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Menção
honrosa – Trabalho nº 060
Arq: Francisco Luiz Muniz Deusdara (CE)
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| Perspectiva
do desembarque |
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1.
A Nova via, o Espaço-tempo, a Permanência, a Modernidade.
“Assim
ele vai, corre, procura. O quê? (...) Ele busca esse algo, ao qual se
permitirá chamar de Modernidade; pois não me ocorre melhor palavra para
exprimir a idéia em questão. (...) A Modernidade é o transitório, o
efêmero, o contingente, é a metade da arte, sendo a outra metade o eterno
e o imutável”.
Charles Baudelaire, Sobre a Modernidade
O
carro veloz percorre o espaço-tempo da nova via, desbrava paisagens
antes inexistentes ao olhar curioso da cidade. O Morrote e o Morro do
Campeche são vistos por ângulos totalmente novos. Vegetações nativas
são visitadas. Tudo é novo!
A
grande reta traçada corta e amplia os limites da cidade. Guarapuvus
floridos – habitantes nativos – dão as boas vindas ao novo. Curva à
esquerda...Pausa...Curva à direita...Pausa...De repente o olhar é invadido
pelo engenho humano, invenção com rigor e precisão. Se os movimentos
sinuosos e a velocidade, as emoções súbitas e inesperadas, e a aproximação
iminente do objeto desejado, fazem experimentar intensamente a sensação
de espaço-tempo e a situação geográfica da nova paisagem, o novo aeroporto
sugere placidez, calmaria, reflexão.
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Vista
interna do saguão |
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A
dupla, ou múltipla, face que se oferece do problema urbano com a decisão
de construir um novo aeroporto e uma nova via que lhe dê acesso, e que,
ao mesmo tempo, preserve e alimente o que há de vital no tecido urbano
em que se insere sem prejuízo do acesso à natureza ou do indivíduo,
leva a enfrentar o que de fato é essencial. Como o fez Aldo Rossi diante
dos palácios italianos, pergunta-se – onde começa a individualidade
deste aeroporto e de quê depende?
2.
Os açorianos, a colonização, o partido, a proposta arquitetônica
“Num
pedacinho de terra
Belezas sem par!
Ilha da moça faceira,
Da velha rendeira tradicional
Ilha da velha figueira
Onde em tarde fagueira
Vou ler meu jornal”.
Trecho do Hino Oficial de Florianópolis
A
colonização de Santa Catarina teve grande influência das famílias açorianas
que chegaram ao litoral catarinense em meados de 1750. Junto com elas
vieram os costumes que aos poucos foram se incorporando nas novas terras.
Foram estes colonizadores que trouxeram o trigo, o açúcar, o feijão,
o linho e o cânhamo. As mulheres trouxeram com elas a tradição da renda
de bilro e as festas religiosas.
A
referência da renda sempre esteve presente nos lares das famílias de
pescadores do litoral catarinense.
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Acesso
às aeronaves |
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É
rotina bastante comum: os homens vão para o mar em busca da grande pesca,
enquanto suas mulheres ficam cuidando dos trabalhos domésticos, da educação
das crianças e transmitindo para geração posterior todos os conhecimentos
da arte do bordado e da renda. É devido a esta constante presença da
renda nas roupas, nos tecidos de uso doméstico, na toalha que decora
a mesa de jantar, enfim na cultura do povo catarinense, que decidimos
por seu uso como referência formal para o projeto, tanto no Terminal
de Passageiros quanto na Central de Utilidades. Substituiremos o algodão,
matéria prima das rendas, pelo aço e pelos painéis pré-moldados (cobogós).
Assim o Terminal de Passageiros e a Central de Utilidades terão um ar
têxtil, familiar. A renda de labirinto é uma metáfora da condição humana:
estamos enredados em nossos próprios fios.
O
novo aeroporto tratado como "marco referencial" de identidade
própria, vem a ser um elemento primordial de desenho urbano que permeia
realidades físicas e humanas tão distintas. Assim, justifica-se a intenção
perseguida na proposta apresentada de encerrar em um só objeto e desenho
aspectos irreconciliáveis (?) do tecido urbano e da própria natureza
humana.
O
Aeroporto foi concebido como uma grande sombra criada por 48 "árvores
metálicas" abrigando no seu interior todas as funções, todos os
sistemas, todas as emoções.
Permanece
a serenidade da proposta-síntese de elementos definidos em si – um único
tubo com trecho reto e outro calandrado, em revolução faz surgir a grande
"árvore metálica": elevação branca matriz da nova sombra.
Para aqueles que as vêem desde o saguão ou das salas de embarque, sua
visão é a clareza do partido, a absoluta limpidez de espaço e forma.
3.
A tecnologia, a engenharia, a arquitetura, a arte
As
formas de arquitetura, tal como nós as conhecemos, estão profundamente
gravadas na natureza e anatomia humanas. Desde as primeiras cavernas
habitadas, a necessidade de proteção contra os elementos ou contra adversários,
ditou a existência de uma porta ou de um telhado. As colunas dos templos
gregos e o esplendor arborescente do gótico vão buscar as suas raízes
nas florestas de um tempo anterior à civilização. E se a natureza anatômica
da arquitetura não fosse evidente em milhares de exemplos, seria suficiente
ver a cúpula e os "braços" estendidos de São Pedro em Roma
para compreender que aquilo que é construído flui a partir daquilo que
somos. Nem tais referências ao corpo limitaram a arquitetura antiga.
Com as tarefas essenciais de proteção há muito dominadas, o valor simbólico
da arquitetura, como por exemplo enquanto expressão de poder, continua
a procurar a sua legitimidade nos fatos mais básicos da existência humana.
Neil M. Denari, Gyroscopic Horizons, Thames & Hudson, Londres, 1999
O
que se indaga em um concurso que tem como pré-requisito o trabalho em
equipe multidisciplinar e a colaboração inicial e íntima entre arquiteto
e engenheiro?
Além
de assegurar a exeqüibilidade do devaneio, está claro e posto o desafio
da solução original e possível, da forma surpreendente que deriva da
criatividade da boa engenharia. "Como é competente a engenharia
brasileira!" Enfrentou todos os desafios do concreto armado propostos
pelos arquitetos da geração de Oscar Niemeyer. Agora, o diagrama proposto
em conjunto deve somar-se e ampliar o repertório de soluções possíveis
para este tipo de estrutura urbana, ademais de satisfazer às exigências
mínimas do edital.
As
estruturas em forma de árvores, como elemento arquitetônico, foram utilizadas
nas colunas dos templos gregos, passaram pelo gótico arborescente medieval
e chegaram aos nossos dias através de projetos emblemáticos, todos com
grande efeito arquitetural e desafios construtivos: O Palácio do Trabalho
em Turim (Pier Luigi Nervi), a Johnson & Wax Company em Wisconsin
(Frank Lloyd Wright), a Expodach em Hanover (Thomas Herzog), a estação
do Oriente em Lisboa (Santiago Calatrava), o aeroporto de Stuttgart
na Alemanha (Von Gerkan Marg), o aeroporto de Stansted na Inglaterra
(Norman Foster) etc. A característica comum a todos eles é a criação
de uma grande "sombra" que libera o espaço interno para as
mais variadas funções.
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| Cortes
e elevações |
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Para
a Central de Utilidades, por suas características de uso, optamos por
um fechamento em peças pré-moldadas em concreto, semelhantes aos famosos
painéis de cobogós projetados por Lúcio Costa. Pintadas de branco darão
a impressão de uma grande "toalha rendada".
4.
A construção, a modulação, a velocidade, os custos
Para
a implantação da edificação no terreno levou-se em conta a topografia
existente, que, na área da primeira etapa de construção proposta não
apresenta grandes variações de cotas altimétricas (mínima de +2,500
m e máxima de +3,158 m) configurando um terreno extremamente plano.
Outra característica do terreno é o nível da água encontrado que varia
entre as profundidades de –2,50 a –3,00 m. Optamos pela construção da
Central de Utilidades no mesmo nível do pavimento térreo, do lado direito
do novo Terminal de Passageiros (estamos prevendo as ampliações futuras
do terminal sempre para o lado esquerdo), abandonando a idéia do possível
subsolo. Esta decisão traz grandes vantagens econômicas pois tira partido
das características topográficas e geotécnicas do terreno.
É
natural que os programas organizados a partir de uma rotina de funcionamento
pré-fixada e com base na utilização de técnicas e equipamentos se modifiquem
a cada dia, tornando desejável que o sistema construtivo adotado permita
uma total flexibilidade para que cada setor possa modificar-se com independência.
O
sistema construtivo estabelecido se baseia no uso, em grande escala,
de componentes pré-fabricados produzidos fora do canteiro, de modo a
permitir uma execução disciplinada e rápida da obra.
Foi
adotado um sistema estrutural com altíssimo índice de industrialização,
ou seja, grande utilização de elementos produzidos industrialmente,
em série e em grandes quantidades. Com o objetivo de se reduzir os custos
e o prazo de execução da obra, não serão utilizados grandes volumes
de serviços artesanais.
Optamos
por um módulo estrutural bastante generoso: um triângulo eqüilátero
com lados de 25,00 metros é a matriz de toda a planimetria. Nos Vértices
do triângulo "nascem as árvores". As "árvores" são
formadas por uma estrutura principal (tronco) e uma estrutura secundária
(copa). O tronco é composto por 12 tubos idênticos de %%C 4" com
trecho reto de 5,30m e trecho calandrado de 11,16m com raio de 9,16m.
A copa é formada por 12 planos triangulares em tubos de %%c 2".
A partir de sua multiplicação é urdida no céu a grande "renda",
esta não tecida com fios de algodão mas com a alta tecnologia do aço.
As "Árvores metálicas" serão executadas com tubos metálicos
em aço especial de alta resistência à corrosão, do tipo SAC-50. Serão
montadas sobre aparelhos de apoio confeccionados em chapa grossa de
aço do tipo SAC-41.
Com
esta solução o Terminal de Passageiros ganha uma estrutura completamente
modular, possuindo flexibilidade suficiente para as futuras expansões
("plantar novas árvores metálicas"), sem prejuízo do partido
arquitetônico inicial, e sem causar nenhum ônus às ampliações futuras.
5.
O Meio-ambiente, a visão, a audição, o tato, as sensações, o conforto
“Ambos
os termos, Arquitetura e Recursos, têm muitos significados: Arquitetura,
arte de edificar e depurar, construindo e preservando, em oposição ao
consumo e ao desperdício de energia e de recursos. O nosso planeta,
o mundo em que vivemos, é um sistema fechado, baseado em ciclos e procedimentos
auto-regenerativos, o qual se integra num processo de transformação
e reciclagem. A consciência dos ciclos dos materiais, do balanço energético
e da limitação de recursos será decisiva para a arquitetura e para o
urbanismo do presente século”.
Trecho do Programa do Congresso da União Internacional dos Arquitetos
realizado em Berlim
Com
as atuais preocupações mundiais com o uso inteligente e responsável
das fontes de energia não podemos mais pensar em edifícios que funcionem
como autênticas estruturas devoradoras de energia. Os Edifícios atuais
devem enriquecer o espaço público de nossas cidades, responder às necessidades
sempre mutantes de seus usuários e explorar tecnologias sustentáveis.
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| Planta |
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As
necessidades atuais dos edifícios sustentáveis nos desafiam a reelaborar
novos conceitos capazes de dar um impulso revitalizante à profissão
do arquiteto hoje. Devem, ao mesmo tempo, celebrar a vida em sociedade
e o respeito à natureza.
O
projeto de iluminação pensado para o Aeroporto de Florianópolis faz
chegar a luz natural ao interior do edifício de forma a reduzir ou até
mesmo eliminar a utilização da luz elétrica durante o dia, contribuindo
assim para uma substancial redução nos consumos de energia e nos conseqüentes
danos ambientais. Oferecerá condições de uso mais saudáveis e agradáveis.
A
iluminação natural virá dos grandes panos envidraçados que dão fechamento
vertical ao edifício e do "rendilhado" gerado pelo encontro
das "copas" das "árvores metálicas", criando uma
iluminação uniforme e suave, projetando no piso um interessante efeito
luminoso, sem os problemas de ofuscamento e contrastes. A iluminação
natural proporcionará grande conforto térmico, pois o uso da iluminação
artificial (grande geradora de calor) será apenas no período noturno.
Os
níveis de ruído que provêm do aeródromo têm grande influência na edificação
e devem ser motivo de estudo detalhado para que sejam compatíveis com
as atividades realizadas no seu interior. Todos os elementos da construção
que fazem limite com o exterior (alvenarias, painéis de esquadrias,
etc.) terão tratamento acústico e contra vibrações.
Da
análise da carta bioclimatológica de Florianópolis constata-se que apenas
20,8% das horas do ano apresentam condições de conforto térmico. Com
79,2% das horas do ano em situação de desconforto térmico e com grandes
dificuldades técnicas para resolver este problema (ventilação nos períodos
quentes e de massa térmica e aquecimento solar nos períodos frios) optamos
pela adoção de um sistema geral de condicionamento de ar. O sistema
adotado utilizará tanques de termo-acumulação para, durante a noite,
quando a tarifa de energia é mais barata, produzir a água gelada que
será usada durante o dia como trocadora de calor com o interior do edifício.
Cruzando-se
os dados da carta bioclimatológica com a carta solar de Florianópolis
(latitude 28º sul) constatamos que a grande fachada envidraçada voltada
para o pátio de aeronaves só terá incidência solar, e no período da
manhã, a partir do equinócio de outono (21/03) até o solstício de inverno
(22/06) voltando para o equinócio da primavera (21/09). Com essa posição
a grande fachada do pátio de aeronaves receberá os raios solares nos
períodos mais frios do ano, justamente quando necessitamos do auxílio
solar para minimizar o frio. Do equinócio da primavera até o solstício
de verão (22/12) voltando para o equinócio de outono os raios solares
não atingem, em nenhum instante do dia, a grande fachada envidraçada
do pátio de aeronaves. Neste período é que temos os dias mais quentes
e o terminal está protegido dos raios solares pelas "árvores metálicas"
voltadas para o estacionamento.
O
uso da iluminação natural, o cuidado com os fechamentos e isolamentos
acústicos e o condicionamento de ar são fatores que, com certeza, criarão
sensações de extremo conforto aos usuários do novo aeroporto de Florianópolis.
6.
Os tubos, os dutos, as galerias, a manutenção
Na
diretriz geral utilizada nos projetos da Central de Utilidades, todos
os sistemas que nela são abrigados e suas ligações com o Terminal de
Passageiros foi prevista flexibilidade total dos sistemas, admitindo
possibilidade de mudanças de características, localização e expansão.
Com
a decisão de localizar a Central de Utilidades do lado direito e no
mesmo nível do pavimento térreo do Terminal de Passageiros tivemos como
principais objetivos a velocidade (podemos iniciar sua execução concomitantemente
com a do TPS), os custos com a execução da obra (a topografia, o nível
de água no subsolo, as contenções, as impermeabilizações, tudo levou
a descartar a possibilidade do subsolo) e as manutenções futuras (muito
mais simples e diretas que em um suposto subsolo).
Todas
as tubulações, dutos, calhas elétricas etc., correrão no entreforro
criado entre a grelha metálica de sustentação das placas pré-moldadas
do piso do pavimento superior e o forro tipo colméia. Este espaço, que
batizamos de lâmina serviço (separa a lâmina terra da lâmina ar) tem
toda a sua extensão (250,00m x 9,15 m x 1,15m) livre para a passagem
das tubulações, dutos, calhas elétricas etc., e comunica-se com todos
os espaços da edificação através do entreforro (0,65 m livres) e dos
shafts.
7.
O embarque, o desembarque, o abastecimento, os fluxos
Todo
o projeto seguiu o conceito do Desenho Universal – Concepção de espaços
que visam atender simultaneamente a todas as pessoas, com diferentes
características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura
e confortável, constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem
a acessibilidade.
Tanto
no pavimento térreo como no superior, sanitários para deficientes foram
previstos. Esses sanitários ficam fora das baterias de sanitários públicos,
pois são utilizados por pessoas de ambos os sexos.
Em
todo o edifício as mudanças de nível são vencidas por escadas fixas
(01 no saguão de embarque, 01 no saguão de desembarque, 01 para o embarque
remoto doméstico, 01 para o embarque remoto internacional, 01 para o
desembarque remoto doméstico, 01 para o desembarque remoto internacional
e 01 para o acesso à CUT), escadas rolantes (02 no saguão de embarque,
02 no saguão de desembarque, 01 para o embarque remoto doméstico, 01
para o embarque remoto internacional, 01 para o desembarque remoto doméstico,
01 para o desembarque remoto internacional) e elevadores (01 panorâmico
no saguão de embarque, 01 panorâmico no saguão de desembarque, 01 para
o embarque remoto doméstico, 01 para o embarque remoto internacional,
e 01 para o acesso à CUT). Os elevadores do saguão são hidráulicos e
foram dimensionados para os usuários com carrinhos de bagagem, com acesso
amplo e confortável, são panorâmicos, envidraçados com vidros transparentes
incolores, inclusive as portas. Para o acesso as aeronaves as pontes
de embarque terão rampas com no máximo 8% de inclinação.
O
abastecimento das lojas e da praça de alimentação se dará através da
CUT em circulação especifica. A retirada do lixo será através da CUT,
sendo o lixo orgânico gerado na praça de alimentação pré-acondicionado
em local especifico para posterior encaminhamento ao lixo congelado
localizado na CUT e, a partir daí ao seu destino final.
8.
As áreas
Terminal
de Passageiros – TPS
Térreo: 14.809,05m²
Superior: 12.729,11m²
Área Total: 27.538,16m²
Central
de Utilidades – CUT
Térreo: 4.190,00m²
Superior: 1.428,00m²
Área Total: 5.618,00m²
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