|
3º
lugar – Trabalho nº 014
Arq. Sérgio Roberto Parada (DF)
 |
| Maquete
da situação |
| |
Conceituação
A
partir de meados do século XX, com a popularização do transporte aéreo
de passageiros no mundo, a arquitetura dos terminais de passageiros
passa a ter um grande significado simbólico em relação aos núcleos urbanos
que atende. No entanto, podemos afirmar, que somente nas últimas
duas décadas do século passado e no início do século XXI, a arquitetura
dos terminais de passageiros aeroportuários traz consigo todo o simbolismo
que caracteriza estas obras como Os grandes portais de acesso as
cidades. As questões relativas a inserção de altas tecnologias aplicadas
nestes edifícios, as quais sempre tem como objetivo proporcionar o conforto
e segurança de seus usuários, devem sempre ser abordadas no ato projetual
do arquiteto.
No
Brasil, este processo de redesenho dos novos Terminais também acompanha
esta tendência. Os Terminais deixaram de ser simplesmente edifícios
intermodais de transporte e passaram a ter em seu conteúdo programático
uma maior abrangência quanto as suas atividades e serviços. Centros
comerciais, empresariais, culturais, de prestação de serviços entre
outros, hoje, devem ser contemplados neste processo de planejamento.
Florianópolis,
cidade de grande vocação turística, é conhecida nacional e internacionalmente
pela beleza de suas paisagens naturais. O projeto, ora apresentado,
do novo Terminal de Passageiros, busca através de seu desenho atender
a importância e o significado deste edifício para a cidade. Acreditamos
que ele será um marco referencial com uma arquitetura instigante, digna
e coerente com o seu caráter, que associada aos bons serviços, e principalmente
a segurança dos usuários que aí desembarcam das diversas partes do Brasil
e de outros países, farão com que este Aeroporto esteja sempre presente
na memória de todos os seus usuários. Esta foi, sem dúvida, uma das
principais metas a serem atingidas quando desenhamos nossa proposta,
e entendemos, de fato, o valor cultural da Arquitetura para o meio onde
está inserida.
Plano
de massa
O
Plano de Massa da nova área do Terminal obedeceu rigorosamente os dados
estabelecidos para o projeto. As respectivas propostas podem diferenciar
daquelas estabelecidas pelo Plano Diretor do Aeroporto de Florianópolis,
que provavelmente deve ter contemplado algumas atividades distintas
para estes espaços. No entanto, na ausência destas informações e para
que pudéssemos desenvolver a arquitetura do TPS propriamente dito, concebeu-se
uma organização espacial para esta área do aeroporto, a qual deverá
ser ajustada futuramente de forma a harmonizá-la com as propostas do
Plano Diretor existente.
 |
Maquete.
Acesso ao TPS |
| |
Distribuição
espacial
Os
espaços destinados a edificação do TPS, atual e futuros, desenvolvem-se
linearmente, partido este, mais adequado para esta situação. A proposta
tem por objetivo eliminar eventuais barreiras que coíbam futuras expansões
do TPS em função de novas necessidades e demandas exigidas. No lado
ar, o pátio das aeronaves acompanha o desenvolvimento linear das edificações
dos terminais. No lado terra, da mesma forma, acompanhando esta geratriz
do desenho dos TPS, teremos a área destinada a implantação dos grandes
estacionamentos ou edifícios garagem.
Para
que sempre se tenha espaços livres de obstáculos para o desenvolvimento
da edificação do TPS, foi proposta uma zona de serviços numa posição
geocêntrica em relação aos edifícios terminais. Nesta área será
instalada a Central de Utilidades, a qual atingirá o edifício do TPS
proposto, assim como as futuras ampliações, através de canaletas técnicas
subterrâneas. Esta solução flexibiliza as necessidades de expansões
destes serviços e minimiza a ocorrência de fluxos veiculares pesado
junto às áreas dos TPS, principalmente na via de embarque e desembarque.
Sistema
viário
O
sistema viário proposto é lógico e bem caracterizado pelas respectivas
hierarquias das vias, minimizando os conflitos no trânsito veicular.
Na grande via de acesso, seu caráter foi marcado pela generosidade dos
espaços verdes. Foram criadas ilhas, separando-se as vias de chegada
e saída, de forma que estes espaços possam ser utilizados com equipamentos,
comércio e serviços.
 |
Vista
aérea |
| |
A
partir desta via de acesso, teremos a distribuição dos fluxos para o
perfeito atendimento das atividades de serviço do TPS caracterizados
pela carga e descarga, lixo, manutenção, acesso veicular para o lado
ar (controlado), edifício de apoio e manutenção. A grande alça viária
(via de embarque e desembarque), que atenderá o atual e futuros terminais,
assim como os estacionamentos e futuros edifícios garagem, estará desvinculada
do tráfego pesado de veículos destinados a manutenção das Centrais de
Utilidades e dos demais serviços. Esta circulação veicular poderá ser
feita sem transitar na área frontal ao TPS.
Terminal
de passageiros
Partido
Doze
grandes guarda-chuvas de aço caracterizados como módulos estruturais
e de utilidades com dimensões de 40.00m x 40.00m, dispostos em duas
linhas com 6 unidades cada, intercalados por rasgos de luz zenital de
2.40m de largura, cobrindo um grande espaço, amplo e generoso como um
edifício com este caráter exige, foi o partido adotado. Esta membrana
de cobertura abriga todas as funções do terminal, proporcionando uma
leitura fácil e clara de seu interior. A intenção de promover a integração
dos espaços internos e externos do TPS, proporcionará a transparência
desejada aos ambientes, tornando-os psicologicamente agradáveis aos
seus usuários. Este foi o caminho projetual adotado no partido arquitetônico
apresentado.
Arquitetura
simbólica e emblemática
O
desenho do edifício, representando seu caráter e sua inserção no espaço
que representa seu meio natural e criado, foi importante na decisão
formal da arquitetura deste Terminal. Florianópolis, capital do Estado
de Santa Catarina tem sua marca não só a nível nacional, mas também
internacional, como a cidade das ricas paisagens, onde o mar, as montanhas,
a lagoa, enfim, sua natureza integra-se harmonicamente com sua riqueza
cultural e seu povo. O desenho da arquitetura proposta considerou estes
aspectos. O sentido de abrigo e proteção que devemos ter, sem no entanto
nos sentirmos em um local fechado e oprimido foi representado pela grande
cobertura em forma de guarda-chuvas, que sombreiam e protegem todos
os espaços recortados por planos que formam os mezaninos, de onde seus
usuários sempre tem aguçado este sentido de liberdade.
 |
Maquete.
Vista a partir do estacionamento |
| |
Desde
o momento da chegada, ou mesmo da partida, os usuários deste terminal
levarão consigo a força do espetáculo da leveza de seus ambientes,
criados com um desenho rico e forte, sem que para isto seja ostentativo.
Quando seus usuários se deslocam dentro deste espaço vão ter a perfeita
compreensão de onde estão e para onde vão. As perspectivas vislumbradas
do interior do TPS pelos passageiros, registram em sua mentes as belezas
do local reforçando o sentimento nostálgico que seguramente os trará
de volta à cidade. Este é o papel da arquitetura, criar e despertar
as emoções nas pessoas que nela, transitam, desfrutam e habitam.
Flexibilidade,
expansibilidade e instalações
As
propostas para este edifício tem como princípio dotá-lo de total
flexibilidade e expansibilidade em seus espaços. A expansibilidade
de suas estruturas poderá acontecer facilmente, pois seu desenho
não admite qualquer tipo de impeditivo espacial em suas áreas contíguas,
ou seja, podemos dar continuidade em suas estruturas no futuro, associando
aos espaços existentes novas áreas construídas, mesmo que com uma nova
linguagem arquitetônica. No Plano de Massa proposto é possível visualizar
espacialmente este princípio, inclusive com a localização da central
de utilidades em local não conjugado ao edifício, de forma que a mesma
possa vir a crescer quando da expansão do TPS, sem, no entanto,
intervir no desenho de sua estrutura.
 |
Maquete.
Vista a partir da pista |
| |
A
flexibilidade foi conseguida primeiramente através do sistema estrutural
desenvolvido que elimina ao máximo interferências com pilares e vigas
nos espaços. Associado a este princípio adotou-se para cada módulo estrutural
de 43.20m x 43.20m uma sala técnica, situada no subsolo, interligadas
através da galeria técnica. Estas salas abrigarão de forma disciplinada
os equipamentos de ar condicionado, quadros de distribuição elétrica,
captação das águas pluviais e demais infra-estruturas necessárias. As
salas atendem um raio de aproximadamente 20.00m, atingindo assim os
principais setores do edifício. Com esta solução elimina-se o uso
de pavimentos técnicos, pois as dimensões dos dutos de ar condicionado,
bandejamento para cablagens dos sistemas elétricos e eletrônicos serão
menores que os tradicionais. Esta solução também disciplina a captação
das águas pluviais, esgoto sanitário e distribuição da água fria. A
canaleta técnica comunica-se com a Central de Utilidades pelo subsolo
do TPS e estacionamento público. Esta proposta, além de flexibilizar
as instalações, interfere o mínimo possível com as áreas públicas quando
de sua manutenção.
Sistema
estrutural
O
sistema estrutural adotado apropria-se da tecnologia do concreto armado
e protendido para a execução de todos os pavimentos, da tecnologia
do aço para os grandes guarda-chuvas da cobertura, tornando-a, desta
forma, mais leve e de fácil execução.
Todo
o edifício está modulado com uma malha de 1.20m X 1.20m para melhor
viabilizar a utilização dos produtos que a indústria oferece e também
otimizar o processo de execução do edifício, minimizando assim os desperdícios
de obra. As estruturas obedecem este mesmo conceito, toda sua modulação
respeita a grande malha que forma o conjunto arquitetônico.
A
estrutura que sustenta o pavimento intermediário e piso do 1º pavimento
é formado por uma grande placa de concreto composta por três vigas "Vierandel"
que correm no sentido longitudinal do edifício, sendo duas periféricas
e uma central. As periféricas voltados para o lado ar e lado terra respectivamente
apoiam-se em pilares a cada 14.40m. A viga central apoia-se na estrutura
dos shafts com vãos de 39.60m. Esta estrutura é completada e travada
com a execução das lajes nervuradas que vencem os dois vãos no sentido
transversal, formando assim um grande caixão rígido.
Os
pilares que sustentam os módulos estruturais dos guarda-chuvas da cobertura
são em aço tubular, dispostos a cada 43.20m. Estes módulos da cobertura
serão fixados entre si através de vigas a cada 2.40 m que formam as
zenitais, enrijecendo desta maneira, todo o conjunto estrutural.
Circulações
Em
edifícios com esta tipologia, circulações são relevantes e de grande
importância no sentido de racionalizar os deslocamentos. A complexidade
do tema, obriga-nos a abordar com muita clareza e objetividade a diversidade
dos vários fluxos existentes, na indução da circulação dos passageiros
e acompanhantes nos espaços comerciais, na promoção da segurança exigida
pela operação aeroportuária, bem como na flexibilização do uso
de espaços e acessos as aeronaves domésticas e internacionais através
da compartimentação de determinadas áreas e circulações.
Circulações
gerais dos usuários
A
aproximação das pessoas ao edifício terminal sempre proporcionará as
mais variadas perspectivas dos espaços internos, estimulando a curiosidade
de entrar na edificação. Quem chega pelas alamedas arborizadas do estacionamento
público, ou mesmo chegando de táxi ou ônibus, parando no meio fio, terá
descortinado diante de si o grande espaço de pé direito triplo do saguão.
Os usuários em geral sempre terão uma visão muito clara e estimulante
quando se deslocarem no interior do TPS.
Foi
criada uma faixa central no saguão de acesso, composto por áreas de
exposição e quiosques de serviços das empresas aéreas, comércio e outras
prestações de serviços, onde é possível transitar sem conflitar com
os serviços de check-in e desembarque. Este espaço nos dará a sensação
de estarmos em uma grande alameda para pedestres, complementada pelos
bancos de estar e o renque de palmeiras. É o primeiro impacto que o
usuário terá ao entrar no TPS.
Nas
duas extremidades do saguão principal, localizam-se o conjunto formado
pelos elevadores, escadas rolantes e escadas fixas, que devido ao
seu desenho, estimulam os usuários a se deslocarem em direção aos
outros pavimentos, livres de interferências físicas tais como escadas
fixas, rolantes e elevadores. Estes nós de circulação vertical criam
um anel no interior do prédio, fazendo com que as pessoas possam ser
induzidas a caminharem por todos os níveis, e principalmente circularem
nas áreas comerciais.
No
1º pavimento, área de embarque e aeroshopping, foram propostos dois
espaços âncoras em seus extremos, conforme preconizam as teses de exploração
de espaços comerciais. O primeiro, é formado pela praça de alimentação
e o segundo constituído pelo terraço panorâmico dotado de café e sorveteria,
de onde é possível desfrutar não só do visual do pátio de aeronaves
como da paisagem formada pelo mar e montanhas. Destes espaços comerciais,
por estarem no mezanino do 1º pavimento, também é possível ter a visão
de todo o acesso do terminal no pavimento térreo.
O
pavimento intermediário, que também poderá ser freqüentado pelo público
externo às suas atividadades é composto pelos escritórios da Infraero,
Empresas Aéreas, Polícias, e demais serviços privados e públicos. Este
nível também articula-se aos nós de circulação do saguão. As áreas destinadas
aos escritórios, poderão ser desenhadas de acordo com as necessidades
programáticas, seja da Infraero, como das Empresas Aéreas, sem que o
público tenha o contato direto aos mesmos.
Circulações
operacionais
O
embarque e desembarque de passageiros se faz pelo meio fio no mesmo
nível. O passageiro embarcado ingressa o TPS diretamente no saguão de
check-in. Neste espaço é possível ter a visão total da área de manuseio
de bagagens, pois, o seccionamento espacial é feito através de esquadrias
e vidro. Finalizada a operração de check-in, o passageiro embarca pelo
1º pavimento – 2º mezanino. Após passar pela vistoria do raio-x há
uma bifurcação de acesso tanto para a sala de embarque doméstico, como
para a sala de embarque internacional. Antes do acesso a sala internacional,
o passageiro passa pelo controle de passaportes da Polícia Federal.
O
embarque por pontes ou remoto é feito através de 3 piers, sendo
que cada um tem a possibilidade de instalação de 2 pontes, totalizando
6. Como solicitado no programa, inicialmente serão instaladas 4 pontes,
ficando a ponte 1 e 6 para instalação futura, quando exigido pelas demandas.
Estes PIERS saem diretamente das salas de embarque chegam a uma plataforma
a qual, através de esquadrias móveis direcionam e segregam os fluxos,
seja para embarque ou desembarque, doméstico ou internacional, sem que
haja contato entre estes passageiros. Nesta proposta, cujas rampas de
acesso estão dimensionadas para que hajam filas de espera em seu interior,
as operações de embarque e desembarque serão devidamente racionalizadas.
DA PLATAFORMA CENTRAL DO TPS, É possível ter acesso aos embarques
remotos, seja doméstico ou internacional, com 3 portões cada. Vale
salientar que esta sala de embarque remoto poderá ser totalmente utilizado
como doméstica, caso a ponte 3 esteja sendo operada como internacional.
O
desembarque de passageiros é feito no pavimento intermediário, em
nível inferior ao embarque. Esta proposta disciplina a circulação e
dá condições para que a Sala de Embarque se estenda até o limite do
edifício. A circulação de desembarque estabelece locais de seccionamento
para que se possa utilizar ora como internacional, ora como doméstica,
flexibilizando, desta forma, as condições de uso das pontes de embarque.
Neste mesmo nível, junto a circulação de desembarque doméstico, foi
desenhado um sistema de circulação vertical que permite a realização
das conexões sem que o passageiro saia da área restrita, mas obrigando-o,
mesmo assim, a passar pelo sistema de raio-x de embarque.
No
pavimento térreo estão localizadas as salas de restituição de bagagens
doméstica e internacional, que da mesma forma que o saguão de check-in,
permite ao passageiro a total visão do exterior, acompanhando as
operaçoes da área de manuseio de bagagens em primeiro plano.
Retiradas
as bagagens, o passageiro terá de imediato o saguão e o meio fio de
desembarque.
Os
deslocamentos das bagagens, tanto na área embarcada como desembarcada,
devido ao seu desenho, equaliza o número de balcões de check-in por
secção de esteira de despacho. Nesta proposta, as retaguardas tanto
para embarque como desembarque de bagagens estão adjacentes aos espaços
internos operacionais de check-in e restituição de bagagens do TPS.
Conforto
ambiental
Sendo
Florianópolis uma cidade com uma variação muito grande de temperatura
e com grande incidência de ventos, o projeto propõe o fechamento total
de seu edifício, climatizando seus espaços internos para proporcionar
o melhor conforto ambiental aos seus usuários.
 |
|
Vista
interna do saguão |
| |
|
|
O
TPS foi concebido com o princípio de integrar ao máximo seus espaços
internos aos externos. As grandes peles de vidro que formam esta
membrana de proteção serão com vidros laminados com controle solar e
atenuação acústica. Mesmo assim, nas fachadas norte e noroeste, de
maior contato com os raios solares, serão dotadas de grandes brises,
os quais impedirão que a irradiação solar incida diretamente sobre as
fachadas.
As
faixas de luz no teto, criadas pela zenitais que rasgam as estruturas
nos sentidos longitudinal e transversal, serão tratadas também com os
vidros laminados, e sob os mesmos, serão colocadas grelhas de aço tipo
colméia que formarão o filtro de luz, que deixarão passar a luminosidade,
sem, no entanto, prejudicar o interior da edificação.
A
utilização abundante da iluminação natural é o objetivo desejado quando
nos apropriamos do conceito de deixar o prédio o mais transparente quanto
possível. Durante o dia, o sistema de iluminação artificial será
muito pouco utilizado nas grandes áreas públicas, salvo nas ocasiões
em que as variações climáticas exigirem. O sistema de iluminação artificial
deverá dialogar inteligentemente com a iluminação natural, utilizando-a
ao máximo para diminuir custos operacionais, e enriquecendo o terminal
com novas perspectivas e efeitos, diversos daqueles obtidos com a luz
natural; ao mesmo tempo, a iluminação artificial deverá integrar-se
à linguagem arquitetônica de transparência dos espaços, bem como de
valorização da paisagem local, enfatizando a vegetação introduzida nas
áreas públicas.
O
sistema de iluminação artificial das grandes áreas públicas está baseado
fundamentalmente na iluminação indireta – através do rebatimento
da luz sobre os guarda-chuvas da cobertura – enriquecendo a plasticidade
do edifício e evidenciando a leveza de sua cobertura, causando a
impressão de que as coberturas estão soltas do piso. Projetores locados
nos grandes pilares de suporte dos guarda chuvas facilitarão as operações
de manutenção das luminárias, lâmpadas e reatores. Estes equipamentos
têm grande rendimento luminoso, uma vez que todo o edifício está voltado
para o máximo aproveitamento da energia elétrica e baixos custos de
reposição dos equipamentos.
A
proposta do sistema de iluminação artificial do terminal busca associar
o conforto visual à satisfação emocional dos seus usuários, garantindo
seu prazer estético tanto quanto a satisfação de suas necessidades físicas.
Paisagismo
A
concepção paisagística ultrapassa o escopo "clássico", ou
seja, o tratamento paisagístico dos espaços internos e do entorno do
Terminal de Passageiros.
A
proposta consiste numa ampliação desse escopo, considerando a apropriação
dos espaços ao longo das pistas da via de acesso ao Aeroporto, preparando
o usuário através da inserção de elementos paisagísticos, para a experiência
final da apreciação da paisagem do próprio Terminal.
O
amplo compartimento entre a pista de acesso ao terminal de veículos
e as pistas de pouso e decolagem foi modelado em linhas de colinas e
renques de árvores de grande porte com um movimento que sinaliza o encaminhamento
para a chegada ao Terminal.
O
partido arquitetônico, por outro lado, induziu e propiciou a criação
de grandes compartimentos paisagísticos em que interior e exterior se
integram. O compartimento central, correspondente ao acesso principal,
de menor fluxo de passageiros destinado a exposições, foi tratado como
uma praça, e os outros dois compartimentos, circulações de embarque
e desembarque, como alamedas.
A
integração espacial com os espaços externos se concretiza através do
tratamento dos pisos e com o uso de conjuntos de Palmitos (Euterpe edulis),
espécie adequada pela sua conformação de grande porte, de tronco fino
e de folhagem com textura delicada.
Grandes
massas arbóreas, de vegetação heterogênea, ocupam os espaços intersticiais
e limítrofes às áreas de estacionamento. Aqui, serão empregados
exemplares da flora local com diversidade de espécies, porte e texturas
variadas de floração, constituindo assim, conjuntos cromáticos diferenciados
durantes as estações do ano.
 |
| Planta
térreo. 1. Meio fio embarque / desembarque; 2. Saguão;
3. Check-in; 4. Restituição de bagagens doméstico;
5. Restituição de bagagens internacional; 6. Embarque
remoto doméstico; 7. Embarque remoto internacional |
| |
 |
Planta
do Pavimento Intemediário / 1º Mezanino. 1. Escritórios
Companhias Aéreas; 2. Escritórios Infraero; 3. Vazio;
4. Circulação desembarque; 5. COA/COE |
| |
 |
Planta
do Primeiro Pavimento / 2º Mezanino. 1. Mall comercial; 2.
Lojas; 3. Embarque doméstico; 4. Embarque internacional;
5. Sofá reversível; 6. Embarque remoto internacional;
7. Embarque remoto doméstico; 8. COA/COE |
| |
Áreas
Térreo
14.530,00 m²
Pavimento
intermediário (1º mezanino)
6.810,00 m²
1º
Pavimento (2º mezanino)
10.030,00 m²
Central
de utilidades
1.440,00 m²
Edifício
cias aéreas / manutenção
2.106,00 m²
Total
34.916,00 m²
Ficha
técnica
Autor
Arq. Sérgio Roberto Parada
Co-Autores
Arq.
Igor Campos
Arq. Rodrigo Marar
Arq. Carlos Weidle
Colaboradores
Arq. Ailton Cabral
Arq. Felipe Teixeira
Estagiários
Roberto José Carril
Lívia Silveira de Menezes
Paisagismo
Arq. Rosa Grena Kliass
Arq. Luciano Fiaschi
Luminotécnica
Arq. Esther Stiller
Fundações,
estrutura, instalações e telemática
Themag Engenharia e Gerenciamento
Estruturas
Eng. Sérgio Cifú
Eng. Edson Takaoka
Fundações
Eng. Ladislau Paladino
Ar
Condicionado
Eng. Danilo Jorge
Instalações
Hidráulicas
Eng. Luciano Jorge
Instalações
Elétricas
Eng. Edélcio Leite Oliveira
Orçamento
Eng. Paulo Lima
Sistemas
Eletrônicos
Eng. Geraldo Goulart Filho
Perspectivas
Eletrônicas
Arq. João Francisco
Maquete
Daniel Koji Miike
|