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2º
lugar – Trabalho nº 022
Arq. Marcelo Consíglio Barbosa (SP)
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Perspectiva
aérea |
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O
partido e a proposta arquitetônica
A
proximidade do mar e do aeroporto, com as silhuetas das montanhas contrapostas
à linha de horizonte do oceano, conduziu o trabalho de projeto à construção
de uma nova topografia no terreno.
A
linha do horizonte se ergue desenhando uma cobertura plana, o terreno
se curva. Essa topografia permite a diferenciação na implantação do
programa e no tratamento paisagístico.
Uma
topografia produzida, entre promontórios, morrotes e mangues, resolve
a distribuição longitudinal das instalações e fluxos operacionais por
uma galeria sem escavar o terreno.
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Área
de desembarque |
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A
eflorescência das curvas nas coberturas dos aeroportos tornou-se um
lugar comum mundial: o contraponto aqui com as montanhas permite uma
abordagem do projeto interagindo com seu entorno.
A
linha reta, simples, de fácil leitura: a linha do horizonte. Economia.
A
quinta fachada (superior) do aeroporto procura a diferenciação na pureza
do suporte plano, propício ao trabalho gráfico.
A
curva no solo é suave: ilegível sem a referência da cobertura, deliberadamente
plana, apoiada em pilares de concreto com grandes vãos, permitindo a
flexibilidade das funções.
Os
fluxos contemplam o caminho ideal: check-in ao embarque passando pelas
áreas comerciais sem perder a referência do local de embarque.
O
vão de 60 metros é vencido por duas vigas planas ligadas por um tabuleiro:
o espaço é monumental.
A
topografia criada e a vegetação ocultam os espaços de serviço da cut
além de enquadrarem o grande saguão de embarque/desembarque pelo verde.
Impactantes
ambientais
Quanto
aos aspectos legais, a solução de implantação do novo TPS e cut no sítio
aeroportuário existente, leva em conta a resolução do CONAMA 001/86,
que regulamenta os procedimentos para o licenciamento ambiental. Portanto
os aspectos ambientais envolvidos na implantação devem ser incorporados
aos projetos elaborados de forma a evitar ou mitigar as suas repercussões
ambientais.
Os
principais impactos ambientais oriundos da implantação e operação do
aeroporto se relacionam ao movimento de terra necessário às obras, à
movimentação de máquinas, equipamentos e mão-de-obra, bem como ao aumento
do fluxo de aeronaves e seus desdobramentos.
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Perspectiva
interna |
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Conclui-se
que os impactos mais significativos ocorrerão, basicamente, no período
de obras, sendo seus efeitos temporários e facilmente mitigáveis por
procedimentos de controle e recuperação.
Para
a análise do impacto ambiental, considerou-se o fato de que a implantação
do novo TPS e cut representam uma ampliação de atividades de uma unidade
já instalada, portanto significa que eventuais impactos oriundos da
atividade já foram causados no passado, verificando-se, após todo o
período de funcionamento do aeroporto, o restabelecimento do equilíbrio
ambiental de sua área de influência, mesmo que alteradas suas condições
naturais.
Considera-se
ainda que o perfil concebido para as novas edificações privilegia os
contornos topofílicos do relevo, cuja implantação pretendida reduz eventuais
impactos na paisagem.
Instalações
prediais
Ar
condicionado
O
sistema adotado utiliza água gelada (expansão direta). Bombas de condensação
circulam a água entre unidades resfriadoras centrífugas (chillers) e
torres de resfriamento (área externa) localizadas na cut, fechando o
ciclo de condensação do sistema.
A
tubulação é isolada entre as centrífugas e os Fan & Coils, modulados
e dispostos na galeria técnica ao longo do eixo longitudinal do TPS.
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Perspectiva
interna |
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A
distribuição de ar é feita por meio de dutos abaixo do piso e por "totens"
com grelhas direcionadas para insuflamento somente na "zona de
ocupação" (local próximo ao piso).
Um
sistema de exaustão junto à cobertura (shed e viga dupla), composto
por exaustores, captores e rede de dutos, promove a remoção do ar do
espaço entre a "zona de ocupação" e a cobertura.
As
casas de máquinas dos espaços enclausurados são dispostas ao longo da
galeria técnica longitudinal, sempre próximas aos ambientes beneficiados.
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Perspectiva
lateral |
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A
tubulação de água gelada é disposta ao longo das locações comerciais,
para futura instalação de Fan & Coils individuais.
As
áreas com sanitários, cozinha e a praça de alimentação terão sistemas
de exaustão mecânica para renovação adequada do ar e remoção de odores
e agentes poluentes.
Foi
previsto a implantação de um sistema de termoacumulação com água, para
proporcionar uma operação com menores custos e recursos energéticos
Águas
pluviais
O
escoamento das águas pluviais se faz com duas grandes calhas metálicas
desaguando junto aos pilares das extremidades.a coleta e o tratamento
são feitos em um reservatório de água de reuso próximo a cut.
Galeria
técnica
As
utilidades do aeroporto geradas na cut, são distribuídas pelo TPS, por
uma galeria técnica em meio nível ao longo do eixo longitudinal da edificação.
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| Corte |
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A
distribuição das instalações é pelo piso do embarque ou pelo forro do
desembarque.
Além
de solucionar os fluxos operacionais de serviço e de abastecimento das
lojas, esta galeria comporta ainda os dutos de ar condicionado, bandejas
de cabos elétricos e de comando, Fan & Coils, transformadores, quadros
elétricos, etc.
A
galeria comporta ainda os depósitos das lojas (10 % da área total das
lojas) com uma circulação independente da técnica.esta galeria funciona
como uma "coluna vertebral" do prédio, onde os ramais que
distribuem as instalações e os acessos (controlados) são distribuídos
ao longo do eixo longitudinal.
Sistema
construtivo e modulação da estrutura
A
estrutura principal é composta de módulos isostáticos de 60,00m x 45,00m,
com balanços de 18,75m, compostos essencialmente por vigas de perfil
"i" com variações de altura e composição.
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| Corte |
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A
estrutura de sustentação da cobertura compõe-se de vigas isostáticas
apoiadas em pilares de concreto armado, divididas em vigas principais,
vigas secundárias e vigas de fachada.
A
viga principal é composta de perfis "i" duplos treliçados
de 97,50m divididos em dois balanços de 18,75m cada (altura de 1,70m)
e vão de 60,00m (altura de 3,00m) apoiada em dois pilares de concreto
armado.
A
viga treliçada é composta por dois perfis "i" espaçados de
2,50m com uma treliça horizontal na face superior e inferior para conjuntamente
com diafragmas verticais dispostos ao longo do vão, conferir estabilidade
a flexo-torção da mesma.
As
vigas secundárias longitudinais são em perfis "i" castelados
(altura de 1,70m) com vão de 42,50m, a cada 15,00m. Os furos hexagonais
na alma auxiliam a diminuição do peso e permitem a passagem de dutos
de instalações.
As
vigas secundárias transversais são em perfis "i" (altura de
0,85m) com os vãos de 15,00m e 18,75m a cada 7,50m, onde estão apoiadas
as terças que sustentam as telhas zipadas e o forro.
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| Planta térreo |
As
vigas de fachada são em perfis (altura de 2,85 m) com vãos de 15,00
m e 45,00 m, para arremate da cobertura e sustentação dos balanços nas
extremidades do prédio.
Tratamento
acústico e conforto térmico
A
cobertura é constituída de telha de alumínio zipada tipo sanduíche com
dupla camada de lã mineral de densidade de 60 kg/m3 com acabamento interno
em painéis de MDF.
As
calhas metálicas são emborrachadas internamente protegidas acusticamente
do lado externo.
As
alvenarias expostas aos ruídos são em blocos de concreto preenchidos
com areia.
Os
caixilhos tem os perfis e colunas preenchidos com lã mineral com densidade
de 50 kg/m3 comprimida.
Os
vidros são laminados, com espessuras entre 25mm e 19mm.
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| Planta primeiro
pavimento |
Os
forros internos são em painéis metálicos com manta non woven
nos grandes ambientes, painéis em fibra mineral para ambientes menores
e colméia em PVC e manta non woven nos sanitários, copas e vestiários.
As
casas de máquinas e áreas técnicas que geram ruídos são de paredes duplas
preenchidas com areia.
Os
grandes beirais da cobertura protegem o prédio da insolação, e são complementados
por brises em madeira e por vegetação nas fachadas noroeste e
nordeste.
O
shed da cobertura é voltado para a fachada sudoeste e a abertura
é protegida por brises.
Acessos
e fluxos
Fluxos
externos operacionais
A
locação da cut no início da poligonal delimitada para o projeto permite
a expansão do TPS no lado oposto além de ramificar o fluxo de serviço
sem interferir no fluxo de embarque/desembarque.
O
acesso ao estacionamento pode ser tanto direto, sem interferir no embarque
e no desembarque, como também permite deixar os passageiros com bagagem
e retornar ao mesmo.
O
meio fio duplo permite a divisão dos fluxos de veículos particulares,
táxis, ônibus urbanos e especiais.
Fluxos
operacionais internos AO tps – lado ar
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Vista
do TPS |
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O
acesso controlado dos funcionários para o lado ar encontra-se na área
central do TPS sem interferir no fluxo de passageiros.
O
conector é uma estrutura independente do TPS. Seu dimensionamento e
expansão livres.
Os
bolsões de movimentação de bagagens, embarcadas e desembarcadas estão
protegidos das intempéries pelo pavimento superior do TPS e seu conector.
A
galeria técnica possui duas circulações independentes, locadas nas laterais
do eixo longitudinal. Uma serve ao fluxo dos espaços comerciais e restaurantes,
a outra à operação do aeroporto.
Fluxos
operacionais internos ao TPS – lado terra
O
passageiro que sai do check-in vê de imediato o local do embarque,
o fluxo percorre os espaços comerciais e visualiza a praça de alimentação.
O
acesso do desembarque é feito pelo mesmo meio fio de embarque, porém
em um nível inferior. Internamente os saguões de embarque e desembarque
são interligados por escadas e elevadores panorâmicos.
Os
fluxos para manutenção das lojas dividem o espaço da galeria técnica
em meio nível: são independentes entre si e não cruzam o fluxo de público.
Ficha
técnica
Projeto
Arquitetônico
Barbosa & Corbucci Arquitetos Associados
Autores
do Projeto
Arq. Marcelo Consiglio Barbosa
Arq.Jupira Corbucci
Colaboradores
Arq. Ana Cecília Siqueira Parente de Mello
Arq. Antonio Carlos Rossi Junior
Arq. Carlos Arellano Rivera
Arq. Esther Eliane de Moraes
Arq. Heralcir Cesari Valente da Silva
Arq. Fábio Mosaner
Arq. Luiz Fernando Farkas Crepaldi
Estagiárias
Laura Elisa Poggio
Lia Matorim Barbosa de Oliveira
Marcela Rodrigues Batista
Sarah Mota Prado
Consultor
de Navegação Aérea
Eng. Remy Gomes Ferreira
Estrutura
Metálica
Eng. Isaac Iglesias Rodrigues
Estrutura
de Concreto
Eng. Fernando Mihalik
Sistemas
Hidro-Sanitários
Eng. Shoji Habara
Sistemas
Elétricos e Eletrônicos
Eng. Fabio Daniel Haddad
Sistemas
de Ar Condicionado e Exaustão
Eng. Christian Hendrik Scheapmaker
Eng. Willem Scheapmaker
Orçamentos
Eng. Mauro Zaidan
Paisagismo
Arq. Claudia de Souza
Comunicação
Visual
Arq. Renato Salgado
Meio
Ambiente
Paulo Roberto de Almeida Kyriakakis
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