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Os organizadores desta edição serão Tomás Antônio Moreira e Márcio Moraes Valença. As submissões serão até 10 de setembro de 2018.

O texto deve ser encaminhado pelo link submissões online no site. O padrão do periódico pode ser visto no link DIRETRIZES PARA AUTORES, no mesmo site.

A analogia da grandiosa, mirabolante ou espetacular arquitetura que se pratica hoje – também chamada de arquitetura de grife, de marca ou icônica – com o consagrado texto conceitual de Guy Debord sobre a sociedade do espetáculo é quase protocolar. Debord já havia denunciado o rumo que tomara o desenvolvimento humano no pós-guerra. Todo o progresso das tecnologias de informação e comunicação só contribuíram para a total alienação de todos diante do avanço também espetacular do neoliberalismo e da globalização: domínio total da mercadoria. A popularização da arte e da cultura, num formato mercantil e para este fim, foram ferramentas fundamentais neste processo. O espetáculo em suas variadas formas – assim transformado em mercadoria – tomou conta das mentes das pessoas de tal maneira a se tornar parte do cotidiano. É natural, esperado e desejado o consumo de tudo e mais um pouco e a necessidade deste consumo não tem por base unicamente as qualidades intrínsecas dos produtos, mas também o consumo pelo consumo e tudo o que isso significa. Colocar tal discussão no contexto do desenvolvimento urbano contemporâneo é assumir uma postura acadêmica crítica; é partir do pressuposto de que, se Debord estava certo, a produção do espaço cotidiano contemporâneo é deveras alienante: trata-se da produção do espetáculo, do total domínio do mundo da mercadoria, da forma mais sofisticada de alienação. Tal produção tem então de ser analisada, revestida da ideia de que há interpretações diversas possíveis, diferentes ângulos de onde mirar e observar. O papel da arquitetura e do urbanismo contemporâneos na construção ou não de uma cidade alienante – a cidade do espetáculo – é, assim, tema urgente e de suma importância. Há situações em que é fácil pressentir que há algo estranho no ar e é até possível ver com clareza a origem do problema; em muitas outras situações, é difícil perceber com clareza tal processo e estabelecer categoricamente se intervenções arquitetônicas e urbanísticas – ou quais – vieram para o bem ou para o mal, ou seja, se cumprem seu papel social, artístico e cultural ou se visam apenas o lucro e o enriquecimento de seus articuladores. Afinal, a arquitetura é uma arte/disciplina/ofício que visa o bem da humanidade. Será?

Solicitam-se artigos/ensaios sobre o tema e seus diferenciados aspectos, inclusive os mais técnicos, artísticos e/ou filosóficos que vislumbrem a discussão/análise das qualidades intrínsecas dos projetos, de seus arquitetos e/ou das cidades onde se encontram.

Proposta de número especial para a Revista Risco

inscription dates
from 20/03/2018
to 10/09/2018

IAU USP
Instituto de Arquitetura e Urbanismo - USP
Av. Trabalhador Sãocarlense, 400 - Centro
São Carlos SP Brasil

source
Márcio Valença
São Carlos SP

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