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Maquete |
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2°
lugar – Proposta n° 10
Arquiteto Vitor Marcos Aguiar Moura – Belo Horizonte MG
Equipe: Luciana de Resende Alt
Ocupação
do terreno e partido da edificação
A
definição da área a ser ocupada pelo novo edifício foi governada por
dois fatores básicos: o respeito às características patrimoniais do
Museu do Ouro e ao ambiente do terreno destinado ao novo prédio.
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Perspectiva
do Pátio posterior e Ateliê de Restauro |
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Isto
gerou a necessidade de uma construção implantada com o máximo de afastamento
possível em relação à Antiga Casa de Intendência, gerando um pátio de
circulação entre a edificação oitocentista e o novo prédio. Este pátio
é o elemento articulador principal do projeto.
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Perspectiva
geral. Pátio das árvores e rampa |
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Desta
forma o partido originado segue a divisa lateral direita do terreno,
conformando uma edificação longilínea que deixa o espaço necessário
para o citado pátio. A frente do anexo é um volume de vidro, visualmente
leve, afastado do alinhamento mais de 5 metros, permitindo uma boa relação
com a rua, com a vegetação e com o Museu do Ouro.
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Perspectiva
do Teatro de Arena |
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A
opção por uma edificação leve e térrea, seguindo em níveis o aclive
do terreno respeita o gabarito do Museu e possibilita a adequação em
relação às árvores existentes, indispensáveis para a ambientação do
lote do anexo. Com esta opção é viável uma mínima movimentação de terra
e fundação rasa tipo radier, que permitirá a construção na proximidade
das árvores.
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Perspectiva
interna da Sala Multi-Uso |
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Nenhuma
árvore existente, de porte médio ou grande, será retirada para a construção
do anexo. É o novo prédio que se adequa à vegetação existente, permitindo
a livre interação.
Estas
soluções possibilitam economia de recursos, boa ambientação e sobretudo
respeito ao entorno e ao Museu do Ouro.
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Perspectiva
interna. Café |
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Sistema
construtivo
Construir
hoje, em Sabará, ao lado de um prédio tão importante exige a escolha
de um sistema construtivo atual, mas com reflexões sobre o passado e
seus ensinamentos. Assim é possível que a nova edificação seja parte
de uma dinâmica de educação patrimonial onde o antigo inspira criativamente
o novo.
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Implantação
e planta de cobertura |
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O
sistema estrutural escolhido para nova edificação é metálico em aço
cortén, pela sua praticidade e eficiência. Esse sistema, assim
como o do Museu do Ouro, é uma estrutura autônoma: um engradamento que
sustenta a cobertura e permite que as paredes em alvenaria sejam leves,
somente para vedação. Em locais estratégicos esta vedação é de vidro
permitindo a ligação com a ambientação do lote. No café paredes e teto
de vidro permitem a ligação visual com as árvores, como parte de um
típico quintal de Sabará.
As
telhas de barro, tradicionais até hoje, se adequam bem ao clima e protegem
a construção com grandes beirais, que em alguns lugares permitem a circulação
abrigada entre os ambientes.
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| Elevações frontais |
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Logo
na entrada um espesso muro de pedra recebe os visitantes, um elemento
marcante e, novamente, um sistema tradicional usado de forma contemporânea,
associado ao vidro e estrutura metálica.
O
sistema estrutural e materiais propostos são diretamente inspirados
no tradicional, utilizado no Museu e em incontáveis edificações coloniais.
A estrutura autônoma de madeira e vedações em adobes e pau-a-pique dão
origem a uma nova proposta com novos materiais.
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| Elevações
laterais |
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Ambientes
principais
Na
entrada, o teatro de arena ocupa de forma discreta o início do pátio,
um pórtico escultural em aço cortén serve de apoio para equipamentos
e delimitação da boca de cena, podendo ter sua parte superior retirada
em espetáculos especiais.
O
muro de pedra limita o anexo à direita, definindo seu alinhamento e
uma circulação de serviço para o café. Na parte frontal o muro forma
um jardim e apóia a cobertura do café, parte telhado e parte uma caixa
de vidro.
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| Corte |
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No
café a lareira articula o balcão, sendo o centro deste espaço aconchegante,
abrigado mas com ligação direta para o pátio das árvores, através das
paredes e teto em vidro.
Seguindo
a linha do café surge a loja, visualmente integrada e em espaço interligado,
ambos permitindo acesso direto pelo pátio através de portas de vidro.
Um
nivel acima surge o conjunto da sala multi-uso e sanitários. A sala
possui uma parede de entrada que pode ser aberta para interligação direta
com o pátio, tornando-se uma grande varanda, um espaço fluido com grande
versatilidade para eventos variados. Os sanitários, juntamente com a
cozinha, formam um núcleo hidráulico central, permitindo economia na
construção.
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| Cortes |
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Subindo
mais um nível o pátio se afunila, junto à circulação está o atelier
de restauro, com janela rasgada que permite a visualização, pelo público,
dos processos de restauro. Este espaço é equipado com bancadas, pias,
mesas moduladas, sistema de exaustão forçada com trompas de sucção e
eficiente iluminação/ ventilação natural. Dividindo a parede com este
espaço está, ao fundo, a reserva técnica. Um ambiente com controle total
de iluminação, temperatura e umidade.
Ao
fundo parte do muro de divisa com o Museu foi retirado, conformando
a área final das rampas do pátio, junto ao banco, feito sobre o baldrame
de alvenaria de pedras do muro. O banco marca a divisão entre terrenos
e permite a contemplação.
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Planta |
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Neste
ponto as edificações se unem num mesmo nível, permitindo uma ligação
ampla.
O
anexo se integra de forma contemporânea e respeitosa com o Museu do
Ouro, seu entorno urbano e à vegetação existente , permitindo uma ambiência
agradável com espaço funcional.
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