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A mostra traz um conjunto de 79 obras, divididas em três séries de trabalhos que integram sua produção mais recente: Minúsculas, Párrafos e Simbiontes.

Dona de produção ao mesmo tempo delicada e contundente, a artista, que participou da 31ª Bienal de São Paulo, em 2014, e da Bienal de Sydney, em 2016, tem expandido e transformado aquilo que se entende como desenho. Johanna faz uso de materiais inusitados como fios, ferro e malhas de arame e aço, aproveitando-se de técnicas como costura, perfuração e textos manuscritos e datilografados para a construção de uma série de imagens.

A artista cria desenhos significativos, que muitas vezes denotam vulnerabilidade, fragilidade, precariedade, resistência e transgressão. Trata-se de uma forma simples, delicada e densa de referenciar problemas e incoerências que permeiam a sociedade latino-americana. Em sua obra, Johanna toma como matéria-prima não apenas o espanhol, sua língua-mãe, mas também línguas e alfabetos diversos. A artista enfatiza seus valores artísticos e, ao mesmo tempo, questiona a capacidade de comunicação de cada código.

Johanna utiliza a palavra como embrião de um desenho, cujos significados intelectuais e históricos estão escondidos pela forma. Suas obras nunca são de rápida fruição, permitindo ao observador descobrir universos criados a partir de signos.

Criada em 2013, a série Minúsculas é composta por 77 trabalhos realizados em papel japonês datilografados, cujos textos, compostos pela combinação de milhares de letras minúsculas, podem ser vistos de modo habitual e também de trás para frente. Párrafos - parágrafos, em português –também traz um questionamento acerca das letras e estruturas linguísticas. A série reúne 12 trabalhos, compostos por bases em MDF, sobrepostos a linhas retas de aço, combinadas a sistemas de letras antigas em borracha.

Simbiontes traz sete obras produzidas entre 2014 e 2015. O título que dá nome ao conjunto faz referência a uma relação simbiótica de dois ou mais organismos que, apesar de distintos, atuam em conjunto para o benefício mútuo. Criadas a partir de bordados sobre telas de aço, as obras se assemelham a uma cultura de microrganismos sobre placas de Petri, recipientes estéreis, cilíndricos e achatados, utilizados por profissionais de laboratório.

Sobre a artista

Johanna Calle nasceu em Bogotá, Colômbia, em 1965, onde vive e trabalha. Após estudar na Universidad de los Andes (1984-1989), em Bogotá, realizou seu mestrado em Artes Plásticas pelo Chelsea College of Art, Londres (1992-1993). A artista participou da 7ª Bienal do Mercosul (2009), da Bienal de Istambul (2011), da 31ª Bienal de São Paulo (2014) e da Bienal de Sydney (2016).

Entre suas principais exposições individuais, destacam-se: Silentes, 1985 - 2015, curadoria de Helena Tatay, Museu Amparo, Puebla, Mexico (2016); Dibujos, curadoria de Javier Hontoria, Colombian Embassy, Madri, Espanhã (2016); Silentes, curadoria de Helena Tatay, Museu de Arte do Banco da Republica, Bogotá, Colômbia (2015); Grafos, Galeria Marilia Razuk, São Paulo, Brasil (2014); Fotogramática, Krizinger Residencies, Krizinger Gallery, Vienna, Austria (2013); Intertextos, Galeria Marilia Razuk, Sao Paulo (2012); Submergeants: a drawing approach on masculinities, project room, curadoria de Cecilia Fajardo-Hill, Museum of Latin American Art, Long Beach, EUA (2011); Variaciones políticas del trazo dibujos de Johanna Calle, Fundación TEOR/éTica, San José de Costa Rica (2008); Lacony, Galería Santa Fé, Planetario Distrital, Bogotá (2007); Zona Tórrida, Galería Casas Riegner, Bogotá (2006); Pretérita, Fundación Gilberto Alzate Avendaño, Bogotá (2006);Tangencias, Sala ASAB, Academia Superior de Artes de Bogotá (2005).

Ao longo da sua carreira, Calle recebeu prêmios pelo seu trabalho, entre os quais sedestacam: Emerging Artists Grants Program, Cisneros Fontanals Art Foundation CIFO, Miami (2008) e Mención de Honor IV Premio Luis Caballero (2007); Beca Cité International des Arts, Paris, AFFA Asociación Française des Affaires Etrangères (2001); Premio Salón Regional de Artistas, Ministerio de Cultura (2000), entre outros.

Representada pela Galeria Marília Razuk, Johanna Calle terá alguns de seus trabalhos apresentados à 13ª edição da SP-Arte, que ocupará o Pavilhão da Bienal entre os dias 6 e 9 de abril.

Johanna Calle: Párrafos, 2016-2017

Johanna Calle: Párrafos, 2016-2017

A artista colombiana Johanna Calle apresenta "Babel" na galeria Marilia Razuk

happens
from 25/03/2017
to 20/05/2017

opening
25 de março, das 11h às 16h

where

Galeria Marilia Razuk
Rua Jerônimo da Veiga 131B – Itaim
São Paulo SP Brasil
11 3079-0853

source
A4eHolofote
São Paulo SP

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