| Circo
Voador do Rio de Janeiro
DDG Arquitetura
Arquitetos Celio
Diniz, Eduardo Canellas, Eduardo Dezouzart e Tiago Gualda
Projeto 1º
colocado em concurso público em 2001
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Detalhe
do letreiro |
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Histórico
O
Circo Voador, importante equipamento cultural carioca e berço de importantes
bandas do cenário nacional desde o início da década de 80, teve seu
fechamento decretado em 1996 pela prefeitura da cidade. Em meados de
2001, após a estruturação do movimento em prol da reabertura do Circo,
a prefeitura lançou concurso nacional de projetos de arquitetura para
sua construção no mesmo local, na área da Lapa, mas com o terreno diminuído.
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Acesso
principal |
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Conceito
A
proposta do novo Circo Voador é baseada na criação de formas e espaços
dinâmicos com forte identidade sem, no entanto, abandonar o despojamento
característico do Circo original. Ainda como premissa mantida no novo
projeto, a permeabilidade dos espaços foi buscada a todo instante enaltecendo
o movimento das pessoas pelas rampas, jardins e varanda. As edificações
descolam-se do solo gerando uma planta geral versátil. Os espaços internos
se confundem com os externos reiterando o caráter democrático do novo
Circo.
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Nave
principal |
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Contexto
urbano
A
Lapa, área periférica do centro da cidade, adjacente ao bairro de Santa
Teresa e de relevante importância na cultura e história cariocas, é
hoje uma importante área de preservação do patrimônio cultural e arquitetônico
e, ao mesmo tempo, uma área de crescente revitalização e reconversão
de edificações, antes residenciais, que agora abrigam atividades culturais
diversas.
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Arcos
da Lapa |
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Inserido
neste contexto, o terreno do Circo sofre especial interferência do antigo
aqueduto da cidade, hoje conhecido como “Arcos da Lapa” e funcionando
como ponte do bonde de Santa Teresa. Sua imponente presença, aliada
à situação paisagística preexistente, foi determinante no projeto e
sua implantação.
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Vista
geral |
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Implantação
Optamos
por trabalhar a Nave Principal, edificação de maior volume, com uma
forma esférica simples, uma lona de PVC, que “nasce” por entre as palmeiras,
de altura inferior ao próprio aqueduto antigo, transformando-o em pórtico
de entrada de todo o complexo. Desta forma, os Arcos da Lapa têm sua
importância respeitada ao mesmo tempo que se integram ao Circo Voador
harmoniosamente.
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Administração |
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A
proposta é orientada por um gesto dinâmico de ocupação do terreno. Isto
é possível graças à utilização de um sistema que organiza os elementos
do projeto em torno de um vórtice, distribuíndo-os pela periferia do
terreno. As edificações estão em meio a um turbilhão, gerado pela instabilidade
da Nave Principal. O grande eixo de palmeiras existentes articula as
duas principais áreas do terreno, entrecortado transversalmente por
diversos caminhos rasgados por entre jardins. Luz e sombras projetadas
pelo sol definem espaços e sensações.
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Administração |
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O
novo Circo deve funcionar com diferentes horários e escalas de acesso
de público. O público noturno chega através do Largo da Lapa tendo uma
visão parcial do conjunto, emoldurada pelos arcos do antigo aqueduto.
Após a transposição deste portal, ocorre a apreensão dos espaços, a
visada da grande lona iluminada, a identificação do cenário e atores.
O público diurno utiliza um acesso de escala reduzida para atividades
de menor porte, localizado na rua projetada, fruindo de uma agradável
e lúdica perspectiva dos jardins de flores vermelhas e alameda das palmeiras
com os Arcos ao fundo.
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Administração |
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Acústica
O
tratamento acústico, inteiramente baseado nas normas ABNT 10.151 e ABNT-NB-10.152/1987,
foi determinante no desenvolvimento do projeto. A primeira atitude foi
direcionar o palco, antigamente voltado para a direção de Santa Teresa,
para os Arcos da Lapa.
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Platéia
e palco |
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Para
diminuir os índices de emissão sonora do Circo, a pele de PVC que cobre
a Nave Principal recebeu sob si outras camadas de lona com lã mineral
tubular e plana, formando uma membrana com espessura média de 20 cm
e peso de 20 Kg/m², que isola o som tanto de dentro para fora como no
sentido inverso, garantindo qualidade acústica no interior da nave para
música eletroacústica e acústica.
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Platéia |
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Para
evitar a propagação do som através da abertura para ventilação acima
do palco, foi criado um sistema composto por várias placas dispostas
lado a lado, que absorvem as ondas sonoras, impedindo a passagem de
ruído.
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Jardins |
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Ficha
técnica
Escritório
responsável
DDG Arquitetura
Arquitetos
Celio Diniz, Eduardo Canellas, Eduardo Dezouzart e Tiago Gualda
Estagiárias
Carolina Baltar e Gabriela Rios
Obra
Circo Voador
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Circo
voador. Perspectiva aérea |
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Local
Área da Lapa, Rio de Janeiro / RJ
Data
do projeto
2001
Data
da conclusão da obra
2004
Área
do terreno
2598 m²
Área
construída
1143 m²
Arquitetura
e interiores
DDG Arquitetura
Execução
da obra
EBTE Engenharia
Acústica
Fernando Alvim Richard
Ar
condicionado
Ambient-air
Conforto
Ambiental
Michael Laar
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Circo
voador. Perspectivas |
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Estrutura
Conplan Engenharia
JC Filizola Engenharia
Instalações
Projetos Integrados
Prime Engenharia e Consultoria
Hime Consultoria e Projeto
Luminotécnica
Peter Gasper Associados
Paisagismo
DDG Arquitetura
Programação
Visual
Plano B Design
Tenso-estrutura
STM Engenharia
Fotografias
DDG Arquitetura
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Circo
voador. Situação |
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Circo
voador. Térreo |
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Circo
voador. 1º Pavimento |
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Circo
voador. Fachadas |
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Circo
voador. Cortes |
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