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A publicação destaca a atuação pioneira do MAM-SP no que se refere ao atendimento completo do público com deficiência, desde a adaptação do espaço físico até uma programação desenvolvida especialmente
O Museu de Arte Moderna de São Paulo foi escolhido pelo Guia de Acessibilidade Cultural, projeto do Instituto Mara Gabrilli com a Secretaria de Estado da Cultura, o espaço cultural mais acessível entre as 315 instituições avaliadas, junto ao Memorial da Inclusão (ao lado do Memorial da América Latina).
Em 2010, o Museu de Arte Moderna de São Paulo criou a área de acessibilidade, com o objetivo de oferecer uma estrutura completa para receber e promover uma total imersão no mundo da arte para o público com deficiência, de forma a que todos os espectadores que visitam o museu, tenham eles algum tipo de deficiência ou não, possam usufruir do museu igualmente.
Uma programação específica foi criada, com eventos como a Jornada Sensorial, trazendo visitas guiadas adaptadas às pessoas cegas; o Canto Livro no MAM, um show com músicas e textos traduzidos na língua brasileira de sinais; e a Semana Sinais na Arte, que apresentou oficinas de arte e visitas guiadas concebidas especialmente para as pessoas surdas. No ano passado, a Semana Sinais na Arte ganhou uma edição especial com a realização da Sencity (a Festa dos Sentidos), em parceria com a holandesa Skyway Foundation, uma verdadeira festa eletrônica para o público com e sem deficiência auditiva.
Além da programação especial, audioguias específicos para cegos estão disponíveis em todas as exposições do MAM-SP, assim como monitoria em língua brasileira de sinais para surdos (aos fins de semana, deve ser feito agendamento prévio pelo telefone 5085-1313). O museu conta com instalações totalmente acessíveis, além de possuir uma planta tátil do edifício.
A programação pioneira, que existe há mais de dez anos e deu origem às atividades de acessibilidade do MAM-SP mesmo antes de haver uma área responsável por isso, é a grade de cursos Igual Diferente. Essa iniciativa traz atividades variadas e gratuitas, como fotografia para pessoas com deficiência visual; performance para público com deficiências variadas; escultura para públicos com deficiência visual, com visão parcial e com visão integral. Apesar de serem prioritariamente dirigidos ao público com deficiência, os cursos estão disponíveis também para pessoas sem deficiência.