| Concurso
HabitaSampa – Projetos para Locação Social Menção
Honrosa Conjunto
Cônego Vicente M. Marino – Projeto nº 64
Relações urbanas A “linha do trem” em São Paulo: barreira, fundos, cicatriz... Este é o grande protagonista. Bairro tradicional paulistano, conta ainda com edificações sem recuo lateral, construídas no alinhamento, com portas sobre a calçada, determinando frontalidade e a rua como espaço primordial de articulação da cidade.
O partido arquitetônico adotado permite tornar pública a orla ferroviária; até criar novo logradouro, com endereço postal voltado para esse espaço enorme, livre, que deixa de ser pensado como problema e passa a ser desejado como coisa pública. Por um lado, uma marquise orienta a ligação paralela à linha férrea, unindo a calçada da rua Luigi Greco à praça Nicolau de Moraes Filho. Por outro, dois grandes blocos lineares, lâminas baixas de 5 andares, reconhecem a cidade antiga e confirmam os alinhamentos das ruas Cônego Vicente Miguel Marino e Cruzeiro. Outros dois blocos internos completam a implantação: reconhecem o bairro tradicional mas não abrem mão de sua vocação para a transformação: trata-se de uma proposta otimista, afirmativa em seu caráter. Espaço semi-público Os espaços livres semi-públicos principais desenvolvem-se sobre a idéia da rua. São ruas que se abrem para focos de interesse ainda maior. Deixa-se a noção de pátio apenas para as praças públicas, pois trata-se de um arquétipo de difícil gestão quando empregado para áreas coletivas condominiais em nossa cultura.
Centro de Capacitação em Restauro O CCR é uma “pequena” construção, apoiada de modo simples, síntese de uma escola mínima que lida de maneira franca com o entorno. Debruça o olhar para o horizonte sobre o “vazio” do trem e abre o piso térreo para a nova praça, doação do novo conjunto habitacional, espécie de gentileza para o bairro, uma antecâmara da grande Praça Nicolau de Moraes Filho.
Programa: tipologias e unidades Uma variedade tipológica atende a duplo aspecto cultural. Para o diálogo com o contexto imediato, com os vizinhos da frente, adota-se uma unidade térrea que se abre para a rua. Têm-se esta “casa” como um artefato conservador, um dos bens mais enraizados nas pessoas e que satisfaz seus desejos mais básicos. Para os outros andares, mais altos, opta-se por apartamentos que, embora com áreas sempre controladas, possuem menos divisões. São unidades mais “progressistas”, que enfrentam melhor o problema da flexibilidade: nada é mais flexível e aberto que a abundância de espaço, mesmo que só aparente.
Tecnologia: sistema construtivo É natural que este projeto possa ser construído utilizando diversas técnicas construtivas objetivando a racionalização da construção, algumas já tradicionais como alvenaria armada. Entretanto, mesmo que o desenho não tenha sido elaborado condicionado à forma de execução, é possível optar por um sistema especial baseado em painéis de concreto armado de grandes dimensões fabricados em usina. A utilização generalizada de elementos pré-fabricados de concreto permitirá economia e diminuição dos prazos de execução da obra.
Ficha Técnica Arquitetos |
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| Data da notícia: 17/04/2004 – Fonte: Equipe premiada / São Paulo SP Brasil | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||