Estações
de transferência / Sistema integrado de transporte público do Município
de São Paulo
São Paulo, 26
de setembro de 2003
Barbosa
e Corbucci Arquitetos Associados
 |
|
Estação
de transferência. Simulação em computação
gráfica |
| |
|
|
O
novo sistema integrado de transporte público é baseado em dois princípios
básicos: organização operacional dividida em Sistema Estrutural e
Local e novo sistema de tarifação eletrônica.
O
dito Sistema estrutural é composto das grandes artérias de circulação
da cidade, complementado pelo Sistema Local que efetua os complementos
das viagens. A tarifação eletrônica viabiliza
o sistema, pois o usuário utiliza o mesmo bilhete para tomar até três
ônibus: de seu bairro até um eixo estrutural e depois do eixo até
o local de trabalho.
 |
|
Estação
de transferência. Estudo cromático |
| |
|
|
Nas
grandes artérias de circulação existirão faixas exclusivas de ônibus
à esquerda, sem barreiras físicas: não se trata de corredores de ônibus
nos moldes de uma Avenida Santo Amaro. A faixa exclusiva disporá de
controle eletrônico de uso, com multas para quem invadi-la, sem barreira
física. Existirão também faixas exclusivas à direita, em locais onde
não é viável à faixa à esquerda.
O
sistema prevê uma distribuição conforme a demanda e a infra-estrutura
necessária ao seu funcionamento: 46 Terminais de ônibus (14 já existentes)
e 350 Estações de Transferência, cada uma composta de 2 a 4 abrigos para o usuários, conforme a demanda de fluxo do cruzamento.
 |
|
Estação
de transferência. Estudo cromático |
| |
|
|
Três
pontos fundamentais devem ser destacados do novo sistema: existirão
mapas de ônibus para toda a cidade. Todos os abrigos disporão de painéis
de mensagens variáveis, que informarão ao usuário a situação do seu
transporte. Existirão câmeras instaladas em todos os abrigos para
melhorar as condições de segurança da linha.
 |
|
Estação
de transferência. Estudo cromático |
| |
|
|
As
estações de transferência (ETs)
Concepção
A
concepção do Projeto das Estações de Transferência surgiu da síntese
entre a problemática colocada pela SPTrans e de uma idéia de projeto que procura englobar
os dados do problema em uma forma unitária, redirecionando alguns
conceitos pré-estabelecidos.
 |
|
Estação
de transferência. Estudo cromático |
| |
|
|
O
conceito de modulação das estações deveria obedecer a um módulo mínimo
de 8 metros, repetindo-se para as estações de 16 e 40 metros.
O
problema da junção destes módulos, em ruas inclinadas, com as tradicionais
“escadinhas’ resultantes era um dos abacaxis.
 |
|
Estação
de transferência. Rampa de acesso |
| |
|
|
Além
das locações de Estações nos canteiros centrais das avenidas, existia
também a locação das Estações nos passeios públicos, com comércios
adjacentes.
Visto
esses dados, decidimos que as Estações não deveriam “ter uma fachada”,
mas se reduzir a uma interferência mínima com os confrontantes. Era
impossível de se solucionar os problemas levantados privilegiando
o corte transversal das estações, um tanto implícito quando se fala
em abrigos de ônibus.
 |
|
Estação
de transferência. Bancos de espera |
| |
|
|
A
solução dos pórticos longitudinais colocou o problema dos módulos
e das interferências com os confrontantes de uma outra maneira, criando
outra maneira de executar um abrigo. A estrutura metálica dos pórticos
possui estruturas transversais apoiadas sobre pilaretes
redondos e travadas por perfis “I”.
Forma
e estrutura
 |
|
Estação
de transferência. Embarque em nível |
| |
|
|
O
desenho é limpo, simples, sem elementos que colaborem para a poluição
visual da cidade.
A
idéia de uma casca, um abrigo, que proteja o usuário e interfira um
mínimo com os elementos urbanos existentes.
A
estrutura é formada por dois pórticos metálicos, paralelos, cada qual
constituído de uma estrutura de 22cm de altura vencendo um vão máximo
de 40 metros, com apoios pontuais de 9cm de espessura.
 |
|
Estação
de transferência. Alternativa para arborização |
| |
|
|
O
pórtico é desenhado com duas curvas nas extremidades,
criando a continuidade piso teto e definindo a noção de objeto
estanque, tensionado, aerodinâmico: estética
automobilística, imagem tecnológica.
A
estrutura é leve, em conseqüência as cargas
na fundação são pequenas, e as interferências com o existente, são
poucas e maleáveis.
Modulação
e flexibilidade
O
objeto foi tratado em seus elementos mínimos: a viga do pórtico possui
altura e largura total de 26,7cm (com acabamento) e comprimento variável
conforme as necessidades: a modulação tomada como referência foi “o
modulor” de Le Corbusier, principalmente
para o mobiliário.
Este
conceito de modulação foi trabalhado para a definição de um módulo
básico pequeno, em centímetros, podendo ser ampliado (somado) conforme
as necessidades.
 |
|
Estação
de transferência |
| |
|
|
Desta
modulação obtemos flexibilidade na largura e no comprimento das estações,
combinando necessidades de fluxo e interferências com a infra-estrutura
existente, solucionando com o conceito do projeto sua implantação
em passeios estreitos dos corredores comerciais.
Materiais
e acabamentos
A
estrutura em aço foi pensada para a produção em série. os elementos complexos do projeto, as curvas, são idênticas,
qualquer que seja o tamanho da estação.
A
vedação superior é constituída de chapa metálica
nervurada, recebendo uma pintura de base cerâmica para a proteção
térmica.
 |
|
Estação
de transferência. Modulação permite modelos
maiores |
| |
|
|
Os
forros são em chapa perfurada, modulares, formando um sanduíche onde
temos o isolante acústico.
Nas
laterais dos abrigos, placas de policarbonato transparente tratados
anti-abrasão instalados na parte superior
aumentam a proteção do usuário e fornecem um suporte para a comunicação
visual.
Os
pisos adotados são ladrilhos hidráulicos e pisos podotáteis, permitindo a continuidade dos passeios existentes
com baixo custo.
 |
|
Estação
de transferência |
| |
|
|
Custo,
montagem e manutenção
O
processo de implantação é de extrema agilidade, podendo as peças virem acabadas de fábrica, e apenas instaladas
no local: maior controle de qualidade e rapidez de execução.
Toda
a parte central (longitudinal e transversalmente) da estação é livre
e suporta a convivência com árvores, caixas de piso e outras infra-estruturas
existentes.
 |
|
Estação
de transferência |
| |
|
|
O
desenho das estações foi pensado de modo a facilitar sua manutenção,
sua geometria propicia a auto-limpeza através
das chuvas sobre sua “carroceria”, a concepção dos módulos de forro
em peças modulares permitem agilidade no acesso às instalações.
Ficha
técnica
Barbosa
& Corbucci Arquitetos Associados S/C
Ltda.
Arquitetos
Julio Corbucci (Jupira),
Marcelo Consiglio Barbosa, Heralcir
Cesari Valente da Silva, Antonio Carlos
Rossi Junior, Carlos Arellano Rivera,
Luiz Fernando Farkas Crepaldi,
Fábio Mosaner
Estagiários
Lia Matorin Barbosa de Oliveira, Marcela
Rodrigues Batista, Ana Cecília Siqueira Parente de Mello
Informática
Alexandre Kishimoto
Consultoria
luminotécnica
Stúdio Ix / Guinter Parschalk
Consultoria
fundações
MS Engenharia S/C Ltda. / Marcelo de Souza
Projeto
estrutura metálica
Ernesto Tarnoczi Jr. S/C
Ltda. / Ernesto Tarnoczi
Consultoria
conforto
Schaia Akkermann
Acústica / Schaia Akkermann
Consultoria
impermeabilização
Proassp / Virgínia Pezzolo
Projeto
instalações elétricas
Formato / Fábio Daniel Hadad
Projeto
instalações hidráulicas
Shoji
Maquetes
Kenji Maquetes S/C
Ltda. / Silvio Luiz Borges
Maquete Stúdio S/C
Ltda. ME / Sérgio Augusto Gomes
Projeto
comunicação visual
Zol Design / Renato Salgado
Projeto
estrutura concreto
Gepro Engenharia / Fernando Moraes
Quantitativos
e orçamento
Nova engenharia / Mauro Zaidan