício-mirante e o centro de
ensino profissionalizante que funcionará no antigo prédio da sub-estação.
Esse centro de ensino contemplará um conceito de centro cultural que
privilegia a formação do cidadão.
A
ferrovia, importante eixo de expansão de cidades no passado, atualmente
é utilizada apenas para o transporte de cargas, sem parada em Sumaré,
sendo uma barreira dentro do tecido urbano e separando o centro histórico
dos centros regionais a ele relacionados.
Nesse
contexto, este projeto, ao refletir sobre a necessidade de um estudo
mais aprofundado da situação e das necessidades do transporte público
da região metropolitana de Campinas, mantém num primeiro momento a
ferrovia como meio de transporte de cargas, sem eliminar ou impossibilitar
a hipótese de futura conversão do trem em meio de transporte metropolitano
de passageiros.
As
paradas do trem de carga em Sumaré, quando necessárias, passam a ser
realizadas em área periférica ao tecido urbano consolidado, melhorando
a articulação do sistema viário principal, e otimizando o tráfego
de veículos de carga relacionados ao transporte ferroviário, evitando
que circulem próximo ao Centro da cidade. A antiga estação, hoje desativada,
será integrada ao Corredor Cultural.
São
sugeridas a padronização do mobiliário urbano e dos pisos dos passeios,
e a promoção da acessibilidade nos espaços públicos, com o rebaixamento
de guias, e a utilização de piso texturizado e antiderrapante para
deficientes visuais.
O
conjunto de intervenções tem por objetivo não só a melhoria do espaço
urbano através da otimização das articulações viárias, da qualidade
dos espaços públicos e da integração dos diversos centros de Sumaré,
mas principalmente o aumento de oportunidades na própria cidade por
meio de instituições que estimulem o seu crescimento (geração de emprego
e renda), aumentando a qualidade de vida, idealizando uma cidade mais
digna para todos.
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| Ocupação
das quadras com a nova tipologia proposta |
A tipologia
proposta para o quadrilátero formado pelas avenidas Ipiranga, Rebouças,
José Mancini e via férrea constitui um novo padrão urbanístico, com
gabarito de até 4 pavimentos. A evolução para este novo padrão acontecerá
conforme a demanda da cidade por adensamento e por maiores áreas construídas.
Os eixos
da Praça da República e Praça Manoel de Vasconcelos (Passeio Público)
e da Av. José Mancini terão um caráter diferenciado das demais vias
do quadrilátero.
O
Passeio Público obedecerá a um recuo maior quando da implantação das
novas tipologias, sem prejudicar a largura das ruas. A área construída
deverá ser implantada junto ao novo alinhamento dos lotes; a área
não construída ficará no fundo dos lotes, formando um miolo de quadra
livre e arborizado, sendo de uso privativo de cada lote.
A transformação
deste eixo em um grande bulevar deve ocorrer em toda a sua extensão,
garantindo dessa forma uma unidade ao conjunto. Como contrapartida
à cessão de espaço para uso público - calçadas mais largas, os empreendedores
podem receber algum tipo de incentivo por parte da Prefeitura.
A
Av. José Mancini poderá receber edifícios mais altos (de até 15 pavimentos,
conforme art. 68 da Lei Municipal 2831/95), justificando a largura
da via existente.
O Edifício-Mirante
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| Vista
noturna do Edifício-Mirante |
Localizado na extremidade do Passeio
Público e marcando a passagem de pedestres em direção ao Parque da
Cidade, o Edifício-Mirante simboliza o processo de transformação do
centro de Sumaré.
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| Vista
da praça rebaixada com escadaria/ arquibancada |
O novo
edifício, implantado junto à praça rebaixada, traz animação à ligação
entre os dois lados da ferrovia. O térreo, no nível da praça rebaixada,
é solto do chão, possibilitando seu uso como anfiteatro ao ar livre,
com a escadaria funcionando como arquibancada. No nível da rua, o
edifício dispõe de auditório e área de exposições; biblioteca no segundo
pavimento; e midiateca no terceiro.
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| Corte
longitudinal Corredor Cultural – Parque da Cidade |
No último pavimento está o mirante,
com equipamentos de apoio como restaurante, de onde se pode contemplar
o Centro Histórico, o Parque da Cidade, as águas e os núcleos urbanos
além-trilhos, e acompanhar as transformações que concretizarão a desejada
cidade para todos.
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| Vão
livre do Edifício–Mirante utilizado como palco |
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| Praça
rebaixada como espaço de encontro |