Concurso
Público de Arquitetos para Modernização do Conjunto Desportivo do
Ibirapuera
São Paulo, 17 de maio de 2003
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Perspectiva
do Alojamento de Atletas |
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3º
Prêmio
Arquiteto
Francisco Spadoni
Colaboradores
Selma Bosquê, Alexandre Nalin, Lauresto Esher, Jaime Vega, Alice de
O. Lima, Felipe Annunziato, Gustavo Jacob, Carlos E. Packer, Raymundo
de Paschoal, Luciano Bernini, Alexandre Spadoni, Nelson Kon.
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Maquete
do conjunto. Foto Nelson Kon |
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Um
chão da cidade
A
idéia central do projeto é a de constituir o Constancio Vaz Guimarães
como um fragmento da idéia de parque. Um grande chão que integra todas
as estruturas existentes e permite a fruição pública do espaço como
uma continuidade da cidade. Propomos que o Complexo seja uma hipóstase
da atividade pública: a praça, o adro, a rua e transforme os equipamentos
em ícones de um novo espaço organizados pelo grande plano.
Se
quisermos resumir o sentido desta proposta em uma idéia, diríamos
que o projeto desenha um novo chão.
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| Maquete
com edifício de mídia em primeiro plano. Foto de
Nelson Kon |
Recreação
e competição
A
interpretação do programa para o CVG nos permitiu trabalhar sobre
estes dois conceitos: manter-se como um Centro de excelência para
o esporte, dotado das mais modernas instalações para o esporte de
competição e, ao mesmo tempo, por tratar-se de uma área pública significativa,
abrigar em suas estruturas espaços de recreação e convivência. As
praças, as quadras suplementares na Nova Estrutura – CFE – fazem este
aporte com a comunidade.
Horizonte
com valor
O
complexo CVG insere-se na malha urbana como um elemento do corpus
institucional do Ibirapuera. Reitera o caráter tipológico das edificações
de predominância horizontal, que aos poucos vai se sedimentando como
um contraponto à tendência verticalizadora do entorno. Em nosso projeto
preservamos a idéia da horizontalidade como valor e a nova estrutura
que propusemos para abrigar o Centro de Facilidades e Entretenimentos,
assim com as transformações solicitadas para as demais edificações
do Conjunto buscaram a estabilização da morfologia existente nos edifícios
institucionais.
A
horizontalidade seria a marca da esfera pública em equilíbrio à verticalidade
da ação privada.
Geometria
oculta
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Maquete
do cojunto. Foto de Nelson Kon |
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No
CVG o grande eixo diagonal que organiza as três construções: Ginásio
de Esportes; Estádio e Poliesportivo busca constituir uma ordem autônoma
frente ao território, com um traçado de base clássica que visto pelo
alto o faz lembrar uma nave renascentista. O ginásio de piscinas projetado
pelo arquiteto Nestor Lindemberg, também procura estabelecer-se a
partir deste eixo diagonal, implantando-se a um eixo rotacionado em
300º. Esta ordem geométrica, no entanto, oculta-se ao observador,
que confundido ainda pelas intervenções circunstanciais no complexo:
galpões, canteiros, estacionamentos, tendem a entendê-lo como aquilo
que não é: um aglomerado de edifícios sem lógica aparente.
Nossa
proposta busca a revalidação da geometria original através de ações
mitigadoras – como a eliminação de todas as intervenções circunstanciais
no território – e a implantação de um novo traçado para o chão público.
Pretende-se a constituição de uma nova ordem aparente, que organize
edifícios e áreas livres num novo desenho para a cidade.
O
novo chão público – praças
O
projeto assume como premissa a remoção de todas as construções circunstanciais
existentes na área – incluindo-se os canteiros – permanecendo apenas
as instalações esportivas principais. Propõe a integração de todas
estas instalações através de um novo chão público, conformando três
novas praças e definindo um sistema espacial onde, ao mesmo tempo
em que configuram um plano de base para as construções existentes,
fazem a extensão das calçadas do entorno, integrando-se à cidade.
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Esquema
das Praças |
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Traçados
reguladores
O
traçado geométrico que orientou a implantação dos atuais equipamentos
ao longo de um eixo diagonal, será revitalizado por uma nova ordem
complementar que define o perímetro das praças; o bosque e a implantação
da Nova Estrutura – CFE.
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Esquema
dos Eixos |
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O
bosque – nova política para a área verde
Buscamos
diferenciar as áreas coletivas em secas e verdes, destinando as primeiras
– as praças – à concentração e fluxo de público e as áreas verdes
para recreação e contemplação. Propomos a concentração do verde em
um maciço, definido na cabeceira do novo traçado geométrico, para
que funcione como uma espécie de bosque, beneficiando-se da concentração.
Para isso propomos a retirada dos canteiros esparsos que serão substituídos
com larga vantagem pela nova área. A superfície verde proposta terá
aproximadamente 5 mil metros quadrados.
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Esquema
do Bosque |
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A
expansão da Praça Ícaro de Castro Mello
Hoje
um resíduo do traçado viário, pouco mais que um grande canteiro delimitando
duas vias, propomos para a praça Ícaro de Castro Mello a extensão
de seu piso para dentro da área do CVG, transformando em via de pedestre
a rua que a separa do complexo. Esta solução, sem que se altere os
limites jurídicos entre propriedade e via pública, possibilitará uma
nova frontalidade para a Nova Estrutura proposta para esta face –
ampliando a área de passeio – e tornará mais digna a escala da praça.
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Esquema
da Nova Praça |
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A
nova estrutura – CFE+alojamento+recreação
Propusemos
um único edifício de desenvolvimento horizontal para abrigar as novas
funções propostas pelo edital – o CFE – ao qual agregamos todo o conjunto
de alojamentos no teto terraço e um pavimento de quadras esportivas
conversível em espaço para shows e eventos. O programa se completa
com um pavimento destinado ao Centro de compras e alimentação no piano
nobile a meio nível acima do solo e outro a meio nível abaixo do solo,
abrigando o Centro de convenções; Centro de Imprensa e Administração.
O edifício, implantado paralelo ao Ginásio de piscinas, reconstrói
o alinhamento para a rua XYZ e abre-se para a nova praça Ícaro de
Castro Mello.
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Esquema
do Alojamento |
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Alojamento
A
solução proposta para os alojamentos foi a de potencializar o teto
terraço da Nova Estrutura, criando uma vila de atletas com acesso
e vida independentes do restante do edifício. O espaço é definido
por duas grandes praças com 600 m2, para a qual se abrem os apartamentos
e as áreas comuns. A vila é composta em três pavimentos: um térreo
destinado às áreas coletivas e serviços – praças; estares, refeitório
e lavanderia – e dois andares de apartamentos.
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Esquema
em corte |
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Ginásio
coberto de piscinas
Reformulamos
funcionalmente o Ginásio de piscinas, envolvendo-o com uma nova pele.
Esta nova estrutura será composta por um conjunto de cinco pórticos,
que suportarão um sistema retrátil de fechamento e receberá uma grande
fachada de vidro para o átrio: a praça que o conecta ao Ginásio. O
nível atual de acesso às arquibancadas, na cota + 3.00 será estendido
em todos os quatro lados, formando um grande anel – ou mezanino –
para concentração de público e serviços.
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Esquema
da Piscina |
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I.
Decisões urbanísticas
O
novo chão público: as praças
O
projeto propõe a integração de todas as instalações esportivas através
da criação um novo chão público. Este chão é resultante da supressão
de todas as estruturas oportunistas, cujas funções serão relocadas
para os novos equipamentos: ginásio de judô; quadras de tênis e de
esportes; canteiros; estacionamentos, etc. Como resultante, três novas
praças formarão um sistema espacial onde, ao mesmo tempo em que configuram
um plano de base para as construções existentes, fazem a extensão
das calçadas do entorno, integrando-se à cidade.
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| Implantação |
O
átrio
Acesso
à rua Manoel da Nóbrega, o átrio será a praça central dos esportes,
fazendo frente ao Ginásio de Esportes, ao ginásio de Piscinas e conectando
ainda o estádio. Será a grande praça cívica do complexo, funcionando
como um grande pátio de concentração de público, como espera dos estádios.
Sua forma retangular com 60 metros de largura é resultante do novo
traçado regulador e poderá receber os quiosques em dias de eventos.
Para sua implantação devem ser removidos o ginásio de Judô; as quadras
de esportes, o canteiro central e os estacionamentos.
A
praça do meio
A
praça do meio é a área de principal concentração para o acesso ao
estádio de atletismo e um importante corredor de conexão entre as
duas grandes praças. Tanto quanto o Átrio, tem vocação para receber
quiosques e deve tornar-se um espaço de concentração complementar
às duas praças laterais. Seu forma de corredor a vocaciona a um espaço
de grande animação.
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Maquete
com Átrio frontal. Foto de Nelson Kon |
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A
nova praça Ícaro de Castro Mello
O
acesso defronte a praça Ícaro de Castro Mello deverá transformar-se
na terceira praça do complexo, conectando a praça do meio; o Ginásio
de esportes; a Nova estrutura e a rua. Esta grande praça, a maior
entre as três resulta do novo traçado regulador, abrindo-se de forma
radial para a rua.
Propomos
uma operação urbanística, sem que se altere os limites legais entre
a propriedade e a via pública, que é a de se estender o piso da praça
até a atual praça Ícaro de Castro Mello, transformando a alça de acesso
à rua Marechal Stenio Albuquerque de Lima em via de pedestre com acesso
exclusivo de veículos para o estacionamento do CVG. A atual praça,
hoje um resíduo do traçado viário, seria incorporada a este piso ampliando
sua extensão até o limite da praça do meio. O objetivo é que a nova
praça Ícaro de Castro Mello, se apresente mais digna como espaço urbano,
numa deferência direta também à figura do arquiteto que lhe empresta
o nome, tão importante que foi para a história do Complexo.
Para
a incorporação da praça ao complexo propomos o alargamento da rua
Marechal Stenio Albuquerque de Lima no perímetro da atual praça, transformando-a
em mão dupla.
II.
Arquiteturas
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Centro
de Facilidades e Entretenimentos (CFE) |
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A
nova estrutura
Centro
de Facilidades e Entretenimentos (CFE) / Alojamentos / Quadras esportivas
O
novo edifício do complexo, que chamamos de Nova Estrutura, irá abrigar
o Centro de Facilidades e Entretenimento – conforme edital – e agregar
outras duas funções relocadas na nova proposta: alojamentos e quadras
esportivas: tênis e poliesportiva de recreação.
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Centro
de Facilidades e Entretenimentos (CFE), elevação |
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Implantação
O
edifício será implantado face à rua Abílio Soares, ocupando a área
destinada atualmente pelas quadras de tênis e FPT, estendendo-se até
a atual entrada. Está contido integralmente dentro dos limites do
lote, mas se beneficiará da ampliação do passeio público à frente,
incorporando a atual praça Ícaro de Castro Mello. Será acessado em
todas as quatro faces:

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| Centro
de Convenções e Imprensa. Legenda: 1. Acesso restrito
administração; 2. Acesso Convenções;
3. Conferência; 4. Apoio; 5. Imprensa; 6. Acesso restrito
Shopping; 7. Hall Convenções; 8. Sanitários;
9. Circulação vertical; 10. Rampa; 11. Administração;
12. Manutenção; 13. Segurança; 14. CFTV;
15. Galeria; 16. Foyer; 17. Café; 18. Auditório |

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| Centro
de Compras. Legenda: 1. Acesso Shopping; 2. Acesso Convenções;
3. Praça de Alimentação; 4. Acesso exclusivo
alojamento; 5. Serviço; 6. Acesso restrito Convenções;
7. Lojas; 8. Sanitários; 9. Circulação vertical;
10. Rampa; 11. Segurança. |

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| Quadras
esportivas e Eventos.
Legenda: 1. Área de Acesso; 2. Rampa; 3. Circulação
vertical; 4. Acesso exclusivo Alojamento; 5. Quadras Poliesportivas;
6. Quadras de Tênis; 7. Arquibancada retrátil; 8.
Vestiários; 9. Salas de Esporte |

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| Alojamentos.
Legenda: 1. Acesso Alojamentos; 2. Unidade Padrão; 3. Unidade
Vip; 4.Vazio Praça. |

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| Terraço
do Alojamento. Legenda: 1. Acesso exclusivo Alojamento; 2. Acesso
Alojamentos; 3. Lavanderia; 4. Refeitório; 5. Praça;
6. Cozinha; 7. Estar / TV; 8. Sala de Estudos. |
Estrutura
portante
Será
em concreto armado com módulo estrutural de 10,00 X 16,00 m até o
pavimento do Centro de Compras. O pavimento de quadras esportivas
receberá uma grelha apoiada no alinhamento de colunas periféricas,
cumprindo um vão entre apoios de 34,00 m. Para os andares superiores
– alojamentos – desloca-se o eixo das colunas periféricas em ambos
os lados para as extremidades (3,00 m.), totalizando a largura de
40 metros do edifício, computando-se as placas de vedação laterais
e definindo o vão de iluminação e ventilação zenital para as quadras.

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| Corte
longitudinal do CFE |

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| Corte
transversal do CFE |
Alojamentos
Propomos
a concentração de todos os alojamentos numa única estrutura, relocando
todos os dispersos nas atuais instalações e agregando as novas unidades
solicitadas em edital. Potencializando a estrutura do grande teto
terraço da Nova Estrutura, propusemos um modelo de vila habitacional
horizontal, ao modo de uma longa quadra urbana em três pavimentos,
onde o pavimento térreo ou de acesso abrigará todas as funções coletivas:
estares; refeitório; lavanderia e praça de convivência e os dois pavimentos
superiores, os alojamentos.

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| Alojamento:
unidades padrão (16 pessoas) e vip (2 pessoas) |
A
módulo da unidade compõe-se de dois dormitórios abrigando quatro beliches
cada um articulados por uma área central com vestiários; sanitários,
copa e um pequeno tanque para roupas íntimas. O acesso às unidades
se dá por passarelas externas. O pavimento térreo concentrará todas
as áreas coletivas: refeitório e cozinha; lavanderia coletiva e um
conjunto de espaços de estares especializados em áreas de convívio;
salas de estudo – considerando-se a grande porcentagem de estudantes
que habitam o complexo – e salas de TV. As duas grandes praças internas,
como dois solários, organizam o conjunto e propõe o isolamento do
espaço frente a rua.
Ginásio
coberto de piscinas
Decidimos
pelo envelopamento total da atual estrutura para facilitar o sistema
de vedação térmica e a clareza estrutural e espacial do novo edifício.
Conceitualmente propomos que o volume se configure como uma caixa
cuja superfície voltada para a grande praça – o átrio – seja toda
de vidro para revelar o sistema de pórticos do atual ginásio.

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| Ginásio
coberto de piscinas |
O
novo envelope será constituído por um conjunto de cinco pórticos biarticulados
e triangulados, em aço de alta resistência que cumprem um vão de 80,00
metros. A cobertura retrátil trabalhará nos campos entre pórticos,
compondo quatro conjuntos de placas deslizantes para cada lado sobre
quatro fixas. O sistema de abertura proposto é de trilhos laterais
por onde deslizam as placas acionadas por quatro motores (conforme
esquema gráfico). Este sistema propicia ao espaço, quando a estrutura
estiver aberta, que as arquibancadas estejam sempre cobertas.