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A revista Serrote, do Instituto Moreira Salles, disponibilizou em seu website o debate o atual momento da arquitetura brasileira

O debate entre Guilherme Wisnik e Pedro Fiori Arantes, com mediação de Fernando Serapião, está inserido na seção “Desentendimento”, que já contou com a presença de José Arthur Giannotti, André Singer, Marcos Nobre, Luiz Felipe Pondé, Beatriz Resende e Alcir Pécora.

O foco desta edição é a arquitetura e, como não poderia deixar de ser, a polêmica está presente em todos os blocos.

O link para o debate completo é www.revistaserrote.com.br.

Resumo dos blocos

Bloco 1: “Ao lado de João Gilberto, Niemeyer é o maior artista brasileiro do século 20” 

No primeiro segmento, Wisnik analisa o primeiro projeto de Niemeyer, o Conjunto de Pampulha (1942-1944), como uma arquitetura inaugural de uma estética para um país com tentativas de dar saltos de desenvolvimento e vê nessa obra “uma poética plástica de acordo com a situação econômica, técnica e social do momento vivido pelo Brasil naquele momento”. E também avança ao situar a arquitetura como a verdadeira manifestação de vanguarda do modernismo brasileiro, vendo-a como responsável pela evolução das artes plásticas na década de 50.

Para Arantes, coube discutir sobre a associação entre Niemeyer e o poder e o financiamento público, como no caso de Pampulha, encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, que o convidaria anos depois para projetar a cidade de Brasília. E pondera sobre o que há ou não de esdrúxulo nesse conjunto, formado por uma capela, uma casa de baile, um cassino e um clube.

Bloco 2: “São símbolos de um país que não conseguiu resolver seus problemas mais fundamentais” 

Pedro Fiori Arantes inicia o bloco enfatizando a necessidade de a obra arquitetônica estar integrada e não segregada da cidade. Para tanto, avalia a pertinência de diferentes produções de Niemeyer, como o Memorial da América Latina, o Edifício Copan e o Parque Ibirapuera, todos localizados em São Paulo.

Wisnik retoma a análise de Pampulha para tratar do valor da obra, relativizando a interferência de quem encomenda um projeto sobre o plano estético do resultado.

Bloco 3: “Na arquitetura, não há separação entre produto e processo” 

Arantes trata na terceira parte sobretudo da preocupação que se deve ter para além da forma na arquitetura. Sobre Niemeyer, chega a dizer: “Há um permanente desejo de redução de complexidade para que a única a ser exposta sejam as ramificações da obra com diferentes setores da sociedade”.

Já Wisnik chama a atenção para a sensibilidade de Niemeyer para o “positivismo” de sua obra, que, em vez de negar seu momento, o explora plasticamente.

Blocos 4 e 5: A arquitetura pública contraposta à arquitetura de poder  

Tratando de Brasília e do esforço humano envolvido, Arantes inicia o quarto bloco citando o arquiteto João da Gama Filgueiras Lima, o Lelé, para contrapor o papel deste na construção da capital brasileira e seu pensamento sobre a funcionalidade do edifício público aos de Niemeyer. Ruy Ohtake é outro artista contemplado pelos professores, que pensam até que ponto ele pode ser visto como herdeiro e sucessor de Niemeyer.

No último segmento, os debatedores se dedicam às superquadras de Brasília e a como essa proposta conseguiu preservar – em um primeiro momento e mesmo nas escalas monumentais da cidade cosmopolita – “o bucólico”, “a vida cotidiana da calçada”.

Guilherme Wisnik<br />Divulgação  [Serrote/IMS]

Guilherme Wisnik
Divulgação [Serrote/IMS]

Pedro Fiori Arantes<br />Divulgação  [Serrote/IMS]

Pedro Fiori Arantes
Divulgação [Serrote/IMS]

Fernando Serapião<br />Divulgação  [Serrote/IMS]

Fernando Serapião
Divulgação [Serrote/IMS]

Guilherme Wisnik e Pedro Fiori Arantes

fonte
Fabio Montarroios / Revista Serrote - IMS
São Paulo SP Brasil

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