Menção
Honrosa – Trabalho Número 13
"Re-desenho urbano-arquitetônico da orla do rio Sapucaí"
João Fernandes Junior / EAU-UFMG
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Vista
geral do parque Sapucaí |
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O
projeto de re-desenho
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partir do diagnóstico do que seria a cidade de Itajubá, sul de Minas
Gerais, principalmente com relação ao modo como a mesma se relaciona
com o Rio Sapucaí, elaborou-se uma serie de propostas diretoras de ocupação
e desenvolvimento ao longo de sua orla.
Como
ponto de partida propõe-se a despoluição das águas do Sapucaí: instrumentos
legais devem garantir a fiscalização necessária para que o leito do
rio não se preste a ser depósito de lixo, assim como o devido tratamento
dos esgotos através da instalação de uma estação de tratamento de esgotos
a jusante da cidade. Além desse fato, há que se considerar a necessidade
de introdução de medidas legais capazes de ampliar a permeabilidade
do solo urbano, melhorando a infiltração das águas e reduzindo o assoreamento
do leito do Sapucaí.
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Avenida
Marginal com ciclovia |
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Analisado
trecho a trecho na parte mais urbana de seu percurso na cidade, o Sapucaí
apresentava tipos variados de ocupação e paisagem, o que veio a exigir
distintas medidas projetuais como avenidas sanitárias, recuperação de
mata ciliar, contenções de encostas ou a implantação de novas travessias
de pedestres, medida que melhora a comunicação urbana entre as populações
marginais e o fluxo da cidade.
De
um modo geral, o Re-Desenho Urbano-Arquitetônico da Orla do Sapucaí
surge como um polarizador e direcionador do crescimento da cidade. A
abertura e calçamento das avenidas marginais, com calçadão e ciclovia,
facilitam o tráfego na direção leste-oeste, além de contribuir para
a melhoria da imagem urbana. A marginal direita passa a rasgar a cidade
no sentido leste-oeste, facilitando os percursos e desobstruindo o centro
da cidade, A re-locação da Rodovia BR-459, já prevista na legislação
municipal, acaba por retirar o tráfego pesado de passagem do município,
melhorando os bairros tipicamente residenciais por onde a rodovia cruzava.
Este Anel Rodoviário, articulado a políticas de expansão urbana surge
como uma medida capaz de valorizar áreas desvalorizadas e esquecidas
da cidade, potencializando-as urbano-economicamente.
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| Áreas
alagáveis do Parque Sapucaí |
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Itajubá
é uma cidade que eventualmente é noticia pela problemática das cheias
que assolam o município. Como medida preventiva já se encontra em desenvolvimento
o estudo de projetos de viabilização de implantação de barragens a montante
do município. Neste projeto propõe-se a implantação de áreas inundáveis
ao longo do percurso do rio, medida de fácil viabilização e implantação,
uma vez que em variados pontos da cidade (não apenas na área em estudo)
os terrenos marginais nem sempre são ocupados. Assim sendo, a implantação
dessas áreas surge como linha mestra no re-desenho urbano da orla do
Sapucaí, áreas que eventualmente, nos períodos chuvosos, seriam tomadas
pelas águas. Aliada às necessidades e carências da população itajubense,
se propõe que as áreas inundáveis surjam naturalmente na vida do município,
dotadas além de sua função sanitária, uma função urbanizadora. Com a
finalidade de concretizar essa idéia as áreas inundáveis surgem como
praças, parques e avenidas; as águas podem tomá-las naturalmente sem
que o funcionamento da cidade se veja bruscamente afetado, dando a Itajubá
uma paisagem mutável de acordo com as estações do ano.
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| Seção
padrão das áreas alagáveis: avenidas sanitárias e novas áreas de
lazer |
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Parque
Sapucaí
O
Parque Sapucaí consiste em um equipamento proposto para a cidade de
Itajubá com o intuito de fornecer novos espaços de lazer, convívio e
entretenimento a população. Edificado entre dois grandes corpos naturais:
a montanha e o rio, procurou valorizar-se dos mesmos, arquitetonicamente
atentando as pessoas para a importância desses corpos na vida urbana
do município.
O
Parque compõe-se de distintas áreas com distintos usos, seja por suas
propriedades sanitárias (área inundável em períodos chuvosos) ou por
sua arquitetura. Edificado em diferentes cotas altimétricas, parte do
parque é potencialmente alagável, abrange espaços públicos abertos como
quadras, pista de patinação e jardins, todos compostos de pavimentos
e sistema de drenagem capaz de possibilitar o rápido escoamento das
águas. Nas cotas mais elevadas verificam-se implantados três grandes
prédios (que se comportam também como travessia de pedestres) que com
grande expressividade marcam presença no local.
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| Parque
Sapucaí – vista do setor esportivo |
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O
parque é composto de setores facilmente identificáveis: esporte, saber
e lazer, que com atividades variadas como academia, boliche, praça de
alimentação, pistas de patinação, cooper e área de escalada,
biblioteca universitária, biblioteca e Internet públicas; e cinemas,
café e livraria, proporcionam opções a todas as idades e classes sociais,
opção certa do cidadão itajubense.
Ficha
técnica
Nome
do projeto
Re-desenho urbano da orla do rio Sapucaí
Autor
João Fernandes Junior
Orientador
Maria Lucia Malard
Instituição
Universidade Federal de Minas Gerais
Unidade
Escola de Arquitetura
Local
Belo Horizonte MG
Colaboradores
Karina da Silva Martins
Emmanuelle Assis Silveira
João Batista G. Ferreira da Silva
Prefeitura Municipal de Itajubá
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