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Vista
frontal do Anexo do Museu do Ouro de Sabará |
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1°
lugar – Proposta n° 02
Arquiteto Paulo Massao Moreira Shibuya – São Paulo SP
Equipe: Murilo Monticelli e Gisela Bonatelli
História
O
Museu do ouro é das instituições mais importantes e significativas do
panorama cultural da cidade de Sabará-MG. Local de memória regional
e nacional, o Museu do Ouro reúne essas múltiplas dimensões, não apenas
por ser um museu tombado pelo patrimônio histórico e cultural, mas também
porque sua história o destaca como lugar privilegiado de construção
da história.
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Museu
do Ouro de Sabará |
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Projeto
A
idéia básica do projeto, foi constituir em um mesmo plano, frações que
interligassem o novo com o antigo, a nova construção não deveria se
sobressair sobre o museu e sim complementá-lo. Partindo das limitantes
do terreno (topografia) e vegetação, o programa apresentado pela organização
do concurso foi aglutinado em dois módulos que se necessário poderiam
ser construídos em fases diferentes, independendo da ordem de construção,
de acordo com a necessidade e a verba disponível no momento. Isto foi
feito para uma melhor organização dos fluxos dos visitantes e usos das
edificações.
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Vista
aérea do Museu do Ouro de Sabará, com Anexo à
direita |
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Pôr
ser uma área de cobertura vegetal importante, e ser um anexo de uma
construção tombada pelo Patrimônio Histórico, a implantação do anexo
proposto, se orientou por uma linha longitudinal imaginária, que atravessa
a extensão do terreno, da rua da Intendência ao muro dos fundos do terreno,
assim sendo, as construções foram concentradas junto a linha de divisa
do terreno vizinho, formando uma faixa de "respiro" entre
o Museu do Ouro e o novo anexo, compondo assim volumes que acomodariam
melhor a vegetação existente e os recuos solicitados.
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Vista
aérea do Museu do Ouro de Sabará, com Anexo à
esquerda |
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Partindo
da diversidade de públicos do anexo (visitantes do museu/ freqüentadores
do café / "staff" do museu), a sala multiuso e o anfiteatro
foram locados na cota mais baixa do terreno junto à entrada, isto porque
seriam o público de maior número, facilitando assim o acesso ao museu.
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará |
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Este
espaço dispõe de uma área de dispersão e acessibilidade ampla, que pode
ou não se interligar com o Museu do Ouro através de portas giratórias
(muxarabins) locadas na divisa de ambos os terrenos. O paisagismo nesta
área completaria o pátio frontal do museu, criando uma pequena praça
para concentração e dispersão do publico.
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará |
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O
anfiteatro aberto, sendo a única parte que se conecta fisicamente ao
museu, foi tratada de forma a ser um local de reunião, de passagem e
de contemplação, vencendo o desnível de 3,00 metros que existe entre
o acesso e a parte posterior do terreno.
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará |
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A
parte técnica foi localizada no pavimento superior da sala multiuso,
para melhor acomodação do acervo e seu deslocamento para o museu, possuindo
também um acesso lateral para deficientes físicos. O volume que compõe
o café, divide os visitantes do museu, deixando a faixa do fundo do
terreno uma área com paisagismo diferenciado de uso exclusivo dos freqüentadores
do café.
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará |
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A
sobriedade de custos e a não diferenciação entre as duas construções
(museu e anexo) foi orientador para o mesmo padrão dos acabamentos.
Os materiais, foram executados de forma a valorizar a permeabilidade
entre as construções, e de principal importância foi feita uma releitura
do uso do "muxarabi", tão utilizado na arquitetura colonial,
como sendo um elemento de fechamento nas portas pivotantes e demais
fechamentos, procurando trazer uma unidade de elementos entre o novo
e o antigo, sem tirar o caráter da arquitetura nova.
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| Anexo
do Museu do Ouro de Sabará.
Cortes |
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará.
Cortes |
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará. Planta de cobertura |
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará. Planta térreo |
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Anexo
do Museu do Ouro de Sabará. Planta do primeiro pavimento |
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