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Durante evento que discutiu questões indígenas e o museu, foi apresentado ao público o projeto que reuniu e promoveu as memórias da cultura Kaingang
Em memória aos 100 anos da “pacificação” dos Kaingang no oeste de paulista, foi inaugurado no Museu Índia Vanuíre, em Tupã (SP), o primeiro Centro de Referência da etnia Kaingang. O lançamento foi no dia 03 de maio, durante o I Encontro Paulista de Questões Indígenas e Museus e III Seminário Museus, Identidades e Patrimônio Cultural, realizados pela Secretaria de Estado da Cultura, por meio da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico, ACAM Portinari e do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (MAE-USP).
O Centro de Referência reuniu em diversas mídias - como vídeo, áudio e fotografia - publicações, relatórios e depoimentos sobre a população Kaingang. A ação serviu de suporte para pesquisadores e professores indígenas, além de atender ao público interessado em conhecer um pouco da história e do momento atual desse povo.
Para a Profª. Dra. Marília Xavier Cury, do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo e consultora do Museu Índia Vanuíre, o espaço da instituição é propício para a instalação do Centro por estar próximo às Terras Indígenas (TIs) Vanuíre (município de Arco-Íris) e Icatu (Brauna), no território que era anteriormente Kaingang.
“O museu é uma instituição comprometida com as culturas indígenas e o Centro agregará ainda mais valor, pois ampliará suas funções social, educacional e de pesquisa. Por outro lado, o local torna-se também polo de disseminação dos direitos indígenas, formação e capacitação”, explica Cury.
O I Encontro Paulista de Questões Indígenas e Museus e o III Seminário Museus, Identidades e Patrimônio Cultural foram realizados simultaneamente, de 1 a 3 de maio, no Museu Índia Vanuíre, e reuniram importantes profissionais, pesquisadores e formadores de opinião dentro da museologia nacional e internacional, em especial nas áreas de etnologia, antropologia e arqueologia.