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O IAB e as demais instituições nacionais da arquitetura e urbanismo acordaram fazer um esforço conjunto no sentido de apresentarem à sociedade e ao poder público suas propostas para o aperfeiçoamento do sistema de licitações de obras públicas.

O IAB e as demais instituições nacionais da arquitetura e urbanismo, FNA, AsBEA, ABEA, ABAP e CAU BR, em sua última reunião do Colegiado de Entidades Nacionais de Arquitetura e Urbanismo – CEAU, CAU/BR, acordaram fazer um esforço conjunto no sentido de apresentarem à sociedade e ao poder público suas propostas para o aperfeiçoamento do sistema de licitações de obras públicas. Também buscarão o entendimento com as instituições da engenharia e da consultoria.

Como se sabe, a lei 8.666/93 sofreu várias emendas no sentido de reduzir as exigências de Projeto como base para a licitação de obras. Com a famigerada “Contratação Integrada – RDC”, praticamente entregou-se à empreiteira a responsabilidade por fazer tanto o projeto como a obra. Isto é, abriu-se a porteira para o superfaturamento e a baixa qualidade das construções. Deu no que deu, como os escândalos têm demonstrado.

Como uma de suas nefastas consequências está a desmontagem dos quadros de Planejamento, seja territorial ou urbano, nas três instâncias de governo. Em vista da importância do volume de encomendas do setor público, a desqualificação do Projeto também atingiu o mercado privado, enfraquecendo o conjunto da profissão.

Entre os elementos já avançados no consenso das instituições nacionais da arquitetura e urbanismo estão: a defesa de um capítulo específico na lei de licitações para os serviços de projeto e de construção; a exigência de Projeto Completo (Projeto Executivo) como base para a licitação de obra pública; a autonomia entre Projeto e Obra (em obra pública, quem faz o projeto não faz a obra, quem faz a obra não faz o projeto); e a defesa de um sistema de Planejamento Urbano e Territorial no âmbito federal, dos estados e dos municípios, como função de Estado.

Ante a explicitação dos métodos adotados por grandes empreiteiros para “comprarem” Medidas Provisórias e Leis, como eles revelaram na Lava-Jato, firmamos a convicção que não basta reformar aqui ou ali a lei 8.666/93. É indispensável revogar todo esse entulho legislativo produzido promiscuamente. É preciso um instrumento novo que esteja em sintonia com as exigências democráticas de produção de cidades melhores e menos desiguais, onde a arquitetura e o urbanismo possam cumprir com seu elevado papel social e cultural.

Sérgio Magalhães
presidente

Abaixo o Entulho!

fonte
IAB SP
São Paulo, SP

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