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Com peças inspiradas nos estado de exceção não declarados e sua presença na vida cotidiana, os artistas instauram suas críticas políticas nas obras apresentadas em “Estado do Sítio”
No próximo dia 11, das 13h às 18h, a galeria Choque Cultural apresenta a exposição “Estado do Sítio”, do coletivo BijaRi. Em tempos de ocupações e violência policial, a Choque abre as portas para o politizado Coletivo BijaRi discutir as questões que afetam nosso dia a dia e nosso futuro. Pela primeira vez, o BijaRi mostra o seu trabalho dentro de uma galeria, experimentando novas linguagens tecnológicas, como os inovadores mini mappings.
Na exposição “Estado do Sítio”, o BijaRi, conhecido pelos trabalhos de arte pública, intervenções urbanas e video mappings (técnica de vídeo projeção que expande as possibilidades do vídeo tradicional para a tridimensionalidade), transporta essas experiências para dentro da galeria, evidenciando o teor critico que carrega em suas obras. A mostra tem período expositivo de 11 de fevereiro a 31 de março na Choque Cultural.
Com 12 trabalhos na mostra “Estado do Sítio”, os artistas do BijaRi apresentam objetos, esculturas, instalações e video mappings que reorganizam artisticamente elementos da vida concreta, específica e privada que se encontra sitiada. A exposição foi organizada como uma cartografia para tempos de guerra. Essa cartografia constitui um território a partir do enfrentamento entre as estruturas de poder e a possibilidade de construção de alternativas transformadoras das formas de convivência.
Para compor a mostra, o BijaRi partiu de ações e vivências na cidade de São Paulo. “Percebemos a violência instaurada no cotidiano sendo consentida ao passo que se banaliza e criminaliza de formas resistentes. A exposição ‘Estado do Sitio’ aborda essa condição contemporânea a partir de instalações e objetos materializa a questão sobre os atuais tempos de guerra”, comenta Rodrigo Araujo, integrante do grupo.
A exposição “Estado do Sítio” ocupa os três andares da galeria Choque Cultural. No térreo o grupo apresenta a visão sobre as tensões existentes no espaço público que, para os artistas, estão prestes a explodir. Já no subsolo da galeria, os artistas instalam a “Ocupalândia” como território autônomo, uma forma de “barricada contemporânea” frente às organizações de vida atual. O andar superior apresenta dois video mappings no qual objetos e espaço são transformados pela imagem em vídeo.