2º
lugar (aex equo): Gustavo Pena
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externa |
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A
proposta conceitual
Conhecemos
o outro por suas atitudes. O amigo, o líder, o profissional, a família,
uma instituição, até mesmo as cidades têm seu jeito, fazem gestos.
A
arquitetura tem a missão de compreender o espírito dessas relações e
materializá-las no objeto edificado.
Por
isso, escolhemos para a sede do Conselho Regional de Medicina, um grande
gesto curvo, único e côncavo.
O
sentido de Unidade posicionado para receber e acolher.
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Numa
sociedade dispersa, atomizada, fragmentada, o CRM precisa ter a imagem
coesa, em sua forma e na sua ação.
A
forma nasceu do posicionamento ideológico, comprometido com os princípios
de valorização da medicina e de defesa da dignidade profissional. Por
isso, não é gratuita, não é prévia, não é repetição de modelos, é forte,
original e corajosa.
Mas
é também, sobretudo gentil, atenciosa e humana nas suas curvas que se
abrem para a cidade e para o mundo, e na escala de seus ambientes.
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Vista
externa |
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Suas
funções, várias, como no corpo humano, foram arranjadas num único organismo.
O Homem, razão de ser tudo, é a medida sensível de nossa intenção e
de todas as dimensões. A forma fala de afeto e cidadania.
Afinal,
“Qualquer amor já é saúde, um descanso na loucura”, como nos ensina
o médico-escritor Guimarães Rosa.
As
ondas de brises-soleil que fazem a soma das partes, são tanto controladoras
da incidência do sol e de calor, quanto construtoras das visadas para
o Bairro de Santa Tereza e o Vale do Arrudas.
Lá
fora as sombras, o claro-escuro, dentro o ar e a luz ocupam o grande
pé-direito, o espaço interior. Sempre a transparência.
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Vista
interna |
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Permanece
a atmosfera do fazer coletivo sem separações: cooperação, companheirismo,
solidariedade.
As
grandes áreas de função ficaram assim divididas:
Pela
rua Pacífico Mascarenhas temos a grande entrada, acesso principal.
Ele
atende principalmente, ao Centro de Convenções, independente do conjunto
que se distribui em dois níveis por ambientes altos, largos com generosos
jardins.
Ali,
o embarque e desembarque é amplo e coberto, facilitado para idosos e
deficientes físicos. Os Auditórios poderão funcionar separadamente ou
integrados através de divisórias acústicas articuladas deslizantes que
se deslocam em trilho e são conduzidas até a sua posição final para
serem recolhidas. Além disso os auditórios também poderão se abrir totalmente
para o foyer, ampliando a área útil de público.
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| Corte |
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As
atividades operacionais típicas do Conselho Regional, articuladas pela
Rua Professor Otaviano de Almeida, ficaram distribuídas em 5 Pavimentos
Tipo, que, dispostos em L, permitem facilidade de redistribuições e
alterações de uso, sem as perdas de área para a circulação.
As
divisórias de vidro e os painéis baixos nos deixam perceber a dinâmica
do conjunto através de sua transparência. O mobiliário modulado permite
uma flexibilidade de arranjos, criando uma liberdade na criação dos
lay-outs.
Nada
é estanque, nada é solitário.
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Planta
2º Subsolo
CV – Circulação Vertical
Z1 – Estacionamento |
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Os
fluxos, no entanto, acontecem ora nitidamente setorizados, ora interdependentes
atendendo às variadas demandas funcionais.
No
subsolo, as Garagens, as Áreas de apoio, Geradores, Subestação, Equipamentos,
Arquivo e Depósitos. Todas as operações de serviço assim dispostas evitam
conflitos com os fluxos de usuários.
Para
a composição do nosso sistema buscamos elementos estruturais que permitam,
a um só tempo, simplicidade de execução, leveza e economia, garantindo
a plasticidade do projeto arquitetônico.
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Planta
1º Subsolo
CV – Circulação Vertical
K – Serviços Gerais
X7 – Vestiário Funcionários Cafeteria
Z1 – Estacionamento
Z2 – Zeladoria
Z3 – Manutenção
Z5 – Vestiário
Z4 – Motorista
Z6 – Copa
Z7 – Arquivo Morto
Z8 – Despejo
Z9 – Subestação
Z10 – Lixo |
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Guardamos
para o final, um gesto simbólico, síntese dos atributos humanos e humanísticos
de que se constitui nossa proposta, é a inclusão de um ipê branco, árvore
símbolo do Brasil como exemplar magnífico da flora de nossa terra, plantado
no ponto gerador das linhas de curvaturas que constroem a nossa idéia.
É
um compromisso, uma denúncia e uma convocação de luta pelo Homem e pela
Natureza, comum aos médicos e aos arquitetos.
A
solução estrutural
Basicamente,
a solução estrutural prevista será em lajes nervuradas, planas, apoiadas
diretamente sobre pilares de concreto armado.
A
utilização da laje nervurada permite um espaçamento maior entre pilares,
simplificando a execução da estrutura e reduzindo o número de pontos
de fundação. O uso de formas recuperáveis propicia maior velocidade
de execução da estrutura em relação aos sistemas convencionais com formas
de madeira.
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Planta
1º Pavimento
CV – Circulação Vertical
Y1 – Portaria
Y2 – Foyer
Y3 – Auditório
Y4 – Camarins e Palco
Y6 – Administração Centro de Convenções
Y7 – Depósito Centro de Convenções
Y8 – Instalações Sanitárias |
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O
arranjo estrutural prevê ainda 03 paredes em concreto armado, nas extremidades
da edificação, compondo a fachada e trabalhando, juntamente com a caixa
de escada e elevadores, a resistência às ações do vento.
O
travamento dos pilares em cada nível será realizado pela laje, que funciona,
em seu plano, como um diafragma rígido, dispensando o uso de vigas e
dando maior plasticidade ao pavimento.
A
transição dos pilares sobre o auditório será feita com vigas metálicas
protendidas, com mesa colaborante em concreto armado, formando uma grelha
metálica sob o teto do auditório. Os pilares em concreto nascem sobre
a grelha e se desenvolvem até a cobertura. A protensão das vigas metálicas
tem o objetivo de garantir o controle dos deslocamentos e preservar
o pé direito livre do auditório.
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Planta
2º Pavimento
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
L – Manutenção
N – Recepção
Y8 – Instalações Sanitárias
X – Cafeteria
Y5 – Salas de Debates |
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As
contenções no 1º e 2º subsolos serão em cortinas de concreto armado,
apoiadas nas vigas de fundação e nas lajes de cada pavimento.
Os
brises serão estruturados através de uma malha escalonada em tubos de
aço de seção circular de 5 polegadas contando com uma estrutura auxiliar
horizontal composta por perfis de alumínio de 30x30 mm. O fechamento
desta malha será feito através de placas cimentícias leves, com baixa
densidade, permitindo a vedação com excelente acabamento.
A
ventilação natural e o condicionamento de ar
A
forma escalonada, além de integrar os espaços, é que mais contribui
para termos um edifício bioclimático, construção mais simples e barata,
menos manutenção, gerando uma solução ecologicamente amigável, que aliás
segue a tendência internacional dos “edifícios verdes”.
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Planta
3º Pavimento
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
H – Administração
I – Contabilidade
J – CPD
L – Manutenção
O – Registro de Pessoa Física
P – Registro de Pessoa Jurídica
T – Tesouraria
U – Pessoal
V – Instalações Sanitárias |
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Os
brises protegem o grande hall da incidência direta do sol, permitindo
somente entrada de luz. É o pulmão do edifício, pois funciona como uma
grande coifa, que permite convecção e correntes de ar interno, garantindo
conforto térmico.
Sendo
assim, o uso do ar condicionado se restringe aos Auditórios e aos ambientes
privativos nos quais eventualmente se fizer necessário. Neste caso o
sistema de condicionamento de ar será de água gelada, com chillers
a ar (situados no subsolo) e climatizadores tipo fan coil.
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Planta
4º Pavimento
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
E – Jurídico
F – Fiscalização
G – Delegacias Regionais
Q – Secretaria de Processos
L – Manutenção
V – Instalações Sanitárias |
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Nos
Auditórios poder-se-á optar pelo insuflamento de ar pelo piso, com retorno
do mesmo pelo teto (rebaixamento do forro), conduzido através de shafts
às respectivas casas de máquinas (localizadas no subsolo).
Já
no CPD, onde o sistema deve ser autônomo, o condicionamento de ar será
feito por Split, tendo reservado um espaço para a unidade condensadora.
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Planta
5º Pavimento
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
L – Manutenção
R – Audiências
S – Centro de Documentação
V – Instalações Sanitárias |
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Ficha
técnica
Autor
Gustavo Penna
Equipe
de Arquitetos
Juliana Couri, Laura Penna, Laura Caram, Norberto Bambozzi e Tereza
Penna de Siqueira
Estagiários
André Almeida Magalhães, Letícia de Paula Carneiro e Renato Melo
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Planta
6º Pavimento
C – Plenários
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
D – Câmaras
L – Manutenção
V – Instalações Sanitárias |
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Consultoria
Sistema Estrutural
Raul Neuenschwander
Consultoria
Ar Condicionado
Francisco José Simões Pimenta
Consultoria
Distribuição Layout
Robson Siqueira Silva
Programação
Visual
Designlândia
Maquete
Física
Hélio José Maciel de Oliveira
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Planta
7º Pavimento
A – Diretoria
B – Conselheiros
CH – Circulação Horizontal
CV – Circulação Vertical
V – Instalações Sanitárias |
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