| Concurso
Público Nacional de Arquitetura e Urbanismo do Complexo de Desporto
e Lazer da Unisinos
Porto Alegre, março de 2004
2º
lugar: Michel de Andrado Mittmann (SC) – CDL 18
Co-autores: Arquitetos Henrique Hugo Brena, André Lima de Oliveira,
Rommel Girão e Elizângela Martins de Almeida Girão. Colaboradores: Daniel
de Quadros, Tiago Dorini, Vinícius César Cadena Linczuk, Rodrigo Mocelin,
Renato Saboya e Roger Beggiato. Consultores: Arquiteto Twing Ching Chang
(calculista); Engenheiro Ricardo Cherem de Abreu (conforto); Arquiteto
Rodrigo Cordeiro (Arquitetura Desportiva); Paulo Lavor (comunicação
visual).
Síntese
proposital
O
partido da proposta procurou atender às seguintes observações da equipe:
1.
O Lugar destacado do sítio do complexo poliesportivo frente ao restante
do campus;
2.
Acessibilidade tanto interna quanto externa;
3.
Integração com o entorno;
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| Plano
diretor do conjunto e suas relações espaciais com o Campus |
4.
Valorização da “multiplicidade” formal frente a sintesis;
5.
O percurso como elemento gerador dos usos e contatos;
6.
Multiplicidade funcional;
7.
Valorização da atividade pedagógica;
8.
Disponibilização de tecnologia adequada aos objetivos propostos, afirmada
pelo uso de materiais e sistemas em consonância com os princípios de
racionalização dos meios de produção e preservação ambiental.
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O
eixo que corta o Complexo define uma relação contínua e distribuída
das atividades, hierarquizando espaços e circulações |
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9.
Possibilidade de execução em etapas de acordo com a disponibilidades
orçamentárias da instituição, sem ferir a integrabilidade da proposta
e dos investimentos já realizados até o presente.
10.
Valorização do patrimônio ambiental, procurando harmonizar com as estruturas
pré-existentes do campus e seu entorno imediato ao Centro proposto.
11.
Incorporar uma infraestrutura adequada às necessidades dos novos empreendimentos
a serem construídos sem interferência com a infraestrutura disponível
(praças, parques, estacionamentos cobertos e descobertos, redes, paisagismo).
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Acessibilidade
e permeabilidade são elementos estruturadores do projeto |
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12.
Adequada comunicação visual, que exteriorize as atividades desenvolvidas
e que seja incorporada à própria estrutura das edificações.
Estratégias
para o campus
Procura-se
vincular o complexo esportivo ao entorno imediato, criando uma relação
espaço-funcional que permita um fluxo contínuo com o restante do campus,
alimentando as diferentes atividades, evitando o seu isolamento espacial.
A valorização dos eixos norte-sul reforçam este caráter pois, além de
serem os mais integrados, estalecem a acessibilidade de pedestres do
campus ao complexo esportivo. Para tanto, busca-se a criação de elementos
visuais (cobertura vegetal diferenciada, pérgolas, etc) e a promoção
de usos que gerem animação e permanência. Um deck/ponte junto à mata
nativa, possibilita a conexão norte-sul de pedestres desde a administração
do campus (edifício circular) até o o complexo de lazer e desportos
e elimina o conflito com o estacionamento.
Atividades
esportivas criadas na porção leste e o parque aquático na porção oeste,
possibilitam o vivenciamento contínuo ao longo de todo o trajeto, marcado
por um boulevard lindeiro ao setor de estacionamento de ônibus que interliga
estes grandes setores.
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| Estrutura
geral do Complexo |
Estratégias
para o Complexo Esportivo
O
Eixo Leste-Oeste é considerado o elemento matricial organizativo do
partido, apoiado pelas atividades Pedagógicas, que interligam através
de um edifício contínuo os Ginásios Polivalentes, Arquibancadas e o
Conjunto Poliesportivo composto pela Arena, Academias e Piscinas. Duas
grandes praças são geradas a partir desta configuração, sendo uma imediatamente
lindeira a via que marca as acessibilidades do campus , e outra, conformada
a partir dos edifícios que hierarquiza e valoriza os equipamentos existentes
(arquibancadas) em permanente diálogo com os novos serviços incorporados
(lojas, ginágios, salas de aula, laboratórios, etc.). Esta praça ora
tangencia os limites do terreno ora se aprofunda caracterizando espaços
de acessibilidade. Escadarias, rampas e passarelas marcam os acessos
principais aos equipamentos do Conjunto, fazendo a integração entre
os níveis das praças.
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| A
unidade do conjunto é marcada pelo diálogo com as estruturas existentes |
Busca-se
com este eixo a simplicidade organizacional do Conjunto, com grandes
perspectivas abertas para o campus
Estão
organizados ao longo deste os edifícios do conjunto a saber:
Edifício
Poliesportivo
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| Acesso
á Arena, Complexo de Piscinas e Edifício Poliesportivo |
Agrega
as piscinas e demais atividades (ginástica, musculação, artes marciais,
dança, terapias, etc) que necessitam de espaços fechados, conformando
um "edifício academia". Este marco vertical, que explora as
visuais da paisagem, comunica-se internamente com a arena (térreo e
segundo pavimento) e externamente (acesso independente) por um conjunto
de passarelas que encerram o eixo de organização horizontal de todo
o conjunto arquitetônico. Assim,
apesar do edifício estar diretamente integrado a arena, sua acessibilidade
foi concebida em função de um eventual uso restritivo desta (shows,
jogos, etc).
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Acesso
á Arena, Complexo de Piscinas e Edifício Poliesportivo |
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Arena
Multiuso
Articulada
ao conjunto por um grande átrio que intercepta as conexões de pedestres(rampas,passarelas,
praças e escadas) sua forma deriva de parte da estrutura pré-existente.
No térreo uma clara distinção entre os setores destinados a apoio de
eventos e atividades desportivas. No segundo pavimento situam-se atividades
animadoras que tiram partido do acesso do público às arquibancadas.No
último pavimento situam-se camarotes e salas de imprensa. Neste pavimento
descortina-se a paisagem em painéis de vidro na tangente de grandes
estruturas de madeira laminada que sustentam a trama da cobertura executadas
na mesma técnica.
Arquibancadas
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| Corte
perspectivado |
Foram
reorganizadas suas funções internas conferindo maior clareza na articulação
de seus usos. No térreo (nível da praça central), há o conjunto de lojas
e serviços que atendem a todo o complexo. Meio nível acima encontram-se,
sob acesso controlado, os usos esportivos relacionados à pista de atletismo.
Acima conformam-se alojamentos permanentes, fundamentais à animação
desejada do espaço do complexo e do campus, servidos por dois grandes
espaços de convívio em suas estremidades. O último nível mantém-se inalterado.
Ginásio
Poliesportivo
Tirando
partido da topografia, as quadras em patamares fazem a transição e a
integração visual entre a praça central e os esportes alternativos,
ao mesmo tempo que possibilitam a inserção de aquibancadas internas.
Seu acesso norte marca o início de uma rampa de acesso à praça central.
Aproveita-se a estrutura da aquibancada para locação dos vestiários
no nível da quadra e a liberdade do espaço interno. Sua volumetria encerra
o conjunto aquitetônico em contraponto ao edifício de piscinas.
Tecnologias
Fundamentado
em critérios contemporâneos de tecnologia, adequados a nossa realidade
cultural e aplicados em forma sistemática, a proposta encontra-se norteada
nos princípios de síntese formal, expressividade e exequibilidade.
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Utilização
de bens renováveis como madeira laminada estão presentes em todo
o Complexo, incluso nas estruturas |
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A
utilização da “madeira”, material reciclável, com grande potencial plástico
e nobreza, proveniente do aproveitamento racionalizado dos recursos
naturais através do sistema de reflorestamento que permite desenvolver
tecnologias modernas de produção, e obter um produto mais elaborado
com grandes vantagens e propriedades técnicas tais como grande leveza,
resistência, durabilidade e isolamento térmico e acústico, imunidade,
aparência.
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Croqui
da Arena Multiuso |
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Existem
na região sul empresas altamente qualificadas que detêm as tecnologias
mais modernas de reflorestamento, tratamento e processamento, permitindo
desenvolver sistemas altamente confiáveis afirmadas por toda uma estrutura
de experimentação e controle de produto similar a outras linhas de materiais
altamente utilizados na Construção Civil.
A
tecnologia do “laminado” foi um dos pontos altos de utilização nas estruturas
de cobertura dos diferentes setores da proposta, assim como no sistema
de perfilados nos brises que darão conforto térmico ao Conjunto.
A
madeira integrada com outros materiais, tais como o aço, o concreto,
o vidro, possibilitou uma composição equilibrada e uma linguagem própria
regional.
Infra-estrutura
de instalações
Um
dos aspectos fundamentais considerados na proposta apresentada foi a
concentração do sistema de instalações, funcionando de forma integrada
através de estruturas que, além de confiáveis, aceitam mecanismos recicláveis
ou de recuperação de energia, condizentes com as novas tecnologias e
conceitos ligados a sustentabilidade e impacto ambiental.
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O
projeto privilegia as visuais para o Campus em todos os níveis,
gerando espaços de contemplação àqueles de uso |
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Nessa
direção, trabalhamos com sistemas fechados e integrados de Instalações,
que cumprem ciclos extraídos da própria funcionalidade dos equipamentos
servidos. A título de exemplo, as águas provenientes das chuvas poderão
ser armazenadas por setores e utilizadas no abastecimento de água, rede
de esgoto, limpeza e irrigação da vegetação.
Etapabilidade
A
proposta foi estruturada de acordo com as diretrizes programáticas para
ser desenvolvida em etapas no intuito de auferir recursos em um determinado
período, sem prejudicar sua integralidade e imagem.
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Planta
nível 4 |
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A
primeira etapa está restrita a execução da Arena Multiuso, ao Conjunto
da Ginástica em suas diversas modalidades e ao Conjunto das Piscinas,
sendo que deverão estar vinculadas às estruturas pré-existentes até
implementar às outras etapas.
A
formatação da proposta para esta Primeira Etapa está inspirada nas diretrizes
gerais do Conjunto, além da singularidade das condicionantes pré-existentes
no sentido de aproveitar uma estrutura iniciada para outra expectativa
diferente do comitente.
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Planta
nível 3 |
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Nessa
direção, trabalhamos com uma proposta compacta e integradora de todos
os equipamentos em um Complexo permeável que possibilite a relação direta
das três atividades, sem auferir as especificidades de cada uma.
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Planta
nível 2 |
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Ficha
técnica
Arquiteto
Michel de Andrado Mittmann (coordenador)
Equipe
André Lima de Oliveira; Enrique Hugo Brena; Elizângela Martins de Almeida
Girão e Rommel Girão
Colaboradores
Daniel de Quadros; Thiago Dorini; Vinícius César Cadena Linczuk; Rodrigo
Mocelin; Renato Saboya; Felipe Burigo Mendes; Renato de Oliveira; Lair
Schweig; Luciana Decker e Roger Beggiato
Consultores
Twing Ching Chang - arquiteto calculista
Ricardo Cherem de Abreu - engenheiro mecânico - especialista em conforto
ambiental
Pedro Paulo Althoff - engenheiro civil - consultor técnico em estruturas
de madeira
Paulo Lavor - consultor em comunicação visual
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