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Registros poéticos, pesquisa teórica e mudanças efetivas dão a tônica ao projeto concebido em dois formatos: publicação e exposição
Moradias de aluguel para os imigrantes estrangeiros atraídos pelo desenvolvimento industrial da cidade no final do século XIX, os cortiços atravessaram o século XX e chegam ao XXI como opção de endereço para muitos trabalhadores brasileiros dos setores do comércio e de serviços da capital paulista. Parte dessa longa história e as ações implementadas a partir de 2005, pela Prefeitura de São Paulo, nos bairros da Mooca e da Sé, para a melhoria das condições de vida nestas habitações, estão registradas na exposição Cortiços – a experiência de São Paulo e no livro homônimo que será lançado paralelamente à inauguração da mostra, dia 29 de julho, às 19h30, na estação Júlio Prestes.
Com curadoria de Maureen Bisilliat – memorável fotógrafa, autora, entre outros, de Xingu Território Tribal, Terras do Rio São Francisco e Aqui dentro, páginas de uma memória: Carandiru –, a mostra é composta pelo ensaio fotográfico de Fabio Knoll, com 36 obras, que também ilustra, ao lado de imagens do Arquivo do Museu da Cidade de São Paulo, do Departamento do Patrimônio Histórico, o livro organizado por Alonso López, Elisabete França e Keila Prado Costa. O prefácio de Thomas Hagenbrock, consultor de arquitetura e urbanismo do Banco Mundial, assinalada que “a obra leva ao leitor um olhar sobre mudanças urbanísticas e de habitação social marcantes na história de São Paulo, desde o final do século XIX até os dias de hoje”.
Com fotografias documentais captadas pelo olhar sensível de Knoll, que transforma em arte detalhes, texturas e atmosferas desta insólita arquitetura, e pesquisa aprofundada de urbanistas, as duas iniciativas são resultado do Programa de Cortiços desenvolvido pela Prefeitura de São Paulo, em parceria com a CDHU – Companhia Habitacional de Desenvolvimento Urbano. O programa, apoiado pela Lei Moura, de 1991, estabelece padrões mínimos de habitabilidade a serem cumpridos pelos proprietários dos domicílios encortiçados. Para fazer valer a lei, de 2005 a 2010, foram vistoriados 1.814 imóveis na região central, entre os quais 723 não se classificavam na categoria de cortiço, segundo a legislação. Dos 1091 imóveis restantes, 36 foram totalmente requalificados, 280 estão em obras de adequação e 66 foram interditados por apresentar risco de vida aos moradores.
Segundo Elisabete França, Superintendente de Habitação Popular da Secretaria Municipal de Habitação e uma das organizadoras da obra, por meio de um trabalho social desenvolvido com os moradores, mais de 2.706 famílias foram encaminhadas ao processo de seleção de demanda para postulação aos programas habitacionais do Programa de Ação em Cortiços da CDHU. França aponta também a grande quantidade de moradores que desejam permanecer nos cortiços, em geral, aqueles que trabalham em locais próximos aos imóveis. “Trata-se de uma iniciativa que não demanda novos investimentos púbicos, basta vontade política para que a lei seja cumprida e que as dificuldades operacionais sejam enfrentadas”, conclui.
sobre o livro
Livro: Editado por Secretaria Municipal de Habitação, Prefeitura de São Paulo (organização Alonso López, Elisabete França e Keila Prado Costa) número de páginas 144, formato 23x35 cm, Editora: Habi – Superintendência de Habitação Popular, São Paulo, 2010, 1ª edição. Impressão: Imprensa Oficial.
Distribuição gratuita
Exposição "Cortiços – a experiência de São Paulo"
Foto Fábio Knoll
Exposição "Cortiços – a experiência de São Paulo"
Foto Fábio Knoll
Capa do livro "Cortiços – a experiência de São Paulo"
Foto Fábio Knoll