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O livro é resultado da tese de doutoramento da autora e publicado pela Superintendência do IPHAN na Paraíba

Publicado o livro De Filipéia à Paraíba: uma cidade na estratégia de colonização do Brasil. Séculos XVI-XVIII, de autoria de Maria Berthilde Moura, professora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPB.

O livro é resultado da tese de doutoramento da autora e publicado pela Superintendência do IPHAN na Paraíba. O lançamento oficial ocorrerá nesta quinta-feira 12 de abril, às 17 horas, no XXIII Forum de Arquitetura e Urbanismo, no auditório do UNIPÊ, em João Pessoa.

sobre a pesquisaO objetivo que motivou esta pesquisa foi analisar sob o aspecto da configuração urbana/arquitetônica a cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves, quando da sua fundação, em 1585, bem como acompanhar seu processo de formação durante todo o período colonial.

Através de uma investigação aprofundada sobre essa cidade e com sustentação em fontes documentais que permitem uma melhor aproximação com a realidade da época em estudo – os séculos XVI a XVIII – encontrava-se a possibilidade de confirmar ou “pôr em xeque” alguns aspectos tratados por outros autores sobre os procedimentos urbanísticos dos primeiros tempos da colonização brasileira.

Na compreensão dos objetivos e das políticas definidas pela Coroa portuguesa, quando da fundação da capitania da Paraíba, está contido outro enfoque desta análise: entender o “caráter” e a “forma” da cidade da Filipéia, enquanto resultado do contexto específico da colonização. Ou seja, ver a cidade como um produto dos procedimentos urbanísticos da época conjugados ao cumprimento de “funções” - econômica, religiosa, administrativa, militar – reunidas no meio urbano, com o fim de fazer cumprir as metas da colonização.

Trabalhando com um recorte temporal muito largo, foi necessário atentar para as diversas fases da história da capitania da Paraíba e da cidade Filipéia, definidas por mudanças estruturais ocorridas.

Fundada a Filipéia, logo surgiram as edificações representativas do poder de Sua Majestade e do poder da Igreja, os dois “baluartes” da colonização brasileira. A partir da presença dessas edificações, teve início a montagem da teia de relações com os demais elementos morfológicos que constituem a cidade, reconstruindo a estrutura urbana da Filipéia, com suas principais ruas, becos e largos, definindo as quadras ocupadas pelas residências daqueles que lhe davam vida.

Percorrendo os caminhos da história, na primeira metade do século XVII, a invasão holandesa demarcou o fim da primeira fase da construção da cidade. A presença holandesa na capitania, durante vinte anos, representou uma interrupção na trajetória, até então decorrida, uma vez que este período se caracterizou mais pela “desconstrução” da cidade do que por novas contribuições para o desenvolvimento da mesma.

Quando a Paraíba foi reincorporada ao “Brasil português”, o estado de ruína em que se encontrava a capitania reclamava, primeiro, fossem recuperadas as estruturas econômica e administrativa, criando os meios, para depois intervir sobre as estruturas edificadas. Durante este processo, ficaram bem definidas mais duas etapas distintas: a da “reconstrução” e a da nova “construção” da cidade da Paraíba, como passou a ser denominada.

Foi, prioritariamente, no século XVIII que teve lugar este novo período de construção, condicionado às limitações locais da época, mas expressando um “ideário” diferenciado que vinha imprimir novo “caráter” à cidade, demarcado através da identificação de uma linguagem arquitetônica diferenciada, do porte mais “monumental” de alguns edifícios e na introdução de outros tipos edificados, até então ausentes na paisagem da cidade. Estes eram os reflexos de outro tempo, superposto sobre a antiga estrutura urbana da Filipéia.

Olhando para a cidade da Paraíba no final do século XVIII, constatava-se estar aí, a baliza final do presente trabalho, pois a cidade enquanto expressão das políticas e estratégias próprias do Brasil colonial já estava edificada. Sendo assim, estava encerrado o longo percurso que “de Filipéia à Paraíba” permitira encontrar respostas para as questões, inicialmente, lançadas.

Publicação do livro, De Filipéia à Paraíba: uma cidade na estratégia de colonização do Brasil. Séculos XVI-XVIII

source
PPGAU-UFPB
João Pessoa

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