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Exposição coletiva sobre arquitetura brasileira, com curadoria de Abílio Guerra, privilegia o entorno natural das obras, as sombras que as construções elevadas desenham no solo, a criação de espaços internos, de acordo com os preceitos do modernismo brasi

O Instituto Tomie Ohtake vem realizando exposições de arquitetura desde a sua fundação. As mais recentes foram a do mestre do Porto, Alvaro Siza (2008), e a dos japoneses Kazuyo Sejima e Ryue Nishizawa, do escritório Sanaa (2009), dupla vencedora do Prêmio Pritzker 2010.

Agora organiza uma rara exposição, por ser curatorial e coletiva, de Arquitetura Brasileira: Viver na Floresta.

A curadoria de Abílio Guerra privilegia o entorno natural das obras, as sombras que as construções elevadas desenham no solo, a criação de espaços internos, de acordo com a proposta e a ética modernista.

Sobre a exposição

Em 1934, Lúcio Costa projetou uma vila operária para a Siderúrgica Belgo-Mineira. A Vila Monlevade, não construída, almejava, ao mesmo tempo, os benefícios das conquistas recentes do urbanismo moderno, em especial a setorização de usos, e a manutenção do improviso, da irregularidade e da dispersão que caracterizam as cidades interioranas brasileiras.

Síntese entre elementos e valores aparentemente díspares – concreto e barro, telha de amianto e venezianas de madeira, pilotis e muxarabi, festança da roça e móveis standard, estradas rurais e preceitos da urbanização moderna – monta-se um cenário onde vive um homem ao mesmo tempo bucólico e urbano, de temperamento simples, quase rústico, mas atualizado com as conquistas dos novos tempos. Um microcosmo onde impera uma felicidade silenciosa e algo melancólica, onde o novo aparece embalado pela solidão e nostalgia que exala de um passado soterrado e esquecido.

Está aqui esboçada uma visão abrangente sobre a adaptação dos princípios modernos europeus às condições civilizacionais, culturais e climáticas locais, um verdadeiro projeto de estabelecimento do homem brasileiro no território tropical. As questões propostas por este “urbanismo pau-brasil” se espraiaram para diversos programas, regiões e grupos de arquitetos, extravasando os limites iniciais estabelecidos pelo mestre carioca e seus seguidores.

Nesta rica genealogia – aonde se destacam projetos magníficos da invenção brasileira, como a Vila Serra do Navio, de Oswaldo Bratke, o conjunto residencial para operários da CBMM em Araxá, do escritório Rino Levi, e o Parque Guinle e a Superquadra de Brasília, ambos do próprio Costa – observa-se algumas constantes: a preservação do meio natural e seu uso como suporte paisagístico; a liberação e a pouca interferência no solo; a incorporação de tipologias tradicionais; a reinterpretação de elementos construtivos vernaculares de proteção climática, como treliçados, beirais, venezianas etc.

Visto retrospectivamente, este conjunto de projetos, realizados ou não, constitui um patrimônio rico e diversificado da nossa cultura construtiva, expressando as múltiplas interpretações ao longo do tempo concebidas por personagens de geografias diversas. Contudo, quando observados a partir do novo paradigma ecológico que se impôs nas últimas quatro décadas, tais projetos se mostram surpreendentemente atuais, uma significativa contribuição brasileira para o futuro dos estabelecimentos humanos no território.

Abilio Guerra, curador

ficha técnica

exposição: Arquitetura brasileira: viver na floresta
período: 15 junho a 01 agosto 2010
curadoria: Abilio Guerra
assistente: Rodrigo Ohtake
projeto expositivo: Felipe Tassara, Iara Terzi e Tânia Mara Menecucci
filmes: Helena Guerra (direção), Daniel Belinky (fotografia) e Marcelo Lima (som)
maquetes: Maira Pais de Barros Carrilho
fotos animadas: Pedro Kok
animação: Henrique Blutau
diagramação dos painéis: Rafael Craice

Jardim e Ripado do Aquário para o Parque do Flamengo. Nanquim sobre papel vegetal 91x128 cm<br />Roberto Burle Marx, José Tabacow, Haruyoshi Ono  [Acervo Burle Marx e Cia Ltda]

Jardim e Ripado do Aquário para o Parque do Flamengo. Nanquim sobre papel vegetal 91x128 cm
Roberto Burle Marx, José Tabacow, Haruyoshi Ono [Acervo Burle Marx e Cia Ltda]

Exposição Arquitetura Brasileira – Viver na Floresta

happens
from 15/06/2010
to 01/08/2010

opening
14/06/2010 [para convidados]

where
ITO
Instituto Tomie Ohtake
Av Faria Lima, 201, cep 05426-010, Pinheiros
São Paulo SP Brasil
terça a domingo, das 11h às 20h
+55 11 22451900

source
Débora Pinto - Instituto Tomie Ohtake
São Paulo SP Brasil

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