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Concurso Público Nacional de Idéias de Requalificação Arquitetônica
do 1º Reservatório de Água Potável Menção
Honrosa - Projeto nº 59
A
proposta apresentada busca a articulação dos diversos volumes e edifícios,
entre si e em relação ao entorno-cidade. Essa
conexão não deveria ser apenas uma solução formal que compusesse a volumetria
existente. Como conexão entende-se agora uma outra esfera de ação: entre
indivíduos, entre atividades, entre possibilidades. Ou seja, o próprio
sentido da cidade.
Elemento-chave:
uma marquise-pergolado. Ela proporciona a
conexão entre os edifícios e volumes separados, orienta a ação dos usuários,
cria ela mesma um espaço próprio – sombreado, abrigado,
coletivo. Cenário de ação, ao mesmo tempo suporte de antigas
e novas possibilidades de uso (luminárias, informação, arte urbana).
O
projeto foi planejado de modo a viabilizar sua construção conforme as
fases indicadas no edital – sem o prejuízo das atividades envolvidas.
O
nível do reservatório objeto principal do concurso (711,60 m) foi desdobrado
para reforçar seu caráter cultural proposto. Sua escadaria de acesso
é também anfiteatro-praça, anunciando as características culturais e
múltiplas do novo espaço. O antigo reservatório tem sua arcada original
revelada em arquitetura com novas funções (área de exposição, salas
de leitura, videoteca, café). Os novos elementos arquitetônicos que
permitem essas atividades contrastam e valorizam – sem interferir –
as características existentes.
Uma
conexão subterrânea amplia o Centro Cultural com atividades de apoio
(sanitários, ateliês, administração, depósitos). Dá acesso também ao
auditório e ao térreo sob a marquise – com seus cafés, lanchonetes,
serviços – área de convergência do conjunto. A
partir do subsolo de apoio ao Centro Cultural há o acesso vertical ao
auditório sobre-elevado. Com capacidade de 250 pessoas, possui o suporte
necessário para apresentações diversificadas (música, teatro, cinema).
Esse
auditório pode ser também acessado diretamente pelo térreo, o que permite
uma utilização independente em relação ao Centro Cultural. O acesso
de serviços do auditório, lanchonete e apoio ao conjunto é feito diretamente
pela Avenida da Saudade. O
edifício para Micromedição delimita a principal
“praça” do conjunto, pólo de irradiação e convergência de todas as atividades
existentes. É local de convivência e interação entre as novas atividades
e as tradicionais, ligadas aos profissionais da água. Com intenção ainda
de valorizar o tema, foi proposto um espelho d’água sobre os reservatórios
em funcionamento, caso uma análise técnica mais precisa o viabilize.
O
estacionamento foi dividido em dois níveis para diminuir seu impacto
no conjunto (de uso e permeabilidade). O nível do subsolo dá acesso
direto ao anfiteatro-praça, entrada do Centro Cultural. Na
área lindeira à rua da Abolição localiza-se extensa área arborizada e permeável, que qualifica tanto o conjunto
quanto o entorno. A sombra das árvores (irregulares, dinâmicas,
naturais, permeáveis) distingue-se da sombra da marquise-pérgula (regular,
impermeável, modular, artificial). Essa diferença permite diversidade
de usos e cria ambientes adequados ao clima de Campinas.
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| Data da notícia: 14/01/2004 – Fonte: Equipe premiada / São Paulo SP Brasil | ||||||||||||||||||||