| 1º
lugar – Trabalho nº 009
Arq. Mário Biselli (SP)
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| Perspectiva
aérea |
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“As
instituições são habitações da inspiração. Escolas, bibliotecas, laboratórios,
ginásios. O arquiteto, antes de aceitar o conteúdo do espaço procurado,
considera a inspiração. Interroga-se acerca da natureza desta, do
que distingue uma inspiração da outra.
Quando já percebeu a diferença, então está em contacto com a forma
correspondente. A forma inspira o projeto.
Uma obra de arte é a criação de uma vida. O arquiteto escolhe e compõe
para traduzir as instituições do homem em ambientes e relações espaciais.
É arte quando se responde ao desejo e à beleza da instituição."
Louis Kahn
É
uma tradição brasileira fazer do projeto uma homenagem à engenharia
nacional. Modernistas brasileiros levaram o concreto para muito além
das fronteiras conhecidas de seu desempenho estrutural para dar-lhe
uma expressão nova e extraordinária, o que se converteu no traço distintivo
da arquitetura brasileira no cenário internacional.
À
predileção pelas estruturas de concreto vem se agregando a utilização
de grandes estruturas metálicas, disponibilizadas em quantidade, qualidade
e variedade pela moderna siderurgia brasileira à indústria da construção
civil.
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Esquema
dos pisos e cobertura |
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Este
recente evento enseja um esforço novo da arquitetura brasileira no sentido
de encontrar uma expressão própria a esta técnica, esforço no qual se
insere este projeto, ao lado de exemplares notáveis já construídos.
Neste
projeto, o processo de atribuir forma à função revela seu nexo definitivo
no encontro com o desenho aeronáutico, abrindo-se a um sem número de
metáforas e analogias, e estabelecendo vínculos precisos entre forma
e função, forma e construção, tanto no que se refere à forma propriamente
dita quanto na composição das aberturas e elementos estruturais de sua
superfície.
Implantação
O
projeto desenvolve a ocupação do sítio por terminais lineares ao longo
do limite interno do novo pátio de aeronaves. O solo aeroportuário é
um recurso escasso. No caso de Florianópolis, por tratar-se de uma ilha,
essa economia é impositiva, de forma a perenizar o atual sítio aeroportuário,
convenientemente próximo do centro de negócios e das atrações turísticas.
O Terminal projetado é compacto, visando à economia de custos e operacionalidade
eficiente, razoavelmente verticalizado conforme prevê o Edital do Concurso.
Evitou-se grandes afastamentos do pátio de manobras, de forma a reservar
para o futuro imponderável o máximo de terreno remanescente da plataforma
disponível.
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| Implantação |
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A
implantação linear progressiva apresentou-se como mais adequada ao sítio
proposto, pois abre múltiplas possibilidades de desenvolvimento da Área
Terminal, tanto no âmbito das futuras adequações operacionais, quanto
à arquitetura dos sucessivos módulos de expansão. Assegura-se esta vantagem
através da continuidade do meio-fio, sem meandros ou desnivelamentos,
das futuras interligações/acoplamentos do saguão de embarque/desembarque
e do conector de embarque, à medida que surgirem os módulos futuros.
O
Terminal proposto se implanta na faixa nordeste do perímetro, voltada
para a pista de pouso principal, permitindo de imediato a melhor visualização
de todo o complexo e menores percursos de rolagem para as aeronaves,
bem como o mais direto e curto acesso viário.
A
expansão se dará através da construção de módulos interconectados dentro
do conceito de "Um Só Teto (Under One Roof)", permitindo interferências
mínimas quando das ampliações.
A
este primeiro Terminal será acoplado a Leste, no futuro, um módulo dedicado
integralmente ao tráfego internacional, revertendo nessa ocasião todo
o primeiro Terminal para o tráfego doméstico, sem impactos significativos
de custos, e com nenhum constrangimento na operacionalidade do aeroporto.
As demais fases de implantação seguem o perímetro do pátio de aeronaves
a oeste e sul, com dois edifícios de CUT estrategicamente dispostos,
racionalizando custos.
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Perspectiva
interna |
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Com
isso garante-se que a cada fase de implantação da Área Terminal, inclusive
de seu pátio de aeronaves, seja assegurada nítida e conveniente separação
dos tráfegos Doméstico e Internacional, por conveniência de gestão operacional,
de controle alfandegário, de segurança ("esterilização") e
de logística (minimização de percursos e de tempos de resposta). Não
há construções ou obstáculos entre o Terminal e o pátio de aeronaves,
mantendo uma visualização limpa e clara pelos agentes intervenientes
na operação do aeroporto, sem "pontos cegos", levando à economia
de equipamentos e de pessoal de vigilância. As viaturas que não estão
engajadas na operação imediata permanecem fora da área e manobras, em
abrigo coberto.
O
último módulo de terminal, ao Sul, também poderá se destinar total ou
parcialmente ao tráfego Internacional. Portanto busca-se conformar todo
o trecho central da Área Terminal como de Aviação Doméstica: Nacional
e Regional, facilitando o controle da esterilização de áreas sensíveis.
O
plano de ocupação reserva o núcleo da plataforma Terminal para estacionamento
de veículos, mediante expansões progressivas, e também para outras atividades
que o futuro ensejar à INFRAERO e à comunidade local.
Na
área do extremo Sul propõe-se seja implantado o futuro Terminal de Cargas
e o Setor de Apoio.
Partido
arquitetônico
O
TPS está concebido em dois níveis operacionais: térreo e mezanino, como
uma resposta literal e inequívoca ao edital. O TPS tem o seu nível térreo
assentado sobre a cota natural do terreno evitando sumariamente qualquer
movimento de terra.
A
Administração da Infraero é instalada no terceiro piso. Assegura-se
a seus órgãos operacionais e de segurança a visão estratégica da área
de manobras. A Gerência Comercial tem visão privilegiada da área de
embarque e, a poucos passos, do saguão de embarque. O COA/COE tem visibilidade
integral da área de rampa e de pistas, já nesta primeira fase. O isolamento
visual e de acesso ao COA/COE é assegurado. As normas e recomendações
de operação desse setor foram totalmente atendidas.
O
TPS estende-se por 250 metros, com largura de aproximadamente 70metros.
Seu ordenamento atende aos cânones operacionais explicitados no Edital,
com nítidas faixas de tratamento seqüencial dos passageiros e bagagens.
A arquitetura como um todo oferece um arranjo de leitura pronta e clara
ao usuário, e de fácil racionalização pelas equipes de operações, segurança
e manutenção: prima pela simplicidade e objetividade de encaminhamento,
como devem ser tais interfaces de transporte modal.
No
nível térreo, destinado à venda de bilhetes, check-in de embarque, tratamento
de bagagens, desembarque com Free-Shop, sala de autoridades e escritórios
das empresas aéreas e de órgãos públicos, o tratamento operacional se
organiza em faixas de acordo com os fluxos de embarque e de desembarque,
de passageiros e de bagagens. O guarda-volumes foi removido da área
enclausurada conforme recomenda a boa técnica de segurança sem perder
sua conveniência de fácil acesso.
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Perspectiva
interna |
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No
mezanino, sob mesma lógica, organizam-se os espaços comerciais, salas
de embarque, conector e pontes de embarque, tendo em sua extremidade
leste a praça de alimentação e terraço panorâmico. No caso de futura
expansão do Terminal a área de terraço panorâmico poderá ser revertida
em conector, certamente recebendo mais uma ponte de embarque, sem intervenções
estruturais, e com custo reduzido.
Nos
espaços comerciais a preocupação em motivar o fluxo de pessoas através
das lojas foi preponderante, deixando para os locais mais afastados
aqueles serviços prestados por apelo específico: telefones, bancos,
correios.
A
circulação vertical principal se faz através de um sistema de escadas
rolantes, escadas fixas e elevadores distribuídos no saguão de maneira
eqüidistante. Sistemas iguais são propostos para salas de embarque remoto
e desembarque tanto nacional como internacional.
O
mezanino de escritórios da INFRAERO conta com elevador e escada exclusivos.
Quem chega à INFRAERO atravessa uma passarela envidraçada com visão
para os níveis operacionais inferiores.
A
arquitetura proposta torna possível atender a passageiros em conexão
no conector, sem necessidade de conduzi-los ao saguão de embarque, um
ganho operacional importante, se assim convier aos órgãos intervenientes.
O projeto também preserva a possibilidade total de, no futuro, verticalizar
o meio-fio, segregando o acesso de embarque e de desembarque em dois
níveis.
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Embarque |
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O
compartilhamento de salas e de equipamentos foi totalmente alcançado:
salas de embarque e de desembarque, internacionais e domésticas, salas
de embarque remoto, sistemas de tratamento de bagagens, áreas de atracação
de ônibus internos. Será o ponto alto da flexibilidade, da operacionalidade
e da economia de recursos deste aeroporto, tanto materiais e quanto
humanos,
Anexo
ao CUT foram posicionadas as áreas de suprimento de linha, estacionamento
de veículos de pátio, oficinas de manutenção, vestiários e refeitórios.
Posicionamento
das aeronaves
As
quatro pontes de embarque foram posicionadas de forma a proporcionar
a eventual atracação de 4 aeronaves Boeing 767, permitindo assim priorizar
o atendimento a aeronaves internacionais, que demandam maiores cuidados
de "esterilização", que transportam maior número de passageiros,
e cujo estacionamento em posições remotas é portanto indesejável. Como
logramos alcançar no projeto grande adjacência e compartilhamento das
salas e equipamentos de embarque e de desembarque, fica viável a utilização
integral do Terminal ora totalmente Internacional, ora Doméstico, caso
a demanda assim o exija e permita. Portanto o desenho oferece grande
flexibilidade na gestão operacional, objetivo maior de todos os planejadores
aeroportuários.
Especial
atenção foi dada ao equacionamento do pátio de aeronaves, eliminando
tanto "pontos cegos" quanto a disposição de benfeitorias ou
viaturas que viessem a restringir ou deteriorar a direta, fácil e objetiva
vigilância da "esterilidade" do ambiente restrito. Os acessos
foram minimizados, como manda a boa técnica contra atos ilícitos. Temos
um pátio limpo, de segurança indiscutível, e com zonas de transição
ar/terra de fácil supervisão, demandando o mínimo de pessoal e de equipamentos.
A forma inédita com que dispusemos o COA/COE, projetado, permite implantar
Controle de Pátio, apoiando a Torre de Controle, se assim desejado.
Construção
O
Terminal de Passageiros está projetado em estruturas de concreto para
os pavimentos e em estrutura metálica para a cobertura, contando também
com estruturas de aço e alumínio para as caixilharias.
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Perspectiva
interna |
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Estrutura
de concreto
A
estrutura de concreto desenvolve-se através de uma modulação de 12,50m,
determinando um sistema de pilares e laje nervurada e protendida com
50 cm de espessura, dispensando vigas transversais e longitudinais,
o que permite a passagem das instalações prediais entre forro e laje.
1.
Partido estrutural adotado no pavimento superior
Na
concepção da estrutura do pavimento superior foi adotada a utilização
de lajes nervuradas protendidas (cordoalhas engraxadas) apoiadas sobre
pilares de concreto, que representa o "estado da arte" em
solução estrutural considerando-se as distâncias entre pilares decorrentes
do partido arquitetônico adotado.
Em
princípio, a laje nervurada será executada com a utilização de moldes
padronizados de polipropileno (cubetas), que permitirá a construção
mais racional da laje nervurada.
O
cimbramento deverá ser feito com torres metálicas adequadas, cujo desempenho
é bastante satisfatório em termos de velocidade, desempenho e economia
para este empreendimento.
Será
dada especial atenção no projeto estrutural às questões que envolvem
a desforma e o re-escoramento, visando preservar o bom desempenho da
estrutura quanto às deformações (flechas).
Entre
as normas que serão utilizadas no desenvolvimento do projeto estrutural,
destacam-se:
- NBR-6118/03 –
"Projeto de estruturas de concreto Procedimento”
- NBR-6120/80 –
"Cargas para o cálculo de estruturas de edificações Procedimento”
- NBR-6122/96 –
"Projeto e execução de fundações Procedimento”
- NBR-8681/03 –
"Ações e segurança nas estruturas Procedimento”
2.
Cargas adotadas
A
análise estrutural do pavimento superior foi efetuada considerando-se
os seguintes carregamentos:
- peso próprio
do concreto: peso específico = 2.500 kgf/m3
- Sobrecarga de
utilização do pavimento = 500 kgf/m2
- Revestimentos
= 150 kgf/m2
- Instalações e
forros = 150 kgf/m2
Estrutura
metálica
Para
a cobertura o projeto desenha uma estrutura metálica em arcos treliçados
espaçados 25 metros longitudinalmente e vencendo o maior vão no sentido
transversal. A especificidade do desenho situa as treliças-arco principais
para fora da cobertura, e no interior os elementos secundários da estrutura,
tais como treliças secundárias, terças e sub estrutura para o forro.
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| Cortes |
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As
salas de embarque e o conector têm sua superfície externa curvilínea
delineada por uma estrutura suplementar de de perfis tipo "I "
compostos em aço curvado, caixilhos de alumínio e brises de sombreamento.
Demais
aspectos
Uma
linha contínua une a cobertura e as fachadas norte e sul do edifício,
exprimindo uma estreita relação entre forma e função: a norte salas
de embarque e conector, e a sul um grande beiral dando abrigo ao meio
fio. A linha contínua de cobertura e fachada enquanto forma se converte
numa quinta fachada de grande expressividade. Ao longo deste perfil
estão localizadas de maneira eqüidistante uma série de calhas para águas
pluviais. Também o interior do edifício desfruta da continuidade visual
oriunda desta linha estrutural contínua, e a expansão do aeroporto se
desenvolve como uma extrusão deste perfil.
O
projeto sugere um elenco de materiais de acabamento visando durabilidade,
funcionalidade e beleza, desde pisos graníticos até caixilhos e fechamentos
metálicos que garantam conforto termo acústico.
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| Corte,
detalhe |
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A
iluminação natural ingressa através de aberturas ao longo de todo o
perímetro do edifício, sempre protegidas por beirais generosos e brises.
Para as áreas centrais o projeto destina uma abertura zenital igualmente
protegida.
Instalações
As
instalações prediais foram dispostas de forma a serem sempre facilmente
acessadas e mantidas, sem levar transtornos às áreas de tratamento de
passageiros e de público. Partindo do CUT-Centro de Utilidades, seguem
em galeria própria sob a cobertura do edifício, subindo e descendo por
shafts. Não há instalações subterrâneas, já que o lençol freático local,
regulado pelas marés, não sugere essa solução. No CUT se localizam a
entrada e transformação de energia comercial, e geração de energia de
emergência, além da central de água gelada para ar condicionado. Foi
projetado de acordo com os padrões adotados pela INFRAERO e, portanto,
refletem sua experiência.
Hidráulica
As
instalações hidráulicas definem-se através dos seguintes itens:
1.
Água fria
Sistema
– alimentação da água fria foi dimensionada prevendo-se a construção
de dois reservatórios a partir dos quais a água será destribuída para
consumo. Cada um dos reservatórios deve ser dotado de duas células de
maneira que a manutenção possa estar garantida.
Reservação
– Para água fria devem ser previstos dois reservatórios com capacidade
de 400.000 litros cada, de maneira a garantir o abastecimento de dois
dias do terminal.
2.
Incêndio
A
reserva do sistema de proteção e combate deve ser dimensionada para
atender a rede de hidrantes e sprinklers
Reservação
– atendendo à legislação atual vigente é necessário que os dois reservatórios
propostos para o sistema de água fria sejam executados de maneira a
armazenar também 120.000 litros nos sprinklers e 80.000 hidrante
3.
Águas pluviais
Sistema
– Está previsto um sistema no qual toda a água proveniente do telhado
será direcionada para a rede externa. Todo este sistema funcionará por
gravidade.
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| Vistas |
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Critério
de Dimensionamento – Para o dimensionamento das tubulações deve-se adotar
as especificações da ABNT NBR 10844. Considerar uma chuva crítica de
0.033 l/s m².
4.
Esgoto
Sistema
– Deve ser projetado no qual todos os efluentes serão direcionados para
caixas externas por gravidade.
Critério
de Dimensionamento – Para o cálculo do sistema deve-se observar o descrito
da norma ABNT NBR-8160
Energia
A
concepção do sistema energético consiste dos seguintes parâmetros:
1.
Subestação principal na central de utilidades que recebe alimentação
em média tensão através de dois circuitos primários seletivos com a
seguinte composição:
- Painel de média
tensão blindado, com isolação em SF6, do tipo modular contendo disjuntores
de média tensão com isolação em SF6 ou vácuo, medição em média tensão
e chave de transferência em média tensão para geração de emergência;
- Transformadores
a seco, com relação 13,8 KV/0,38-0,0.22KV para alimentação em baixa
tensão;
- Transformadores
a seco, com relação 0,48KV/13,8KV para elevação de tensão da central
de geração;
- Painéis de baixa
tensão;
- Banco de capacitadores;
- Sistema de energia
em corrente contínua para comando e proteção;
- Central de energia
de emergência composta por geradores a Diesel em sistema de paralelismo
e de rejeição de carga. A tensão de geração será de 480V, a qual será
elevada para 13,8KV para possibilitar a transferência na média tensão;
2.
Subestações transformadoras localizadas ao longo do edifício do TPS,
ambas alimentadas pela subestação principal em sistema anel de forma
a agregar maior confiabilidade ao sistema. Estas subestações possuirão
as mesmas características da subestação principal.
Na
subestação principal e central de geração, estão previstos espaços para
futuros equipamentos destinados a alimentação das futuras etapas de
ampliação do aeroporto.
As
instalações de distribuição caminharão pelos pipe-racks e áreas técnicas
localizadas no alto e ao longo da edificação sendo encaminhada para
o nível térreo através de shafts.
Ar
condicionado
O
sistema de ar condicionado proporciona condições de conforto térmico
para todos os ambientes do TPS bem como condições especiais nas salas
técnicas: telemática, telecomunicações e COA/COE.
A
central de termo-acumulação será composta de:
- 3 resfriadores
de água centrífugos com condensação de água, com capacidade de 400
TR cada.
- 4 bombas de água
de condensação, 3 operantes e 1 reserva.
- 3 torres de resfriamento
d'água, com arcabouço plástico e tanque em concreto.
- 4 bombas de circulação
de água gelada, circuito primário, 3 operantes e 1 reserva.
- 2 bombas de circulação
de água gelada para circuito secundário dos ambientes da INFRAERO
sendo 1 operante e 1 reserva.
- 2 bombas de circulação
de água gelada para circuito secundário dos ambientes da concessionárias,
sendo 1 operante e 1 reserva.
- quadros elétricos.
Todas
as bombas secundárias serão instaladas na CUT, as quais terão vazão
variável controlada por conversores de freqüência.
Sistemas
de condicionamento:
- saguões
- áreas de embarque
- áreas de desembarque
- áreas das polícias
federal, civil e militar.
- áreas de recebimento
de bagagens
- áreas das companhias
aéreas abertas para o saguão.
- praça de alimentação.
Estes
ambientes serão atendidos por 8 condicionadores centrais denominados
AHU situados na cobertura.
As
áreas comerciais a serem locadas por concessionários terão condicionamento
de ar através de condicionadores próprios recebendo água gelada proveniente
da central e ar externo filtrado suprido por sistemas de ventilação.
Dadas
as condições climáticas favoráveis Florianópolis, o projeto do sistema
de ar-condicionado será projetado com sistema economizador, uma vez
que qualquer sistema de ventilação natural compromete decisivamente
a qualidade acústica do TPS.
Conforto
ambiental
Clima
de Florianópolis
Temperado
subseqüente, super úmido, apresentando verão quente e inverno ameno,
sub-seco (NIMER, 1979).
A
proximidade do mar, pela sua grande capacidade térmica, grande transparência
a radiação solar e pela transferência de calor gerada pelo processo
de evaporação e condensação amenizam também estas diferenças.
Aproveitamento
de energia
Energia
solicitada da forma mais racional e menos dispendiosa.
O
aquecimento solar passivo como estratégia é importante para obtenção
do conforto térmico na estação fria desta região.
A
utilização de sistema mecânico de condicionamento de ar apresentará
grande economia de energia na sua operacionalidade com a adoção de um
projeto bioclimático para a edificação principal.
Soluções
adotadas
Desempenho
térmico
Nas
coberturas serão utilizados materiais isolantes (telhas termos-isolantes,
do tipo "sanduíche") e materiais reflectivos entre as telhas
e o forro, tais como folha metálica polida, instaladas de modo a evitar
a deposição de poeira. Será criado sistema com a utilização de forro
imediatamente sob a telha e outro posicionado no banzo inferior da estrutura.
Este último receberá revestimento de material termo-isolante (lã mineral
ou de vidro) de forma a contribuir com o isolamento térmico devido à
incidência da radiação solar sobre as telhas e, por outro lado, evitará
as perdas de calor do ar condicionado do ambiente interno.
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| Plantas |
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O
sombreamento é utilizado na fachada oeste/ sudoeste da edificação, para
bloquear o ganho de calor solar, mas de forma que permita a insolação
na estação fria.
Nas
fachadas voltadas para o noroeste/oeste a utilização de proteções é
eficaz, apresentando projeções que permitem a penetração do sol de inverno.
A
orientação mais adequada das coberturas quanto a esta estratégia bioclimática
é a de voltar seu eixo longitudinal para o sentido leste oeste, o que
justifica a orientação do projeto.
A
orientação norte para as áreas de permanência prolongada (áreas de embarque),
posicionadas de modo que recebam o sol de inverno. Justifica-se nesta
face a utilização de amplas aberturas com vidro.
Os
vidros utilizados nesta face e dos vãos da cobertura deverão combinar
baixa refletividade (de forma a evitar eventuais ofuscamento dos pilotos),
com alta transitância de luz diurna, baixa absorção térmica e controle
adequado de UV.
Desempenho
acústico
Face
norte (voltada para a pista) receberá tratamento adequado enquanto isolamento
e condicionamento acústico interno das áreas mais exigentes (embarque,
check-in, etc). O fechamento envidraçado deverá ser dotado de vidros
laminados isolantes acústicos que deverão atuar com CTSA (Classe de
Transmissão do Som Aéreo) 50.
O
sistema da cobertura deverá também atender essa exigência de desempenho
(CTSA 50) e deverá ser constituída da solução descrita no item anterior
(forro duplo isolante).
Os
ambientes internos que assim o exigirem serão condicionados acusticamente
a partir do revestimento das superfícies com sistemas e materiais fonoabsorventes,
de forma a reduzir a reverberação sonora interna prejudicial a inteligibilidade.
Assim, áreas onde se façam necessárias a utilização de sistema eletro-acústico
de busca-e-chamada, sonorização, avisos, etc. terão suas superfícies
adequadamente revestidas (área de embarque, estar/ espera, etc).
Áreas
específicas (auditório, salas de reuniões e outras que assim o exigirem)
receberão tratamento acústico adequado à sua finalidade.
Desempenho
luminoso
Será
evitada a entrada de Sol nos ambientes onde não for necessário, mas
permitir a entrada de luz da abóbada celeste;
Dimensionamento
e posicionamento adequado das aberturas, de forma a permitir por mais
tempo a utilização da iluminação natural;
Foram
utilizadas proteções solares claras de forma a poder aumentar a quantidade
de energia luminosa que penetra nos ambientes (uso de "bandejas
de luz", quebra-sois em cores claras);
Serão
evitados contrastes acentuados entre as superfícies iluminantes e os
planos de informações (painéis informativos, etc).
Ficha
técnica
Arquiteto
Mario Biselli
Projeto
Mario Biselli
Guilherme Motta
Orlando Pudenzi
Cristiana Rodrigues
Daniel Corsi da Silva
Artur Katchborian
Colaboradores
Sérgio Matera
Laura Paes Barretto Pardo
Ana Carolina Pudenzi
Taís Cristina da Silva
André Biselli Sauaia
Victor Paixão
Instalações
MHA Engenharia
Ar
condicionado
Engetherm Projetos Térmicos
Estrutura
de concreto
Paulo Sayeg
Estrutura
metálica
Julio Früshtengarten
Sistema
viário
Leonardo Pedro Lorenzo
Conforto
ambiental
Milton Granado
Imagens
Visualize Arquitetura Digital
Maquete
Takeshi
Orçamento
Quantum Consultoria
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