Anteprojeto
de Arquitetura para CREA de Apucarana – PR
Curitiba, 03 de setembro de 2003
1º
lugar
Equipe: Emerson
José Vidigal, Fábio Domingos Batista, Ricardo Polucha
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Implantação |
A
concepção do projeto para a sede do CREA Apucarana buscou estabelecer
uma relação entre o edifício e o espaço urbano. O volume do auditório
que se projeta sobre a rua e a justaposição do edifício
no alinhamento predial marcam o contexto e reforçam essa relação.
Este partido privilegia o pedestre, ao posicionar o estacionamento
de automóveis ao fundo do lote.
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Vista
frontal |
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A
partir do ponto de entrada do terreno o edifício configura-se como
uma caixa sólida, que corresponde ao Auditório, apoiada sobre planos
verticais. A articulação entre estes planos, alguns transparentes
e outros opacos, confere leveza ao volume da caixa, oferece ao usuário
variados níveis de permeabilidade visual, e configura os espaços necessários.
Na
sua porção posterior, o edifício configura-se como uma caixa aberta
lateralmente.
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Vista
lateral |
Os
espaços internos são estruturados a partir de um eixo de circulação
longitudinal que distribui usos diferenciados; no térreo se concentram
as atividades administrativas do CREA e o atendimento ao público;
no pavimento superior os espaços de uso eventual de auditório e confraternizações.
A
circulação vertical é composta por um vazio que abriga a escada, o
elevador e um jardim interno. Localizado no centro do edifício, este
vazio é um ponto focal que integra os dois pavimentos tanto funcionalmente
como visualmente.
Além
de articular internamente o espaço, o vazio funciona também como acesso
ao Setor de Eventos. Por isso externamente este espaço é marcado por
uma pérgula.
Solução
estrutural
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Vista
lateral |
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A
estrutura em concreto armado segue uma modulação convencional para
edifícios de escritórios – 1,25m. Os vão conservadores adotados além
de condizentes com as dimensões do edifício e seu lote, permitem espessuras de laje, vigas e pés direitos livres
que qualificam as transparências dos ambientes internos.
Na
cobertura as vigas são invertidas, atuando como platibandas, para
garantir a leveza das dimensões dos elementos volumétricos.
O
uso dos balanços reforça esse caráter de leveza, diminuindo os momentos
máximos e conseqüentemente as dimensões dos elementos estruturais.
Materiais
empregados
Além
das estruturas em concreto, o material empregado para vedação é a alvenaria
de tijolos. Algumas paredes foram revestidas com argamassa comum com
pintura branca ou cinza e outras com argamassa texturizada
em tom esverdeado.
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Vista
lateral |
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As
aberturas são vedadas por meio de esquadrias de alumínio associadas
com vidro convencional no pavimento superior e vidro temperado no
pavimento inferior, nos locais onde intencionou-se
uma maior transparência.
Os
materiais de acabamento beneficiam-se da modulação de 1,25 metros que regulamenta os revestimentos, forros, luminárias
e uma variedade de outros elementos construtivos.
Instalações
Os
pés direitos propostos permitem a passagem de instalações embutidas
em meio ao forro ou ao piso do edifício.
O
reservatório de água está centralizado em relação aos sanitários e
cozinhas, acima do pavimento superior. As prumadas hidráulicas distribuem-se a partir
do reservatório em direção às instalações hidráulicas mais utilizadas
nos pavimentos inferiores, posicionadas no bloco de serviços longitudinal.
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Vista
interna |
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O
escoamento das águas pluviais é realizado através de calhas de 30
cm de largura. Na cobertura do pavimento superior, as calhas conduzem
a água para tubos de queda embutidos nas paredes.
Paisagismo
A
solução espacial adotada garantiu uma posição destacada ao jardim interno, visualmente integrado aos espaços de
trabalho e também articulador da circulação vertical. Buscou-se
o mesmo efeito visual na janela lateral ao auditório. Nesse local
a parede de divisa serve como apoio para vegetação trepadeira e a
laje do pavimento inferior para vegetação baixa. Nos dois casos, jardim
e auditório, as espécies rasteiras e arbustivas são adaptadas às condições
de luminosidade-insolação e clima.
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Vista
interna - vão central |
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A
área de estacionamento e o acesso de veículos são tratadas com piso
em blocos de concreto intertravados
para garantir a permeabilidade do solo.
Eficiência
energética
A
eficiência energética do edifício foi um aspecto levado em conta desde
a concepção do projeto.
A
solução de implantação busca a construção sobre a divisa sudoeste
do terreno, evitando
que esta fachada receba os raios solares rasantes nos finais de tarde.
Os
elementos do projeto que contribuem para o conforto térmico são as
marquises-beirais e o balanço do pavimento
superior, os quais protegem as superfícies envidraçadas existentes
nas fachadas frontal e lateral, sudeste e nordeste, respectivamente.
Para
a proteção da elevação dos fundos (noroeste) optou-se pelo uso de
planos fechados, com aberturas mais contidas e protegidas
por marquises-beirais.
As
pérgulas e aberturas zenitais propostas para o jardim, o auditório,
e espaços de serviços possibilitam um controle da insolação direta
sem afetar a luminosidade, garantindo uma condição climática adequada.
Estas
medidas objetivam a minimização das trocas de calor com o ambiente
externo de modo passivo.
Impacto
ambiental
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Vista
interna - auditório |
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Atendendo
às exigências do programa e da legislação municipal, a implantação
do edifício e da área de estacionamento ocupam, cada
um, aproximadamente 50% da área total do lote. Para minimizar o impacto
ambiental, o estacionamento e acesso de veículos utilizam a pavimentação
com blocos de concreto intertravados e vazado,
que aumentam a permeabilidade e diminuem o acúmulo-transmissão de
calor entre o interior e o exterior do edifício. Essa medida busca
propiciar um microclima mais agradável.
Acessibilidade
A
solução arquitetônica do projeto privilegiou o acesso de pedestres.
De acordo com as exigências do CREA, a entrada de pedestres permite
acesso diferenciado aos setores de eventos e administrativo.
O
eixo de circulação longitudinal tangencia o edifício na sua elevação
nordeste. Através dele são efetuados este e o de automóveis.
Procurou-se
adotar as posturas e legislações municipais e federais que estabelecem
a necessidade de acesso de pessoas portadoras de deficiência a todos
os pavimentos. Para estes casos, a relação proporcional de assentos
em auditório, sanitários e vagas de automóveis também foi respeitada.
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Corte
longitudinal |
As
áreas de estacionamentos, circulações, auditório e instalações sanitárias
do pavimento térreo admitem a acessibilidade de pessoas portadoras
de deficiência. No pavimento superior, a acessibilidade é garantida
por meio da instalação de um elevador hidráulico próximo da escada
de acesso ao pavimento superior. Esta solução configura-se mais viável
economicamente do que a construção de um sistema de rampas.
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Fachada |
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Estimativa
de custos
Diversas
medidas foram adotadas para tornar a construção mais econômica: A
racionalidade e modulação do sistema estrutural resulta em
economia de material, e a preocupação com os detalhes construtivos
que minimizam as trocas de calor diminuem os gastos com condicionamento
de ar induzidos artificialmente. O uso de materiais de materiais de
revestimento convencionais também contribuem para o barateamento da
obra. Dessa forma, os custos não excedem o limite estipulado pelo
regulamento do concurso (R$ 600,00 / m2).
A área construída perfaz 596,80 m2 correspondendo
a um custo total de R$ 358.080,00