| Núcleo
eco-arqueológico urbano na Grota do Bexiga, São Paulo
Arquiteto Newton Massafumi Yamato / São Paulo SP
 |
Plano
Erechim 100. Perspectiva geral |
| |
Processos
urbanos e naturais
Ilhas
de Calor e Enchentes são e estão entre os maiores problemas ambientais
causados pelo intenso processo de urbanização, característico
da cidade de São Paulo e das grandes cidades na atualidade.
A
intensa impermeabilização do solo urbano, provoca significativas
alterações nas dinâmicas climática e hidrológica, e conseqüentemente,
nos processos naturais como:
- Aumento
do escoamento superficial em volume e velocidade, potencializando
a indução de enchentes
- Redução
do abastecimento do lençol freático
- Diminuição
da evaporação e da evapotranspiração, proporcionando umidade
do ar típica de deserto
- Aumento
da emissão de calor, provocando maiores temperaturas e convergência
do ar poluído para a região central
- Aumento
da ocorrência de problemas respiratórios
 |
A
Metrópole e as Ilhas de Calor (Fonte:Adaptado de Lombardo
M. A.) Medição: 13/12/1982 às 15h |
| |
As
grandes unidades ambientais da região metropolitana
Destacam-se,
na paisagem urbana, três grandes unidades que influenciam a ação
da natureza em maior escala: Serra da Cantareira, Várzeas dos
Rios Tietê e Pinheiros, Espigão Central.
O
espigão central como centralidade urbano-ambiental
- Estreito
patamar elevado que percorre 13 Km da região central da cidade.
- Interfere
na circulação do ar (ventos), na formação de chuvas e no arranjo
das ilhas de calor.
- Principal
divisor de águas dos Rios Tietê-Tamanduateí e Pinheiros, grande
indutor de enchentes nos vales que se dirigem a estes rios.
- Abriga
um significativo conjunto de anfiteatros de nascentes que favorecem
a presença de umidade e sustentação de densa arborização.
 |
Geomorfologia
do Sítio Urbano de São Paulo. Fonte: Adaptado de Ab´ Saber,
A.N. |
| |
Geomorfologia
do sítio urbano de São Paulo
Espigão
Central (800 – 820m)
Plataforma
interfluvial Tietê-Pinheiros. Ponto mais alto e resistente à erosão
da Bacia Sedimentar de São Paulo
Altas
Colinas e Espigões Secundários (750 – 795m)
Rebordos
do Espigão, esculpidos pela rede de drenagem e formando significativos
anfiteatros de nascentes e vales encaixados fechados
Terraços
fluviais de nível intermediário (745 – 750m)
Áreas
dotadas de uma tubularidade local marcante
Baixos
terraços fluviais dos vales do Pinheiros, Tietê e seus afluentes
principais (725 – 730 m)
Áreas
dotadas de tubularidade marcante originariamente livres das cheias
periódicas existentes antes da retificação do curso dos rios.
Planícies
Aluviais do Tietê-Pinheiros e seus afluentes (720 – 722m)
Espaços
que eram afetados pelas cheias anuais ou periódicas dos rios
O
caráter multiplicador da intervenção no grotão do bexiga: a recuperação
das nascentes
- A Grota
do Bexiga como modelo indutor da requalificação ambiental do
Espigão Central.
- A Bacia
Hidrográfica como Unidade de Gestão Ambiental.
- Inserção
da comunidade no processo de gestão do território.
- Melhoria
da qualidade ambiental urbana como resultado do efeito multiplicador
de pequenas intervenções requalificadoras.
Zoneamento
ambiental
A
proposta de zoneamento reflete o entendimento de como a natureza
se processa sobre a cidade. Baseou-se na leitura dos processos
naturais em seu desenvolvimento sobre o tecido urbano, onde estes
devem ser incentivados ou controlados.
 |
|
Zoneamento
ambiental |
| |
|
|
Buscou-se
a identificação dos espaços e das condições primordiais que a
“natureza” necessita na cidade para a ocorrência de seus processos
de funcionamento como: pluviosidade, escoamento superficial, infiltração-percolação-filtragem-armazenamento
da água, evaporação e evapotranspiração, emissividade de calor
e circulação do ar.
 |
Corte
transversal |
| |
Área
de intervenção direta I – Implantação do “Núcleo Eco Arqueológico
Urbano”
Arqueológico
no sentido da recuperação histórica da geomorfologia e da água
na relação com os assentamentos humanos
Implantação
de parque urbano com lagos de contenção e vegetação intensa.
As
desapropriações devem ser inseridas no “Programa de Revitalização
do Centro”, com oferta de moradias e pontos comerciais e de serviços.
Finalidade: Recuperação do canal de drenagem e nascentes, Refúgio
Ambiental, Moderador Climático, Retenção e Purificação de águas.
Área
de intervenção direta II – Desenvolvimento de um trabalho de gestão
da Bacia do Bexiga. Quadras e ruas lindeiras ao núcleo
Finalidade:
Contenção do escoamento superficial, retenção de águas e incentivo
à arborização de ruas e interior de quadras com baixa declividade.
Área
de intervenção indireta – Desenvolvimento de um trabalho de gestão
da Bacia do Bexiga. Quadras e ruas lindeiras às áreas de intervenção
direta II.
Finalidade:
Incentivo à infiltração, à retenção de águas excedentes e à arborização.
Núcleo
eco arqueológico urbano / Edifício “termômetro”
 |
|
Perspectiva
do edifício |
| |
|
|
O
núcleo, localizado no foco de um sensível sistema estrutural ambiental
da cidade de São Paulo (Espigão Central – Grotão do Bexiga), na
medida em que se implanta, cria um pólo difusor e desencadeador
de um processo de educação e requalificação ambiental.
O
edifício se desenvolverá dentro do conceito de sustentabilidade
e de economia de energia. Marco ambiental urbano, exercerá as
funções de monitoramento local, e centro de pesquisas, estudos
e informações ambientais integradas da cidade, aberto para a comunidade
em geral, através da difusão de dados climáticos, poluição (ar,
sonora, água, solo, sub solo), hidrológicos, circulação atmosférica,
entre outros.
Através
da escalada da torre, os visitantes poderão visualizar os diversos
estratos do contexto urbano metropolitano, e terão oportunidade
de acessar um adequado processo de educação ambiental interativo,
na medida em que são obtidas informações processadas no local.
 |
|
Perspectiva
do edifício no contexto urbano |
| |
|
|
A
interação com a realidade frente às informações técnicas processadas
e traduzidas para o entendimento do público, poderão se constituir
como um substancial indutor de transformações na postura sócio-ambiental
urbana, para as atuais e futuras gerações.
A
Passarela, integrada ao edifício, permite que se faça a transposição
do vale otimizando a conexão da trama urbana ao nível do pedestre,
ao mesmo tempo que se pode contemplar o parque proposto. É através
dela que se tem o primeiro contato com o núcleo como um todo.
Proporciona a utilização dos seus painéis como suporte para exposições
itinerantes, bem como informações de interesse da comunidade.
 |
|
Perspectiva
do edifício |
| |
|
|
A
exemplo destas intervenções, a cidade poderá abrigar espaços pontuais
que, munidos de novos significados para o usuário, através de
programas ambientais locais e regionais, complementem os equipamentos
públicos urbanos voltados para a formação da identidade e da sustentabilidade
das cidades e de sua comunidade.
 |
Corte
longitudinal |
| |
Ficha
técnica
Projeto
Núcleo Eco-Arqueológico Urbano
Inscrição
P GB 0450
Autor
Arquiteto Newton Massafumi Yamato (São Paulo SP)
Co-autores
Arquitetos Tânia Regina Parma e José Guilherme Schutzer
Colaboradores
Alexandre Takashi Fujita, Guilherme Werneck, Márcio Eiji Tanaka
e Paula Andréa Frasca
 |
|
Plantas |
| |
|
|
|