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A Galeria Emma Thomas especialmente apresenta em sua última mostra de 2011, com abertura em 10 de novembro, dois artistas estrangeiros para exposições individuais: Agustina Nuñez vem da Argentina para mostrar seus trabalhos na exposição Don´t Walk. Já o espanhol Raul Diaz Reyes apresenta a Intimate Freaks.
Agustina Nuñez (Buenos Aires, 1980)
Apresentará séries de desenhos, serigrafias sobre vidro e papel e também uma série de serigrafias feitas em bronze. Além disso, fará um mural especialmente no espaço da Galeria Emma Thomas. Segundo a artista, parte desses trabalhos foi pensada exclusivamente para a exposição no Brasil.
Por meio do desenho, Nuñez quer alcançar uma variedade de colagens entre o real e o irreal, buscando o absurdo como metáfora. “Transgredindo os limites convencionais, meus desenhos apelam para a memória coletiva com imagens de um grotesco realismo. Meu trabalho é nutrido por uma mente quase infantil, tomando como principal característica a representação daquilo que permanecia oculto” – define a artista.
Raul Diaz Reyes (Madrid, 1977)
Por sua vez, mostra sua primeira individual no Brasil. Em Intimate Freaks ele apresentará uma série que leva o nome da mostra e também uma série inédita de retratos desenhados dos Papas, feitos com canetinha e aquarela.
Os trabalhos de Raul são híbridos e revelam um traço irônico. Em alguns momentos requerem a participação do espectador para ‘resolver’ as histórias contadas. O projeto se originou a partir de um arquivo fotográfico sobre “O Dia da Reencenação Histórica” na Califórnia. Nessa data, anualmente, as pessoas reconstroem batalhas históricas dos EUA, utilizando roupas de época, acessórios, cenários antigos, tanques, pistolas, cavalos, etc.
As imagens desse arquivo foram convertidas em desenho, incorporando elementos do próprio imaginário do artista, com influências da cultura underground americana, da "outside art", do simbolismo e da ficção científica (sci-fi). Neste trabalho, o artista almejava ir contra a tradição rígida da técnica da gravura, a fim de explorar livremente as áreas de desenho e também a repetição, sendo cada impressão, uma nova obra.
O título da exposição revela duas características do trabalho de Reyes: “‘freaks’ representa o imaginário da criação, o estranho. Já ‘intimate’ surgiu por conta da relação entre o espectador e a obra tal como quando se abre uma caixa para observar uma gravura após a outra ou a relação entre um leitor e o livro que está lendo.
O artista é premiado pela instituição Matadero Madrid, onde realizou uma edição de 50 gravuras em água forte, que sofreu intervenções de desenho, colagem e aquarela.
Galeria Emma Thomas
A Galeria Emma Thomas apareceu há cerca de cinco anos no mercado com novas propostas no cenário artístico nacional: apresentar trabalhos de jovens artistas, estimular a criação de um novo grupo de colecionadores e aproximar a produção de arte contemporânea do público em geral.
O primeiro endereço da galeria foi na tradicional Rua Augusta e em 2010 mudou-se para a Barra Funda em parceria com a galeria Baró, para um galpão com 1500 metros quadrados construído em 1957. A idéia de duas galerias tão distintas ocuparem o mesmo espaço veio do desejo de repensar o mercado de arte no Brasil e criar um espaço cultural democrático centrado em novas poéticas visuais.
Anualmente, a Emma Thomas promove cerca de sete exposições, além de diversos projetos, eventos e participação em feiras nacionais e internacionais.
Obra da argentina Agustina Nuñes na Galeria Emma Thomas [divulgação]
Obra do espanhol Raul Diaz Reyez na Galeria Emma Thomas [divulgação]