2º
Lugar – Projeto: PR 1052 – São Paulo SP
Equipe: Jaime M. Cupertino, José Paulo De Bem, Juan Villà, Luis Guilherme
R. Castro, Silvia Chile e Maria Augusta Bueno
De
Barra Funda a Bairro Novo
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Vista
geral |
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Mobilidade
e projeto urbano
A
rede viária proposta em seus variados níveis de acessibilidade hierarquiza
o espaço urbano do Bairro Novo como suporte para a disposição das edificações,
do paisagismo, das infra-estruturas.
São
denominados eixos longitudinais a seqüência das ruas Clélia e Guaicurus
pela Avenida Francisco Matarazzo, a estrada de ferro, a Avenida Marquês
de São Vicente, a Marginal Tietê. Eixos transversais cortam os grandes
eixos longitudinais estabelecendo um ritmo para estas extensas linhas.
O
eixo transversal da seqüência Avenida Pompéia, Viaduto Pompéia, Avenida
Nicolas Boer e Ponte Júlio de Mesquita organiza a seqüência dos espaços
públicos propostos em direção ao Rio Tietê dando continuidade aos bairros
represados pela estrada de ferro.
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Implantação |
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A
estrutura viária local se define pelos quatro segmentos separados pelos
eixos das avenidas Marquês de São Vicente e Nicolas Boer. Estas vias
locais propostas propiciam a redução da escala das grandes glebas existentes
e se conectam com a malha urbana do entorno completando-a e permitindo
assim um sistema de circulação eficiente entre essas quatro áreas. Praças
em cada uma destas quatro áreas distribuem os fluxos para as outras
vias locais que apresentam sentido único de tráfego que, mesmo tendo
seqüência de desenho de um lado para o outro da Avenida Marquês de São
Vicente, não a cruzam, preservando assim sua fluidez.
As
áreas da estrada de ferro comporão um grande vazio estruturante equipado
com áreas verdes e bacias de acumulação de água das chuvas. Este novo
cenário revaloriza o patrimônio histórico industrial da estrada de ferro
e compõe uma nova frente urbana para os bairros lindeiros, como a Lapa,
Perdizes e Barra Funda que terão continuidade de suas ruas em direção
a essa nova frente urbana e também acesso às novas vias de escoamento
do tráfego viário ao longo dos trilhos.
Com
uma nova ambientação para o trem, o limite dos trilhos que hoje separa
regiões vizinhas terá o papel de uni-los.
A
proposta, portanto, parte da renovação do cenário da estrada de ferro
e construção de uma nova estação CPTM – a Estação Pompéia –
eqüidistante das estações Barra Funda e Lapa, e que proporciona uma
acessibilidade diferenciada à área a urbanizar e o fortalecimento e
desenvolvimento dos investimentos públicos e privados já realizados.
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Sistemas |
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Espaços
públicos
A
partir do Viaduto Pompéia se abre a larga perspectiva ao longo da Avenida
Nicolas Boer dando qualidade à ocupação lindeira. Esta grande avenida,
espinha dorsal da proposta, é guarnecida de cada lado por áreas verdes
de 40 m de largura cada. Este espaço publico tratado como parque urbano
envolve linearmente o viaduto e todo o eixo transversal, modificando
seu caráter atual que e exclusivamente viário. Este espaço amplo e distendido
imprime a qualidade necessária à habitação e a ocupação lindeira. Será
equipado com ciclovia, quiosques e áreas sombreadas para a recreação
e o descanso, devera também possuir iluminação publica de qualidade
que permita o convívio e uso noturnos.
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Corte
longitudinal, Avenida N. Bauer |
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Corte
transversal |
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Este
eixo termina num espaço existente na outra margem do Rio Tietê a ser
reordenado e qualificado como área verde guarnecida de equipamentos
esportivos, funcionando também para a distribuição das correntes de
tráfego e incremento do comércio em seu entorno.
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Vistas
parque linear |
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Seguindo
a lógica de hierarquização de escalas propomos no centro da área residencial
e próximas às glebas institucionais praças de menor porte e com caráter
de uso local.
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Tipologias |
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Tipologias
propostas
A
volumetria de ocupação das quadras reforça a orientação dominante do
sistema viário e constrói uma tridimensionalidade variada, porem, predominantemente
horizontal. Torres de maior altura pontuam a paisagem ao longo do grande
eixo transversal da avenida Nicolas Bauer e da linha do trem. Estacionamentos
em um ou dois níveis são propostos sobre o terreno, configurando construções
horizontais com frentes comerciais para as ruas e constituindo um teto
jardim para os pilotis dos edifícios residenciais propiciando uma integração
mais direta da garagem ao edifício, simplificação técnica da obra e
redução de custos.
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Vista
bairro novo |
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Para
a Avenida Marquês de São Vicente está proposto um segmento de áreas
comerciais superposto por pequenos edifícios de serviços.
Área
Motor: o ponto de partida
A
série de quatro torres racionalistas (Arquitetos Aflalo e Gasperini)
é referencial para o Bairro Novo. Marcam a paisagem e a presença italiana
em São Paulo aonde se localizava o maior complexo industrial da América
Latina, as Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo. O que restou da
grande estrutura produtiva, uma pequena edificação, a Casa das Caldeiras
e três monumentais chaminés foi tombado como patrimônio histórico. O
espaço balizado pelas edificações industriais tombadas e as quatro torres
permanece como uma praça.
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Detalhe
área motor |
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Considerando
a necessidade de construir junto à nova estação CPTM áreas comerciais
e de lazer, assim como os desníveis existentes e consolidados pela implantação
dos edifícios tombados, a proposta para esse setor assume a forma de
uma construção envoltória que agrega na forma de uma clássica praça
para pedestres, estação de trem, comércio, bares e restaurantes, cinemas,
torres residenciais e também os edifícios tombados e as quatro torres
de escritório.
A
proposta agrega ao já significativo investimento privado e ao interessante
patrimônio histórico, novos programas, uma melhor integração aos bairros
vizinhos e uma diferenciada acessibilidade metropolitana pela nova Estação
Pompéia da CPTM, ponto de partida da presente proposta, na construção
desse espaço portal para o Bairro Novo.
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Vista
interna da praça |
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Longas
galerias cobertas se abrem tanto para o interior deste espaço, como
para as ruas, no nível superior da praça e nos níveis mais baixos das
ruas envoltórias. No subsolo estão os estacionamentos e salas de cinema
com acesso por um volume de vidro no nível da praça superior.
A
passarela de acesso à Estação Pompéia, também de transposição da estrada
de ferro, se alonga como perola dividindo e definindo os espaços dessas
duas praças geminadas. A Praça Comendador Francisco Matarazzo integra-se
nesse conjunto de espaços abertos.
Ficha
técnica
Autores
Arquitetos Jaime M. Cupertino, José Paulo De Bem, Juan Villà, Luis Guilherme
R. Castro, Silvia Chile e Maria Augusta Bueno
Colaboradores
Arquitetos Paulo Massao M. Shibuya, Stephan Norai Chahinian, Bruno Barbato,
Mario Rodrigues Echigo e Marisa Lousada Rodrigues
Estudantes
André Barbato, Fabio De Bem, Mario De Bem, Maíra Paes
de Barros e Diego Magalhães
Consultores
Engenheiros Eduardo Giansanti e Renato Mendonça; Arquiteto Maurício
Viegas
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