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Call For Papers 19 De Setembro 2011 / 29 De Fevereiro 2012
Convidam-se todos os historiadores de arte e, em geral, a comunidade científica dedicada ao estudo da história da arte portuguesa nas suas múltiplas valências temáticas e disciplinares, e dentro dos âmbitos cronológico e territorial pertinentes, a apresentar propostas de comunicação para o IV Congresso de História da Arte Portuguesa.
As 12 sessões temáticas decorrem, na maior parte, da resposta ao apelo a propostas de sessão (Call For Sessions) dirigido à comunidade científica entre Janeiro e Abril de 2011, selecionadas segundo a qualidade, âmbito e grau de abrangência dos conteúdos submetidos. Assinalam-se com asterisco as que resultam da iniciativa da organização do Congresso, com o objetivo de incluir áreas temáticas estruturantes que o Call for Sessions não pôde contemplar.
O Congresso prevê ainda a realização de Sessões Abertas destinadas a acolher as propostas que, apesar do seu manifesto interesse e qualidade, não sejam enquadráveis em nenhuma das sessões temáticas que agora se propõem.
Pretende-se que as sessões simultâneas do IV CHAP desempenhem, entre outras, a função de verdadeiras sessões de trabalho, envolvendo moderadores, comunicantes e participantes num momento privilegiado de troca de ideias e experiências entre investigadores que partilham áreas de interesse comum.
No decorrer do Call For Papers/Apelo a Comunicações e durante o processo de preparação e organização de cada painel temático, deverão ser consideradas as diretivas gerais que a seguir se especificam.
1. Os abstracts/resumos das propostas de comunicação, de 300 palavras máx., deverão ser remetidos por e-mail até 29 de Fevereiro de 2012, simultaneamente para os responsáveis da sessão em causa e para o endereço do IV CHAP (secretariado@chap-apha.com). Só poderá ser considerada uma única proposta de comunicação por cada autor.
2. Cada proposta de comunicação deve ser acompanhada dos dados pessoais do proponente (nome, formação, instituição/posição, morada, telefone de contacto, endereço e-mail) e de curriculum vitae abreviado contendo as suas coordenadas profissionais (morada, telefone, fax, endereço e-mail).
3. Os abstracts/resumos - e as comunicações que vierem a ser apresentadas - poderão ser redigidos numa das línguas admitidas no Congresso: português, inglês, espanhol, francês, italiano.
4. Os abstracts/resumos das propostas de comunicação devem definir claramente o objeto e sintetizar a questão fundamental, ou as questões, que o autor se propõe tratar. A comunicação proposta deve decorrer de investigação original, devendo assumir conteúdo analítico e interpretativo mais do que meramente descritivo.
Com a concordância dos respectivos autores, os moderadores de sessão poderão recomendar a inclusão em Sessão Aberta de propostas válidas recebidas que considerem não se enquadrar na sessão a que foram dirigidas.
5. Cada sessão consistirá preferencialmente em cinco comunicações de 20 min. - ou quatro comunicações e um comentário de 20 min. por parte do moderador -, e contemplará a possibilidade do diálogo e debate final envolvendo todos os participantes.
6. Até 31 de Março de 2012, os moderadores de sessões temáticas - no caso de sessões abertas, a organização do IV CHAP - notificarão os autores sobre a aceitação, ou não das suas propostas. Posteriormente, os moderadores em conjunto com os autores, poderão proceder à revisão editorial dos resumos selecionados, designadamente para garantir a sua melhor adaptação a cada sessão.
7. O processo de edição dos abstracts/resumos das propostas selecionados e de organização de cada painel temático pelos respectivos moderadores decorrerá até 30 de Abril de 2012. O programa do IV CHAP será divulgado em 7 de Maio de 2012, entre outros, da mailing list da APHA e do website do Congresso (www.chap-apha.com).
8. Os textos das comunicações deverão ser remetidos aos moderadores até 31 de Julho de 2012 e as versões finais, pós-edição, para publicação impressa (no caso dos resumos) e digital (no caso das comunicações), da responsabilidade de cada autor e moderador, ficarão concluídas até 30 de Setembro de 2012.
9. Antes da realização do Congresso, deverá ser garantido o conhecimento das comunicações de cada sessão por parte dos comunicantes que nela intervêm, de forma a assegurar a possibilidade de um debate enriquecedor.
10. A brochura + CD, contendo os abstracts/resumos e o texto das comunicações ao IV CHAP, constituirá o material de base do Livro do Congresso, em homenagem a José-Augusto França a publicar em 2013.
SS 11
Surrealismo e arquitectura: um outro lado da racionalidade
Tendo por mote dois momentos da actividade de José-Augusto França, a sua participação no Grupo Surrealista de Lisboa (anos 40) e o seu trabalho Une ville des lumières: la Lisbonne de Pombal (1965), esta sessão propõe a exploração de analogias e influências recíprocas entre surrealismo e arquitectura.
Para além da criação de um novo universo imagético, o surrealismo tem com a arquitectura alguns interesses e modus operandi comuns: uma explícita relação com a ciência (psicanálise/técnicas de construção) e com a história (inconsciente como fundamento criador/transformação de modelos históricos), e uma deliberada transformação do mundo (novo homem/alteração da realidade construída) e dos processos artísticos (fenómenos marginais/analogias e indícios). A partir destes pressupostos, propõem-se como possibilidades de análise da relação entre arquitectura e surrealismo, de forma aberta e não exclusiva, os seguintes aspectos:
1 - A associação de formas arquitectónicas ao imaginário surrealista mais iconograficamente reconhecível.
2 - A prática da arquitectura com procedimentos projectuais associáveis aos processos e temas do surrealismo – os objets à réaction poétique (Le Corbusier), o absurdo a-funcional (Miguel Ângelo, Giulio Romano, James Stirling), a arquitectura de boudoir (o “mundo” privado, interior).
3 - A tensão entre o individual e o colectivo, presente na actividade surrealista desde o início – “a poesia deve ser feita por todos” (Lautréamont, 1870) –, encontra um reflexo na relação entre as démarches individuais da arquitectura moderna e o sentido colectivo de várias das suas propostas. Em que medida a cidade existente e a intervenção urbana podem ser entendidas como uma obra “feita por todos”, um quase cadavre-exquis em permanente feitura ou um puro non-sens?
O arco cronológico natural é o da época contemporânea, mas a abordagem pode adquirir maior espessura temporal, equacionando diferentes contextos temporais e geográficos. Pretende-se problematizar as possíveis analogias entre o surrealismo, a arquitectura e a historiografia. O que são reais influências e interacções e o que são meros paralelismos culturais? Em que medida os “pequenos” indícios e os fenómenos marginais, valorizados inicialmente pelo surrealismo, adquiriram uma importância crescente, na arquitectura e na história cultural, como factores explicativos mais eficazes do que os grandes filões de investigação e os grandes sistemas narrativos?
Moderadores: Ana Vaz Milheiro, PhD, e Rogério Vieira de Almeida
Tel./fax (+351) 217903000, (+351) 217964710.
E-mail: avmilheiro2@gmail.com, rogeriopaulo4@gmail.com