Ideenwettbewerb
2002 – Buddenturm Münster
Münster - Deutschland, deadline October 31, 2003
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Imagens
históricas da Torre Budden, em Münster |
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2º Prêmio
– Marcos Rosa (nº 1025)
Colaboradores:
Michael Schomaker, Sten Oletz e Birthe Lobeck
Buddenturm
Uma
torre perdida na cidade, solta em meio a uma malha louca que se formou,
impondo-se ao longo do tempo. Uma torre que viu tudo. Foi parte de
uma muralha, proteção e vigia e que, criou sua história se adequando
a cada uso possível nas novas, sucessivas ordens do espaço. E de repente,
vê-se só torre, fechada dentro de si mesma; na escuridão de dentro.
E ela própria não permite que o sol alcance sua alma.
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Torre Budden, em Münster. Foto atual |
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Um
parque à sua volta, elementos completamente desconectados, uma torre
cega. E uma conexão possível permanece lá, como uma nova possibilidade
ao espaço da cidade, em constante mudança. A praça, o verde, o parque…
Toda a natureza è convidada a participar do interior dessa torre,
agora conectado através de elementos naturais.
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Implantação |
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A
continuidade do gramado rumo à torre, a entrada rebaixada. Referencias
ao caminho, guiado por um simples raio que adentra a torre conectando
espaços. A natureza é o elemento unificador. E a arquitetura possibilitada
por esse pensamento cria um espaço único, devolvendo à cidade um marco
histórico, agora preenchido por luz, vivo, preenchido de novas idéias
e surpresas.
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Antiga caixa d'água |
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Concurso
O
concurso tinha como tema a elaboração de idéias para a Buddenturm
– uma torre da idade média, que fazia parte da muralha, construída
no século 13.
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Conceito |
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A
torre passou por uma série de transformações. A muralha já não existe
mais, foi substituída por uma passagem para ciclistas e pedestres,
um grande caminho que envolve a cidade. Um anel verde. A torre acabou
sendo fechada, restando como um marco, um símbolo, de localização
privilegiada, porém solto na paisagem, completamente desconectado
das atividades travadas na cidade.
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| Seqüência
do caminho |
Na
minha visão, a torre estava perdida, dentro de um grande parque linear
que corta a cidade. Com poucas aberturas, como é típico de torres
de vigília, ela permanecia quase o dia todo em penumbra, fechada em
si mesma.
Para
mim, desde o início, era muito clara uma necessidade de reconexão,
que deveria acontecer com o menor impacto possível sobre a paisagem
existente. Além disso, era clara a necessidade de iluminação no interior
da torre.
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Pavimentos 1 e 2 |
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Decidi
trazer luz natural ao interior do edifício através do subsolo, sem
interferir na paisagem já configurada, porem reconectando-o de forma
harmônica. Esse novo elemento reflete a luz natural para dentro da
torre, através de superfícies claras.
Os
pavimentos da torre, antes circulares, foram quebrados em três, rotacionados
e sobrepostos, eles permitem que a luz entre e se distribua, alem
de organizar a nova circulação proposta ao espaço.
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| Estudos
climáticos |
No
inverno, propus a utilização de aquecimento passivo, proveniente do
sol, como uma possibilidade natural, através de uma cobertura de vidro,
exatamente na cota do passeio público; tal como ventilação no verão:
um triângulo se forma na projeção dos três pavimentos-tipo da torre,
uma abertura constante que permite que o ar quente circule no verão,
escapando por saídas dispostas na cobertura.
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| Estudos
de insolação |
No
último andar da torre havia uma caixa d´água, que se transformou em
mais um elemento chave à distribuição da luz no interior do edifício:
um jogo de espelhos leva a luz direta ao subsolo, onde um outro espelho
reflete a luz ao interior dessa caixa d´água, cilíndrica, pintada
de branco por dentro de forma a refletir o máximo de luz possível.
Toda a luz captada è irradiada através de frestas, cortes feitos nesse
cilindro, distribuindo-se no último andar da torre, como um elemento
surpresa.
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Plantas |
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