| Parque
da Lagoa Carapicuíba SP
[Katia Pestana, Claudio Diaféria e Reginaldo Forti
/ São Paulo SP]
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Parque
Linear |
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A
metrópole
A
Região Metropolitana de São Paulo é uma das maiores concentrações
urbanas do mundo, com mais de 18 milhões de habitantes, distribuídos
numa área de aproximadamente 8.000 km2. O intenso e desordenado
processo de urbanização dos municípios que integram a Metrópole
resultou na ocupação de áreas impróprias ao assentamento humano
e às atividades urbanas. Por conseguinte, porções significativas
do patrimônio natural metropolitano foram inexoravelmente comprometidas.
A
várzea do Tietê
A
ocupação das várzeas do Tietê, principal rio que corta a metrópole,
se insere nesse contexto. As grandes várzeas inundáveis, leitos
ou "bacias de inundação", atuam como reservatórios naturais
na regularização das enchentes em áreas localizadas a sua jusante.
Sem as várzeas alagadiças, as inundações tomam proporções alarmantes
na Região Metropolitana de São Paulo comprometendo seriamente
a função natural da várzea e a qualidade das águas do rio.
A
lagoa
A
lagoa de Carapicuíba é fruto desse processo predatório.
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Formação
da Lagoa de Carapicuíba. Aerofotos 1962, 1972, 2001 |
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A
intensa e descontrolada atividade de extração de areia junto aos
meandros do Tietê nessa região culminou com a inundação das cavas
quando da retificação do rio no início dos anos de 1970.
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Hidrografia |
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A
APA
Em
1987, a fim de reverter esse processo de degradação ambiental,
foi aprovada a lei que instituiu a APA Várzea do Rio Tietê, declarando
os territórios ao longo do curso do rio Tietê, no âmbito da região
metropolitana de São Paulo, como área de proteção ambiental. O
objetivo dessa medida legal é disciplinar a utilização dos recursos
naturais e o uso do solo, visando assegurar a sustentabilidade
ambiental.Seu recorte procura identificar as áreas parcialmente
desocupadas ao longo do rio, dividindo-as em duas porções: uma
a oeste e outra a leste da capital.
A
lagoa de Carapicuíba integra o território compreendido pela APA
Vetor Oeste e, seja por suas dimensões, seja pelo intenso e desordenado
processo de urbanização do seu entorno, é o núcleo dessa unidade
de conservação.
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APA
Vetor Oeste |
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O
parque linear
O
projeto para o parque da lagoa integra um meticuloso Diagnóstico
sócioambiental visando a recuperação da lagoa de Carapicuíba e
se insere no processo de retomada do rio Tietê para a metrópole.
As
diretrizes básicas desse projeto de intervenção recuperadora são:
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Ocupação
das bordas da Lagoa |
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Propor
o parque da lagoa como núcleo de um sistema de áreas livres que
se organizam ao longo do antigo leito do rio Tietê - eixo estruturador
do projeto - em sua maior parte desocupado.Esse sistema de áreas
livres comporá o que denominamos parque linear, uma área de aproximadamente
300 ha confinada entre o rio e a ferrovia entremeando a ocupação
existente. Tal sistema, aberto, poderá estender-se no sentido
leste-oeste, incorporando novas áreas. Assim, o projeto se apresenta
como uma idéia modelar podendo ter desdobramentos ao longo de
toda a APA.
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Esquemas
de implantação do Parque Linear |
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O
parque da lagoa
O
projeto parte de uma idéia básica: propor a recuperação ambiental
da lagoa de maneira a dotar o parque de infra estrutura que lhe
permita transformar-se num equipamento de porte metropolitano.
Uma nova conformação para a lagoa, visando a proteção de suas
margens, será o elemento balizador da ocupação do parque, possibilitando
um ganho de cerca de 40 ha de áreas livres.
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Esquemas
de implantação do Parque Linear |
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Ficha
Técnica
A
proposta apresentada foi elaborada a partir do Diagnóstico Sócio-Ambiental
da Lagoa de Carapicuíba, executado pela FESP e Instituto Ecoar,
por solicitação do DAEE, e teve coordenação geral de Reginaldo
Forti.
Projeto
Parque da Lagoa Carapicuíba – São Paulo
Inscrição
P DP 0365
Autora
Arquiteta Katia Bonfim Pestana, Cláudio Diaféria e Reginaldo
Forti (São Paulo SP)
Colaboradores
Mariana Corrêa Soares, Janaína Yamamoto, Vinícius Madazio
e Luciana Lopes |