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No evento, que acontece nesta quinta-feira (29), serão exibidos os filmes Vinte dias sem guerra e País bárbaro

Nesta quinta-feira (29), o IMS Paulista promove a terceira edição da Sessão Mutual Films, realizada a cada dois meses no centro cultural. Com curadoria de Aaron Cutler e Mariana Shellard, o evento cria diálogos e aproximações entre diferentes filmes. Esta edição apresenta dois longas-metragens que retratam experiências distintas ao longo da Segunda Guerra Mundial: Vinte dias sem guerra (1976), de Aleksey German, e País bárbaro (2013), de Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi.

O evento começa na quinta, às 18h45, com a exibição de Vinte dias sem guerra. Em seguida, às 20h30, será projetado País bárbaro. Após a projeção de País bárbaro, haverá um debate com os curadores e com Maria Luiza Tucci Carneiro, professora sênior do departamento de História da USP. Os dois filmes serão exibidos novamente no dia 2 de dezembro.

Vinte dias sem guerra, do cineasta russo Aleksey German, conta a história de um jornalista militar soviético que visita sua terra natal após receber uma licença de 20 dias, durante a Batalha de Stalingrado, em 1942. Baseado em uma história do correspondente de guerra, escritor e poeta Konstantin Simonov, o longa foi filmado em preto e branco e carrega um tom melancólico, com ocasionais rupturas violentas.

Lançado em 2013 no Festival de Locarno, País bárbaro é o último longa-metragem da dupla de cineastas italianos Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi. O documentário é formado a partir de fontes primárias (filmes, fotografias e documentos escritos) da época do fascismo italiano e suas campanhas de destruição em colônias africanas. As imagens são acompanhadas por comentários dos dois diretores e da cantora Giovanna Marini, que relatam as estratégias dos fascistas.

No debate, Tucci Carneiro e os curadores conversarão com o público sobre as produções, traçando paralelos entre elas. Seja a partir da ficção ou da reapropriação de imagens de arquivo, os dois filmes refletem sobre as contradições da guerra, como afirmam os curadores: “Os três diretores compartilham uma luta contínua contra a falsa imagem de pudor e heroísmo de regimes autoritários”.

Programação completa

29 de novembro

18h45 Vinte dias sem guerra
Aleksey German | URSS | 1976, 97’, DCP
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

20h30* País bárbaro
Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi | França | 2013, 63’, DCP
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

*Após a sessão das 20h30, haverá um debate com Aaron Cutler, Mariana Shellard e Maria Luiza Tucci Carneiro

16h Vinte dias sem guerra
Aleksey German | URSS | 1976, 97’, DCP
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

18h País bárbaro
Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi | França | 2013, 63’, DCP
R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia)

Sinopses

Vinte dias sem guerra
Aleksey German | URSS | 1976, 97’, DCP

Major Lopatin (Yuriy Nikulin), um escritor e soldado de meia-idade, retorna para sua cidade natal no Uzbequistão, após receber uma licença de 20 dias, durante a Batalha de Stalingrado, em 1942. Além de trazer consigo os pertences de um soldado morto para serem entregues à sua família, Lopatin assessora uma produção cinematográfica sobre seus escritos de guerra, e diverge do diretor com relação à imprecisão histórica e ao retrato irrealista de heroísmo. Ele também encoraja trabalhadores de uma fábrica, que não passam de crianças, a fazer horas extras em prol dos soldados, discute com um grupo teatral, dizendo que um soldado não dá a vida pela pátria, mas luta por sua própria sobrevivência, e encontra tempo para um romance com uma antiga colega e funcionária do teatro (Lyudmila Gurchenko), conferindo à breve jornada uma certa dimensão doméstica e de normalidade. Baseado em uma história do correspondente de guerra, escritor e poeta Konstantin Simonov, o segundo longa-metragem autoral do cineasta russo Aleksey German foi filmado em preto e branco e carrega um tom melancólico, com ocasionais rupturas violentas. Assim como outros filmes de German, Vinte dias sem guerra foi censurado e lançado apenas cinco anos após sua conclusão.

País bárbaro
Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi | França | 2013, 63’, DCP

O último longa-metragem finalizado pelo casal italiano Gianikian e Ricci Lucchi começa com uma frase de Italo Calvino sobre a morte de Benito Mussolini em 1945: “Após estar na origem de tantos massacres sem imagem, suas últimas imagens são as de seu massacre”. Vemos uma multidão aglomerada que parece assistir alegremente ao fuzilamento do “Líder”. A partir daí, o filme faz uma regressão para o período da ocupação italiana na Etiópia, Eritreia e Líbia, entre as décadas de 1920 e 1940, através de imagens de arquivo que intercalam trabalhadores e desfiles de carnaval na Itália, paradas militares pomposas e cenas cotidianas de povos africanos e de seu extermínio impetuoso. Acompanhando as imagens, ouvimos as vozes dos cineastas e da cantora e compositora Giovanna Marini relatando as avassaladoras e silenciosas estratégias de guerra dos militares fascistas. O material fílmico de País bárbaro (que estreou no Festival de Locarno em 2013) provém primeiramente do arquivo particular do colecionador Diego Leoni. Como em outras obras do casal, Gianikian e Ricci Lucchi refotografaram o material original em película e manipularam as novas cópias com tinturas e efeitos de velocidade que proporcionam características surpreendentemente humanas e atemporais. O filme ainda contém uma trilha sonora minimalista de Keith Ullrich, que dá à obra uma atmosfera contemporânea, junto com o texto falado, que também expressa a continuidade do fascismo nos dias de hoje.

Cena de País bárbaro<br />Imagem divulgação  [Website Instituto Moreira Salles]

Cena de País bárbaro
Imagem divulgação [Website Instituto Moreira Salles]

Sessão Mutual Films | Uma questão de aparência

happens
in 02/12/2018

where
Instituto Moreira Salles São Paulo
Rua Piauí 844, 1º andar – Higienópolis
São Paulo SP
de terça a sexta-feira, das 13h às 19h; sábados e domingos, das 13h às 18h
fone (11) 3825.2560

source
Instituto Moreira Salles
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