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Em parceria com Museu Casa do Pontal, no Rio de Janeiro, exposição reúne obras de 25 artistas populares de seis estados brasileiros. Unidade também oferece programação especial com oficinas, vivências e espetáculos que dialogam com a cultura popular

O universo da arte popular, assim como as múltiplas nuances da cultura, se reinventa em constante movimento pelo imaginário coletivo. Se manifesta a partir do olhar sobre antigas tradições, prima por novidades retiradas da vida cotidiana ao enaltecer o patrimônio cultural de gerações passadas e presentes. No Brasil, polo histórico da diversidade cultural, a arte popular se apresenta das mais variadas formas. Seja na música ou na canção, na literatura de cordel ou nas brincadeiras de rua, no teatro ou no folclore, nas artes plásticas ou no artesanato: a arte popular brasileira convida a refletir sobre as diferenças culturais de um país marcado pelo encontro de inúmeras crenças, costumes, tradições, e valoriza os caminhos encontrados pelos artistas para expressá-las em suas obras.

A arte escultórica no artesanato, além de evocar cenas do cotidiano como o trabalho, a família, também se debruça sobre mitologias enquanto propõem enigmas transcendentais sobre a condição humana. Está ligada à valorização da diversidade cultural, ao incentivo do estudo sobre as tradições, movimentos de resistência de povos locais, além de ampliar as fronteiras das discussões sobre o que é arte e quem pode ser considerado artista. A designação de “popular” remete ao entendimento de que as obras possuem autoria coletiva ou anônima. Entretanto, pelo viés da arte, os integrantes das camadas populares – sem nunca terem frequentado escolas de arte – podem também ser vistos como autores, indivíduos com características próprias e pensamento original.

A exposição (RE)INVENTAR – ARTISTAS CRIADORES, que estará no Sesc Santo André a partir do dia 23 de junho, se inspira nas histórias de vida destes artistas inventivos e originais, cujas criações e mitologias ampliaram o universo da arte brasileira. Em parceria com o Museu Casa do Pontal, no Rio de Janeiro – maior acervo de arte popular do país – e curadoria de Angela Mascelani, a exposição reúne 25 artistas populares de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, com obras que nascem do mundo artesanal e arte em cerâmica e madeira. A mostra parte desta relação e expõe ao público mais de cem obras e algumas histórias sobre estes inventivos artistas, para que cada um possa conhecê-los e desvendar as narrativas por trás de cada obra.

Por meio de recortes biográficos e de depoimentos emblemáticos dos artistas sobre si mesmos ou suas invenções, outras perspectivas de entendimento se abrem, revelando o processo complexo que dá sustentação ao trabalho destes autores. A qualificação “popular” também remete a um conjunto de valores que fala da capacidade de criar e transformar a partir dos materiais e dos elementos que existem ao alcance; de iluminar valores culturais nos quais nos reconhecemos, sintetizando aspectos do pensamento coletivo.

Além das obras expostas, a (RE)INVENTAR – ARTISTAS CRIADORES traz também uma série de atividades que dialogam com as temáticas da mostra, com vivências, oficinas, contações de histórias e apresentações que acontecem no espaço expositivo. Confira a programação completa para a exposição no mês de julho.

Apresentações

Congada, com Congada do Parque São Bernardo
1º de julho, domingo, às 16h.

A Congada é uma dança popular que faz referência ao ritual de coroação de reis africanos. Essa manifestação foi introduzida no Brasil por populações vindas da África. É uma das formas de apresentar dramática e coreograficamente rituais tradicionais do continente africano. A Congada, especificamente, gira em torno da figura do Rei e da Rainha do Congo, e de sua oponente, a Rainha Nzinga.

A família Lemes mantém as tradições da Congada há mais de 100 anos nas cidades de Cordislândia e Monsenhor Paulo, sul de Minas Gerais. Em 1963, parte da família migrou para São Bernardo e em 1981 fundaram a Congada do Parque São Bernardo, reúne mais de 40 integrantes capitaneada por Benedito da Silva Lemes, mais conhecido como Seu Ditinho.

Fandango de Tamanco, com Grupo Cuitelo de Ribeirão Grande
7 de julho, sábado, às 16h.

O Fandango, manifestação de origem espanhola, chegou ao Brasil no século XVIII, trazido por portugueses da Ilha de Açores. A dança, que é cantada e sapateada, é encenada somente por homens. Além das violas de dez cordas e da sanfona, o ritmo é marcado pelos tamancos de tronco de laranjeira, que são feitos pelos próprios fandangueiros.

O Grupo Cuitelo de Fandango de Tamanco, foi criado há mais de quatro décadas na cidade de Ribeirão Grande, no Vale do Ribeira, São Paulo.

Samba de Lenço, com Samba de Lenço de Mauá
8 de julho, domingo, às 16h.

O Samba de Lenço é uma das manifestações do samba, especificamente, do sudeste brasileiro. De origem africana, a dança é marcada pelo lenço que os homens e as mulheres, devotos de São Benedito, utilizam como adorno. Mulheres de um lado, homens de outro, e lenço passando para formarem-se os pares. Os instrumentos característicos são: pandeiro, caixa, bumbo, zabumba e chocalho.

O Samba Lenço de Mauá, fundado há mais de 50 anos, remonta a devoção dos povos africanos a São Benedito, principalmente, nas áreas rurais de São Paulo.

Jongo, com Comunidade Jongo do Tamandaré de Guaratinguetá
15 de julho, domingo, às 16h.

Seguindo o formato tradicional das rodas de jongo, banco de tambores e roda de dança, a Comunidade Jongueira inicia sua apresentação, contando com um Mestre que puxa os pontos, integrantes que se revezam, no centro da roda, dois a dois, para dançar, enquanto os demais respondem o coro e as palmas. Entre um ponto e outro são apresentados ao público os instrumentos, o formato da dança e origem do jongo, até que os mesmos são cativados e convidados para fazer parte da roda.

O Jongo é uma das mais importantes formas de expressão cultural de comunidades afro descendentes do sudeste do Brasil, tendo sido registrado como Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro em 2005. A tradição, que inclui tambores, canto, dança e poesia, é uma herança dos africanos de origem banto, trazidos de Angola e do Congo para trabalhar nas lavouras do Vale do Paraíba, principalmente na cultura do café. Em Guaratinguetá, enraizou-se no bairro Tamandaré, onde sua comunidade o preserva, transmitindo o conhecimento jongueiro de geração em geração. Realiza anualmente suas principais festas de Santo Antônio, São João e São Pedro e a apresentação tradicional da comunidade jongueira na cidade de Guaratinguetá.

Samba de Bumbo, com Samba de Bumbo do Cururuquara
22 de julho, domingo, às 16h.

O Samba de Bumbo é uma expressão de origem afro-brasileira, que reúne sambadores e sambadoras para o cultivo de suas ancestralidades e prática da devoção a São Benedito. Segundo pesquisadores e pesquisadoras, a primeira manifestação foi realizada em 1888, após a abolição da escravatura.

O bairro do Cururuquara, local de origem do grupo, pertence a Santana do Parnaíba, cidade da grande São Paulo, que concentrou parte do fluxo de mão de obra escravizada advinda do Vale do Paraíba Fluminense e Paulista.

Batuque de Umbigada, com Batuque de Umbigada de Capivari
29 de julho, domingo, às 16h.

Tambores afinados próximo ao fogo. Mulheres e homens com figurino apurado, dispostos em fileiras diante uns dos outros, empunham seus guaiás. A voz começa a ecoar. Corpos dançantes umbigam entre si, entremeados por giros e acrobacias. As apresentações do Batuque de Umbigada são momentos de festividade e celebração da negritude, ancestralidade e fertilidade. As modas entoadas revelam crônicas do cotidiano, bem como mostram o caráter de resistência dessa tradição por meio da denúncia ao racismo e outras mazelas sociais.

O Batuque de Umbigada, também denominado Tambu, é uma manifestação cultural de tradição bantu, trazida ao Brasil por populações negras escravizadas vindas sobretudo de Angola, sul da África. Teve sua origem na expansão cafeeira na segunda metade do século XIX no oeste paulista. A fixação de um grande número de negros escravizados e livres nessa região contribuiu para que ela se tornasse conhecida como a zona batuqueira do interior de São Paulo, abrangendo cidades como Tietê, Laranjal, Porto Feliz, Pereiras, Capivari, Botucatu, Piracicaba, Rio Claro, São Pedro, Itu e Tatuí.

Oficinas

Brinquedos e Brincadeiras, com educadores do Sesc Santo André
De 4 a 26/7, quartas e quintas-feiras, às 15h30.

Brincadeiras tradicionais, cantos e rodas, elementos e tradições da cultura popular serão vivenciados pelas crianças nesta oficina com os instrutores do infanto-juvenil. São brincadeiras originadas em diferentes regiões do país, que ganham singularidades, nomes, e diferentes práticas conforme os contextos em que estão inseridas.

Jongo, com Comunidade Jongo do Tamandaré de Guaratinguetá
14 de julho, sábado, às 16h.

Seguindo o formato tradicional das rodas de jongo, banco de tambores e roda de dança, a Comunidade Jongueira inicia sua apresentação, contando com um Mestre que puxa os pontos, integrantes que se revezam, no centro da roda, dois a dois, para dançar, enquanto os demais respondem o coro e as palmas. Entre um ponto e outro são apresentados ao público os instrumentos, o formato da dança e origem do jongo, até que os mesmos são cativados e convidados para fazer parte da roda.

O Jongo é uma das mais importantes formas de expressão cultural de comunidades afro descendentes do sudeste do Brasil, tendo sido registrado como Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro em 2005. A tradição, que inclui tambores, canto, dança e poesia, é uma herança dos africanos de origem banto, trazidos de Angola e do Congo para trabalhar nas lavouras do Vale do Paraíba, principalmente na cultura do café. Em Guaratinguetá, enraizou-se no bairro Tamandaré, onde sua comunidade o preserva, transmitindo o conhecimento jongueiro de geração em geração. Realiza anualmente suas principais festas de Santo Antônio, São João e São Pedro e a apresentação tradicional da comunidade jongueira na cidade de Guaratinguetá.

Musicalização de Cultura Popular, com Samba de Bumbo do Cururuquara
21 de julho, sábado, às 16h.

O Samba de Bumbo é uma expressão de origem afro-brasileira, que reúne sambadores e sambadoras para o cultivo de suas ancestralidades e prática da devoção a São Benedito. Segundo pesquisadores e pesquisadoras, a primeira manifestação foi realizada em 1888, após a abolição da escravatura.

O bairro do Cururuquara, local de origem do grupo, pertence a Santana do Parnaíba, cidade da grande São Paulo, que concentrou parte do fluxo de mão de obra escravizada advinda do Vale do Paraíba Fluminense e Paulista.

Vem umbigar com a gente: oficina de sons e ritmos, com Batuque Umbigada de Capivari
28 de julho, sábado, às 16h.

Tambores afinados próximo ao fogo. Mulheres e homens com figurino apurado, dispostos em fileiras diante uns dos outros, empunham seus guaiás. A voz começa a ecoar. Corpos dançantes umbigam entre si, entremeados por giros e acrobacias. As apresentações do Batuque de Umbigada são momentos de festividade e celebração da negritude, ancestralidade e fertilidade. As modas entoadas revelam crônicas do cotidiano, bem como mostram o caráter de resistência dessa tradição por meio da denúncia ao racismo e outras mazelas sociais. Durante a oficina, o público é convidado a participar da dança junto aos batuqueiros e batuqueiras, conhecendo diferentes ritmos e sons.

O Batuque de Umbigada, também denominado Tambu, é uma manifestação cultural de tradição bantu, trazida ao Brasil por populações negras escravizadas vindas sobretudo de Angola, sul da África. Teve sua origem na expansão cafeeira na segunda metade do século XIX no oeste paulista. A fixação de um grande número de negros escravizados e livres nessa região contribuiu para que ela se tornasse conhecida como a zona batuqueira do interior de São Paulo, abrangendo cidades como Tietê, Laranjal, Porto Feliz, Pereiras, Capivari, Botucatu, Piracicaba, Rio Claro, São Pedro, Itu e Tatuí.

Teatro Popular Solano Trindade, na abertura da exposição<br />Foto Guilherme Luiz de Carvalho

Teatro Popular Solano Trindade, na abertura da exposição
Foto Guilherme Luiz de Carvalho

Sesc Santo André recebe exposição (RE)INVENTAR

happens
from 23/07/2018
to 25/11/2018

where
SESC Santo André
Rua Tamarutaca, 302 - Vila Guiomar
Santo André SP Brasil
(11) 4469-1200

source
Sesc Santo André
Santo André SP

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