International
Ideas Competition for the Hellenikon Metropolitan Park and Urban Development
Atenas – Grécia, 04 de abril de 2004
Menção
honrosa
Carlos Dias Arquitetos Associados S/C Ltda
Sao Paulo, Brazil
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| Vista
Geral |
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Arquitetando
a paisagem
Reconstruir
a paisagem e reconectar o mar, sobretudo visualmente. São os objetivos
estratégicos visados por esta proposta de qualificação urbanística,
paisagística e ecológica da antiga instalação aeroportuária e seu
entorno. Uma intenção em conformidade com os planos urbanísticos de
desenvolvimento, recuperação e reestruturação de Atenas.
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Conceito |
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O
destino da vida dos homens inseparável do futuro da cidade.
Mar
da Manhã
Hei de deter-me aqui. Também eu contemplarei um pouco a natureza.
Do mar da manhã e do céu inube
azuis brilhantes, e margem amarela; tudo
belo e grandiosamente iluminado.
Hei de deter-me aqui. E me enganar que os vejo
(em verdade os vi por um momento ao deter-me)
e não também aqui minhas fantasias,
minhas recordações, as imagens do prazer.
Konstantinos Kaváfis 1915
Estruturando
o território de intervenção dois eixos, como a construção de um gesto,
delineiam os caminhos, os limites e as apropriações do conjunto.
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| Planta
Geral |
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Um,
o Caminho da Terra e o outro o Caminho do Mar. Duas
realidades tão arraigadas no imaginário Grego desde os mais remotos
tempos.
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Croqui
– Projeto Urbano |
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Anexadas
ao Caminho da Terra, verdadeira esplanada, maiores (Praça da Terra,
Hellas e Europa) e pequenas praças (Praça da Mutação, Harmonia, Ritmo,
Graça e Equilíbrio) desenham as ocupações e enquadram as atividades.
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| Planta
do Parque Urbano + Parque |
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Da
esplanada olhando o mar, o Caminho da Terra, seqüência de pisos com
as colorações das treze províncias helênicas, será o caminho de todos
os povos, que com delicadeza e deslumbramento passeiam como se fosse
ali toda a Grécia.
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Croqui
– Monorail e Caminho da Terra |
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No
percurso, cores, cheiros e festejos alegram a luz do dia os passeios
folgados e mais tarde noturnas sensações. Com o sol que nos aquece,
passeios divertidos pelos pequenos bosques. Caminhos sensoriais pelas
cores e cheiros. Do alarido das crianças, brinquedos a girar. Nossos
avós com histórias a contar. Ao entardecer as luzes dos olhares cintilam
ante a chamada de atrações. À noite, o jantar tranqüilo nas pequenas
praças refletindo as águas de oásis existentes.
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Pequena
Praça (Praça Harmonia) |
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Ao
passear pela esplanada, sensores disparam sons de aviões decolando,
quais relâmpagos fugazes, nos despertam para a memória do lugar, nas
suas preexistências.
Dos
pilaretes da estrutura de sustentação dos quebra-sóis, que cobrem
o passeio, peças eólicas com efeitos óticos armazenam a energia necessária
às lâmpadas do caminho.
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Praça
Hellas |
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O
Caminho do Mar, linear percurso da cidade à margem litorânea, atravessa
a mata. Praças
estrategicamente posicionadas aguardam o merecido e momentâneo repouso
dos visitantes. Na
medida em que se demore nesses espaços estará à mercê do burburinho
das águas correndo e dos pássaros ou até do vento sobre as folhas.
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Praça
da Terra |
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A
Paisagem Verde. O projeto propõe uma imensa e acessível área verde
com três grandes reservas de água, arquitetando uma nova paisagem
que reconstituirá a Flora Ateniense de beira-mar, criando novas dimensões
sobre o antigo terreno e suprindo as aspirações de uma geração mais
sensível a uma natureza dinâmica e atrativa, na qual encontram-se
espaços dedicados ao esporte, à música, ao ócio ou ao devaneio.
Próximos
ao Caminho da Terra, no setor urbano, pequenos parques feitos de cores,
cheiros, brinquedos e áreas de estar para crianças e idosos.
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Praça
Hellas |
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Na
malha urbana, a permeabilidade, a vegetação e a adequação às diretrizes
ecológicas são estruturadoras do Projeto Urbano. Novo ecossistema,
lugar da vida e da liberdade, são espaços que entretém a vida citadina,
engendrando, desdobrando-se e mutiplicando-se em ações, acontecimentos,
criações da vida humana.
As
praças, espaço da manifestação cívica e apropriação cultural das manifestações
mais autênticas e contemporâneas que se realizam nos edifícios que
a configuram.
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Pequena
Praça (Praça da Mutação) |
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A
Praça Hellas, piso em mármore, que se fundamenta e se caracteriza
como centro cívico, também popular, lugar do encontro, do falar, da
humanidade e de onde a cidade se faz. O olhar compromissado e simultâneo
faz do mar a cidade, da mata o mar e da mata a cidade. O olhar e a
palavra constituintes do fazer cidade, do cidadão.
Subidas
aos céus por balão qual torre. Elemento
vertical acessível e prazeroso faz ver. A terra vista do céu.
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Praça
Hellas (detalhe) |
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Objetivando
uma nova sintonia entre a cidade e o território, onde a arquitetura
será formada pela paisagem, e a paisagem se tornará arquiteturizada.
Nova
Topografia. Este novo desenho topográfico suporte de generosa arborização,
constitui e marca a identidade e o caráter da intervenção, que se
estende no restante do Parque, guardando memórias tectônicas e favorecendo
permeabilidades que incorpore diversidade de vegetação e autonomia
ecológica. Tal desenho constituirá, sobretudo, uma nova geografia
para o deleite do cidadão.
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Vista
do Parque |
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A
busca de um ambiente sustentável, ou seja, a incorporação das exigências
de sustentabilidade no processo produtivo e social, requer uma eficiência
energética, a partir da utilização de tecnologias mais apropriadas,
do mesmo modo que a equidade social supõe o ajuste do crescimento
aos potenciais de recursos naturais disponíveis e de par com a responsabilidade
na tomada de decisões. Além disso, devemos conseguir um equilíbrio
nas características intrínsecas da paisagem como suporte geoecológico
e sócio-cultural da sustentabilidade.
Na
mata, com seus açudes, pássaros e barulhos da natureza. Contemplação
e tranqüilidade, momentos recuperadores para o homem do século vinte
e um. Tão perto e tão longe da algazarra urbana.
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Vista
do Parque com Escola de Ecologia |
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A
transformação do ambiente, que no tempo apresentar-se-á casualmente,
terá sido modelada para constituir Território, permitir olhares, analogias,
metáforas e fantasias, estabelecendo novas referências pela fruição
dessa natureza. Uma natureza feita pela mão do homem.
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Croqui
– Praça Hellas |
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Visitar
o Parque, situação táctil em que todos os sentidos serão despertados
é um convite ao deleite, à fruição plena, à alegria e ao uso da liberdade,
tão cara ao cidadão e tão necessária nas grandes metrópoles. Na
Praça de Eventos, os shows das mais variadas tribos e platéias, todos
eles para grandes públicos.
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| Percursos |
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Os
edifícios limítrofes apóiam as atividades do evento da área central.
Na cidade
contemporânea, salvo por questões graves de poluição que as faz afastadas,
não há equipamentos ou função que devam ser “escondidas”
ou alijados da urbe. Assim alguns edifícios como aquele para tratamento
de resíduos sólidos, subestação elétrica, etc., com atividades fundamentais
ao funcionamento da cidade, também podem e devem atrair olhares e
despertar atenções através de um processo e propostas educativas.
Incorporá-los, positivamente, ao Parque é uma das diretrizes do projeto.
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Croqui
– Caminho do Mar |
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Implantação
do Parque. Na estratégia de realização do Parque assumir-se-á a condição
de ”work in progress”, intervenção passo a passo requalificando
e beneficiando a área com contemporaneidade para conseguir um todo
homogêneo, integro e orgânico, ao fim de um período mais demorado
de implantação. A aplicação de novas tecnologias de construção, transportes
e comunicação será parte fundamental do projeto. Essa construção paulatina
fará com que a população possa acompanhar e participar em todas as
etapas a curto, médio e longo prazo a partir do desenvolvimento da
natureza autóctone e das edificações.
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Croqui
– Parque |
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Ficha
técnica
Autor
Arquiteto Carlos Dias / Carlos Dias Arquitetos Associados S/C Ltda
Colaboradores
Arquitetos George Gavalas (paisagista), Paulo Amaral, Pedro M. Rivaben
de Sales, Suzel Maciel (paisagista)
Equipe
Arquitetas Andrea Santana Freitas e Juliana Corradini Alves; Estudantes
Alexandre Grazzini, Igor Dias Rogovschi, Marcelo Pavan Carvalho, Nana
Blanaru, Eliana Satie Uematsu
Consultorias
Eng.
Civil Mauro Rodrigues Pinto (estrutura)
Arquiteta Sofia Luri Kubo (luminotécnica)
Eng. Agrônoma Efrossini Kallinikou (paisagismo, Grécia)
Dino Vicente (sonorização)
Eng.Shoji Habara (hidráulica)
Eng. Ivan Maglio (meio ambiente)
Eng.Carlos A. de Oliveira (sistema viário)
Designer Felipe Ozores (apresentação)
William Sakuramachi (tradução)
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Croqui
– Praça de Eventos
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