1º
lugar: Jô Vasconcellos e Sérgio Ricardo Palhares
“O
bom desempenho do papel social do CRM – Conselho Regional de Medicina
– é de grande relevância para toda a sociedade. Assim, o acesso ao
Conselho, para além dos profissionais da saúde, interessa a todo cidadão,
sendo um modo de democratizar a informação e o debate de questões
que lhe concernem”.
Atender
a este pressuposto levou à adoção das seguintes estratégias:
- Propor implantação
e organização espacial que contribua significativamente para a transformação
do espaço urbano circundante, resgatando desejável área de socialização,
e gerando visões inusitadas do entorno a partir do novo espaço público.
A edificação se volta para uma grande praça, convidativa, aberta à
comunidade, que resgata o caráter público e confirma o compromisso
social do Conselho, acolhendo os cidadãos.
- Criar uma edificação
com racionalidade construtiva e funcionalidade que considere as exigências
de controle, organização e hierarquia dos espaços físicos de forma
a preservar a necessária autonomia dos espaços privados da instituição
em relação à praça proposta e estimule, sem conflitos, o compartilhamento
entre a vida da cidade e a instituição.
- Garantir sustentabilidade
econômica e ambiental pela racionalização das diversas fontes de recursos
hídricos disponíveis e pelo uso extensivo dos meios passivos de iluminação
e ventilação, minimizando os efeitos do sol a partir do uso de brises,
e maximizando a ventilação cruzada.
- Criar uma edificação
de manutenção fácil e econômica, cuja imagem inusitada e surpreendente
a caracterize como um “episódio urbano”, destacando a presença do
Conselho na paisagem em grande escala.
Considerando-se
que as inovações tecnológicas acabam por demandar novas configurações
espaciais, buscou-se gerar espaços flexíveis para as plataformas de
trabalho, que respondessem positivamente a este caráter dinâmico.
As
alternativas de implantação permitidas no terreno do CRM possibilitaram
trocar os inevitáveis andares que adensariam a ocupação do terreno e
inviabilizariam os desejáveis espaços abertos de caráter público, por
uma configuração de torre laminar. A implantação maximiza o conforto
térmico (cargas térmicas e ventilação natural) e luminoso (iluminação
natural) no interior da edificação, sobretudo nas plataformas de trabalho,
áreas de permanência prolongada, dentro dos princípios de sustentabilidade.
Prioriza-se o aproveitamento da orientação nordeste e o resgate da paisagem
definitiva e à distância, a partir do Vale do Arrudas.
A
geometria da torre também decorre de estratégia para economia de energia
e redução dos custos de manutenção a partir de dois princípios:
- Aumento do deslocamento
horizontal dos usuários, em detrimento do vertical, reduzindo com
isto a utilização do elevador;
- As plataformas
mais estreitas no sentido nordeste - sudoeste favorecem a ventilação
cruzada, promovendo renovação constante do ar no interior das áreas
de permanência prolongada.
O
desnível da rua Pacífico Mascarenhas sugeriu a implantação semi-enterrada
dos espaços de caráter semipúblico, com acesso independente, sobre os
quais se desenvolve a praça, liberando a torre para abrigar apenas os
espaços de caráter privado e semiprivado. Resultou-se numa torre cuja
altura e conformação estabelece relação de vizinhança que preserva visadas,
iluminação, insolação e ventilação.
Estas
estratégias que setorizam os espaços públicos e privados associam-se
ao propósito de gerar micro-clima adequado para as plataformas de trabalho.
Um pórtico múltiplo agrupa circulações verticais e horizontais, instalações
sanitárias e copas, racionalizando prumadas, cabeamentos e instalações
especiais contidas em shaft’s com manutenção externa. Este pórtico múltiplo,
conectado às plataformas de trabalho, favorece iluminação e ventilação
diretas e produz imagem individualizada na cena urbana, desejável para
o caráter da sede do CRM.
Setorização
funcional
A
setorização decorreu do programa de necessidades, organizando áreas
funcionais distintas que configuram a sede em dois blocos, o primeiro
alocado no subsolo, abriga com acesso independente o Centro de Convenções,
salas de debate (para as atividades de uso semipúblico) e estacionamento,
e o segundo que agrupa as áreas do Conselho de uso restrito e áreas
com acesso do público externo, caracterizando a torre. Este arranjo
permite autonomia para os locais de maior afluência de público não necessariamente
vinculado ao Conselho, como auditório, salas de debate e foyer-galeria
de arte, que, desta forma, podem funcionar concomitantemente em qualquer
horário, sem comprometimento da segurança e das atividades intrínsecas
ao Conselho.
A
posição semi-enterrada do(s) auditório(s) e salas de debate favorece
acesso independente e em nível pela rua Pacífico Mascarenhas. Estes
se conectam pelo foyer-galeria, de onde também se tem acesso ao elevador
para o público externo da cafeteria. Nos dois níveis inferiores a este
são agrupadas as atividades de apoio ao Centro de Convenções, serviços
gerais, carga e descarga de mercadorias e parte do estacionamento num
primeiro subsolo e, num segundo subsolo, são disponibilizadas as vagas
restantes demandadas. O acesso aos subsolos se dá pela rua Professor
Otaviano de Almeida, considerando-se que o menor afluxo de automóveis
minimiza eventuais conflitos de trânsito.
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Corte
perspectivado |
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No
nível da praça pública, o grande hall de entrada do pavimento térreo
conecta por meio de rampa interna e com controle de acesso, o foyer-galeria
do Centro de Convenções, no pavimento inferior. O acesso aos pavimentos
superiores, na torre, se dá por meio de escadas em cada extremidade
do pórtico múltiplo, uma das quais à prova de fumaça e três elevadores
que garantem, com eficiência e dentro das normas de segurança, a acessibilidade
universal.
Na
torre, o dimensionamento dos pavimentos, descontados os núcleos de serviços
e instalações, bem como circulações verticais e horizontais instalados
no pórtico múltiplo, foi definido de modo a atender a demanda programática
das áreas do Conselho de uso restrito e as áreas com acesso de público
externo. Os primeiros níveis agrupam as áreas com acesso de público
externo e os níveis superiores agrupam as áreas de uso restrito. Esta
organização em níveis considerou o inter-relacionamento entre os setores
e a hierarquia do programa, possibilitando uma verticalização inversamente
proporcional à demanda populacional do prédio, desafogando o fluxo das
pessoas nos andares superiores e minimizando os custos de manutenção
da edificação.
A
área de convivência – cafeteria foi destacada estrategicamente
entre o nível do grande hall de entrada e as plataformas de trabalho
de modo a atender, internamente, aos usuários do Conselho e, com total
independência, ao público externo, acessado por meio de elevador exclusivo
a partir do Centro de Convenções. Operações de carga e descarga de mercadorias,
bem como acesso de funcionários, acontece por meio de elevador exclusivo
instalado na bomba da caixa de escada não enclausurada. Cuidou-se para
que os usuários da cafeteria pudessem desfrutar do visual da praça pública
e da paisagem circundante, sem interferência de público externo.
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Praça
Grupo Galpão |
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Instalações
especiais
Elétrica
convencional e de emergência, cabeamento estruturado para lógica, telefonia,
circuito fechado de tv, antena para tv a cabo e convencional, sistema
de som, sistema de segurança:
O
shaft que abriga as instalações elétricas e de telecomunicações situa-se
contíguo à caixa de escada não enclausurada, no pórtico múltiplo, permitindo
acesso direto para manutenção. No entreforro do pórtico múltiplo, na
área destinada à circulação horizontal, exterior à plataforma de trabalho,
eletrocalhas embutidas favorecem a distribuição das instalações. Esta
estratégia favorece a aplicação das instalações especiais, bem como
a logística da sua execução, facilitando a expansão dos sistemas e a
manutenção externa, sem interferência das atividades que ocorrem nas
plataformas de trabalho.
Substação
e gerador foram instalados no nível do primeiro subsolo. Situada abaixo
da escada de acesso à praça, esta galeria técnica tem acesso independente
e ventilação natural por meio dos espelhos vazados.
Pavimento
técnico
Na
cobertura do pórtico múltiplo foi criado um pavimento técnico dimensionado
de forma a abrigar a casa de máquinas dos elevadores, os reservatórios
superiores e barriletes, e as unidades de resfriamento do ar condicionado.
Duas câmaras autônomas para reservatório de água superior atendem à
demanda de consumo bem como reserva de incêndio. Todo o sistema de coleta
pluvial se desenvolverá em calhas, cujas prumadas, no perímetro externo,
convergem para outro reservatório, também no segundo subsolo. Esta água,
bem como parte do obtido com o bombeamento do subsolo, recursos usualmente
desperdiçados, após filtragem, serão conduzidas a um reservatório superior
exclusivo, contíguo aos demais, de onde partirão redes independentes
para descarga, faxina e irrigação. Este reaproveitamento é mais uma
das características da sustentabilidade desta edificação.
Proteção
contra incêndio
Para
melhor eficiência no escoamento adotamos duas caixas de escada em cada
extremidade do pórtico múltiplo, atendendo às normas de segurança. A
caixa de escada situada na esquina da Rua Pacífico Mascarenhas com Prof.
Otaviano Almeida é a prova de fumaça, com vazão no centro de convenções
e acesso direto e em nível com a rua Prof. Otaviano de Almeida.
Instalação
hidráulica, sanitária, coleta e uso de água pluvial
Buscou-se
fundamentalmente separar a área seca da área molhada como forma de evitar,
com eficiência e sem a demanda de tecnologia, os problemas usuais. Desta
forma toda a área molhada – instalações sanitárias, copas – situa-se
na borda externa do pórtico múltiplo, na elevação voltada para a rua
Professor Otaviano Almeida, concentrando e otimizando o uso dos shaft’s
na execução e garantindo a qualidade da obra na medida em que possibilita
a revisão criteriosa do sistema. Quanto à manutenção, esta solução permite
que seja feita externamente, evitando prejuízos das atividades da instituição
e preservando também a segurança dos usuários do prédio. Na medida em
que as instalações das copas e sanitários são abrigadas por shaft`s
vedados interiormente por painéis hidráulicos de gesso acartonado e
externamente por placas de alumínio composto, e que as peças sanitárias
estão de costas para os shatf’s, permite-se a utilização de tubos hidráulicos
flexíveis. Esta opção racionaliza significativamente os custos, elimina
caixas sifonadas e embute registros que não demandam acessórios de acabamento.
Por fim, o piso flutuante contribui para flexibilizar a locação das
peças sanitárias, permitindo rearranjos ou novas inserções sem demanda
de re-serviço e sem gerar entulho.
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Entrada
do Foyer |
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Sistema
estrutural
Para
o caso da torre laminar, o núcleo estrutural caracterizado pelo pórtico
múltiplo é estabilizado pelas caixas de escada alocadas na sua extremidade
e pelas caixas de concreto que contêm as cabines dos elevadores, determinando
o seu contraventamento. As circulações horizontais deste conjunto são
geradas por lajes planas de 10 cm de espessura.
Para
o caso das plataformas de trabalho, lajes lisas protendidas (espessura
25cm), com cordoalhas engraxadas, propiciam pavimentos sem vigas que,
com a mesma eficiência e volume de concreto de lajes nervuradas, economizam
fôrma e garantem flexibilidade interna, isolamento acústico, bem como
melhor compatibilização da moldagem in loco com o uso de sistemas de
vedação a seco. Considerada “protensão leve”, desenvolvida para uso
em edifícios, é tecnologia já totalmente dominada, com total nacionalização
na produção de componentes. A vantagem decorre da execução rápida e
econômica, além de permitir grandes vãos com pouca altura, onde o funcionamento
da estrutura é favorecido pela utilização de um concreto que trabalha
com nível mais baixo de tensão em relação ao concreto armado. São apoiadas
no pórtico múltiplo da fachada sudoeste e na linha de pilares de Ø 50
cm da fachada nordeste, com espaçamento axial de 4,75 m e prosseguimento
em balanço de 4,0 m.
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Para
o caso do subsolo, cuidou-se para que as contenções do primeiro e segundo
subsolo, na divisa com as ruas Professor Otaviano de Almeida e Pacífico
Mascarenhas fossem executadas com recuos significativos em relação à
divisa do terreno, como forma de distanciar as operações de remoção
de terra dos limites com a via pública. Esta estratégia facilita o processo
construtivo, evitando comprometer o rendimento da obra e gera área para
percolação de água pluvial, atendendo com folga os limites da taxa de
permeabilidade impostos pela Legislação Urbanística. Lajes planas protendidas
nas garagens, com capitel em alguns pilares e vigas chatas (conceito
de band-slab, americano) em outros, possibilita espaçamento maior entre
estes, gerando acessos fluidos e reduz, entre pisos, a altura dos pavimentos.
A busca desta redução foi determinante para evitar o rebaixamento excessivo
do subsolo, nivelando a cota inferior do segundo subsolo - 93,2 – com
o nível d’água na situação crítica, definido nos relatórios de sondagem.
Para
o caso da cobertura dos auditórios, o piso da praça, laje nervurada
protendida - com 60 cm de altura e espaçamento entre eixos de vigas
de 55 cm - impermeabilizadas na face superior e, na face inferior, tratada
pelo forro acústico, liberam totalmente os vãos dos auditórios acoplados,
favorecendo as condições ideais de visualização.
A
malha estrutural proposta atendeu plenamente às demandas do programa
de necessidades, com viabilidade técnica e econômica, gerando vagas
facilmente acessíveis, conforme descrito anteriormente e, principalmente,
evitando qualquer tipo de transição tanto para os pavimentos mais adensados,
enterrados e semi-enterrados, quanto para a torre laminar.
As
condições destes sistemas estruturais levam em conta as seguintes normas:
- Aço para concreto
armado - CA 50S e CA60
- Aço para concreto
protendido – CP 190 RB, com bainha de PEAD, extrudada e plastificada.
- NBR 6118:2003
– Projeto de estruturas de concreto – Procedimento.
- NBR 6120:1980
– Cargas para cálculo de estruturas de edificações – Procedimento.
- NBR 6122:1996
– Projeto e execução de fundações – Procedimento.
- NBR 6123:1988
– Forças devidas ao vento em edificações – Procedimento.
- NBR 8681:2003
– Ações e segurança nas estruturas – Procedimento.
- ACI 318-1995
– Building Code requirements for structural concrete.
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Implantação |
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Flexibilidade
As
plataformas de trabalho na torre laminar ganham flexibilidade a partir
da opção estrutural por lajes protendidas apoiadas na linha de pilares
cilíndricos, recuada na fachada nordeste, e no pórtico múltiplo, na
fachada sudoeste. Livres de intervenções estruturais, as áreas internas
das plataformas de trabalho, divididas por painéis termo acústicos removíveis,
podem ser remanejadas sem nenhuma demanda de intervenção arquitetônica.
A paginação de pontos elétricos, telefonia e lógica também ganham flexibilidade
com o uso de piso flutuante que abriga, no entrepiso, todas as instalações,
dutos e cabeamentos.
As
áreas de apoio (copas, depósitos de material de limpeza e instalações
sanitárias), situadas ao longo do eixo longitudinal do pórtico múltiplo,
são separadas das áreas de trabalho pela circulação horizontal. Estas
áreas variam em cada pavimento em função de demandas específicas, com
exceção das instalações sanitárias e copas, situadas sempre na mesma
prumada a fim de evitar transições que comprometeriam a eficiência técnica,
dificultariam a manutenção e onerariam os custos.
Imagem
arquitetônica
A
face voltada para a Rua Professor Otaviano de Almeida –sudoeste- configurada
pelo porticado múltiplo, alterna dois materiais diferenciados na vedação
dos módulos. Alguns são vedados com vidro temperado rayban, resgatando
iluminação direta para o interior dos ambientes e descortinando, com
reservas, alguns momentos do interior do prédio. Outros módulos, em
maioria, são vedados por painéis de Alumínio Natural Escovado composto
(acm), alguns dos quais são removíveis, possibilitando acesso externo
aos shaft’s, facilitando a manutenção das instalações sem comprometimento
do funcionamento das atividades.
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Vista
sudeste |
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Por
fim, alguns módulos são mantidos totalmente abertos, particularmente
na cobertura, onde se desenvolve o pavimento técnico e no intervalo
entre o nível da cafeteria o primeiro nível das plataformas de trabalho.
Uma rampa de entrada, no nível térreo, marca um portal de sete metros
de altura que confirma a permeabilidade da estrutura e dá ênfase ao
caráter convidativo dos espaços abertos. Este tratamento de cheios e
vazios, de grande simplicidade construtiva, com painéis de modulação
aparentemente aleatórios e solidários com efeitos de iluminação noturna
e diurna, produz surpreendente e inusitado efeito gráfico na elevação
sudoeste do edifício.
A
face voltada para a Avenida dos Andradas – nordeste –, de maior
visibilidade à distância na cena urbana, configura uma caixa de vidro
que abriga as plataformas de trabalho, cafeteria e hall de entrada,
acoplada ao pórtico múltiplo e apoiada em longos pilares de seção circular,
revestidos em placas brilhantes de cobre. A opção pela caixa de vidro
decorre da idéia de conferir visibilidade e transparência. Internamente,
resgata a paisagem definitiva a partir da av. dos Andradas nas áreas
de trabalho e espaços de convivência. Para o caso do hall de entrada,
descortina a vista da praça. Externamente, a transparência revela cenas
do interior sem prejuízo da privacidade, considerando-se as grandes
distâncias entre a caixa e a paisagem circundante. Por fim, a torre
de vidro maximiza a utilização da iluminação natural e do resgate da
insolação nordeste, cujos brises horizontais de vidro laminado jateado
e cuidadosamente calculados, controlam a incidência solar.
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Corte
AA |
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A
face voltada para a rua Pacífico Mascarenhas – noroeste –, revela
parte do pórtico múltiplo com seus painéis de vedação e a lateral da
caixa de vidro que preserva a transparência, resgata vistas e cujos
brises horizontais de vidro laminado jateado controlam a incidência
do sol da tarde. Destaca-se grande escadaria, com espelhos vazados que
deixam passar água pluvial em direção à terra natural e resgatam ventilação
natural nas salas de debate. Ainda na escadaria, grandes elipses de
onde emergem árvores da espécie Pau Ferro, cuidadosamente iluminadas,
anunciam a existência do espaço público de acolhimento dos cidadãos.
A
praça pública desenvolve-se em plano inclinado que favorece as condições
de visibilidade dos auditórios e conforma arquibancada de teatro, gerando
espaço público dinâmico, complementado por bancos de concreto revestidos
com réguas de madeira ipê. O piso da praça é paginado por filetes de
grama e placas de concreto e contém, ao centro, duas grandes elipses
envoltas em vidro que resgatam iluminação e ventilação natural no Centro
de Conferência.
Princípios
de sustentabilidade
Reduzir
ao máximo o dispêndio de energia e custos de manutenção significou a
adoção de estratégias de implantação, definição da geometria da edificação,
arranjos internos e especificação de materiais de revestimento externo
e interno que garantissem a máxima eficiência de recursos passivos de
iluminação e ventilação, bem como re-utilização de recursos hídricos.
A implantação maximiza o aproveitamento da orientação nordeste. Esta
elevação, revestida em vidro rayban e protegida por brises de vidro
laminado jataeado horizontais de 12 mm, recebe ventilação a partir do
Vale do Arrudas e iluminação natural nas plataformas de trabalho. Nas
elevações sudeste e noroeste, adota-se a mesma estratégia de resgate
de iluminação e ventilação natural. Na elevação sudoeste, aberturas
no pórtico múltiplo resgatam luz natural em todo o eixo longitudinal
que caracteriza a circulação horizontal dos pavimentos.
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Corte
BB |
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Nestas
aberturas, esquadrias de abrir tipo máximo ar possibilitam a saída de
toda a ventilação incidente nas esquadrias de correr da elevação nordeste,
promovendo desejável renovação do ar a partir do controle da ventilação
cruzada nas plataformas de trabalho. Para não comprometer a eficiência
desta estratégia, as divisórias removíveis das plataformas, quando não
são panorâmicas, serão encimadas por vidro venezianado que não obstruem
a iluminação e a aeração. Esta renovação constante do ar evitará, na
maior parte do tempo, a necessidade de utilização de recursos ativos
(aparelhos de ar condicionado). Ainda na elevação sudoeste, instalações
sanitárias e copas, instaladas na borda do pórtico múltiplo, também
são iluminadas e ventiladas naturalmente. Os brises aplicados externamente
nas elevações são recuados 20 cm das esquadrias a fim de criar uma corrente
de ventilação que dissipa parte do calor incidente.
Na
praça, cuidadoso paisagismo confere microclima agradável ao espaço de
socialização proposto, controlando os efeitos da radiação solar e proporcionando
desejável sombreamento e ambiência agradável. Algumas aberturas em forma
de elipse são propostas com o objetivo de resgatar luz natural para
o pavimento inferior, na área de convivência do centro de convenções,
gerando agradável ambiência ao espaço internos e também promovendo renovação
do ar.
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Corte
CC |
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Ficha
técnica
Autores
Arquitetos Maria Josefina Vasconcelos (Jô Vasconcelos) e Sérgio Ricardo
Palhares
Colaboradores
Acadêmicos Antônio do Prado Valladares de Andrade – FUMEC (modelo eletrônico),
Lucas Leite – FUMEC (desenhos técnicos), Tiago Castelo Branco Lourenço
– FUMEC (maquete) e Lucas barbi – FUMEC (mídia digital); Arquitetos
Ana Carolina Duarte Queiroz (desenhos técnicos) e Felipe dos Santos
Coutinho (rendering e animação)
Consultores
Engenheiros Hélio Pereira Chumbinho – Misa Engenharia (estruturas),
Cristina Bráulio (instalações), Pérides Silva e Sandra Botrel Silva
(conforto termo-acústico) e João Gerônimo (orçamentos)
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Planta
do 2° subsolo |
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| Planta
do 1° subsolo |
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| Planta
do hall |
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| Planta
nível do Centro de Convenções |
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| Planta
nível do Restaurante |
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Plantas
das plataformas de trabalho |
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