De: Angelo Marcos Arruda
Data: Monday, June 18, 2001 10:09 PM
Assunto: Resposta a Marília de Lavra Pinto

Prezada Marília, em primeiro lugar agradeço sua carta e sua preocupação com a questão do meu artigo mais aí vai algumas - porque não tenho todas- respostas: 1) a ONU só reconhece como patrimônio aqueles bens que nós indicamos, não há ingerências deles na fase de indicação. Alías, dependendo do padrinho da indicação, a coisa anda rápida - no caso de Brasília foram 2 anos, um recorde - no caso normal de 5 a 10 anos. 2) Corumbá é uma cidade colonial brasileira mas isso só não basta. Há que ter pressão para o tombamento. O interessante é que como já há o Casario do Porto tombado pelo IPHAN, isso sensibiliza; 3) Ingerências no caso dos imóveis a serem restaurados, etc. não há nenhuma. No caso do Monumenta, o caso é diferente. O municipio é quem aponta os projetos e por isso que devemos ficar atentos. No caso em tela, quem coordena o Monumenta é o arquiteto Pedro Taddei de SP e parece-me que a coisa é lenta. Corumbá é a 24ª cidade. 4) Critérios de restauro obedece a projetos que são elaborados e analisados pelo IPHAN; a coisa é mais ou menos séria desde que os projetos sejam bons, Obrigado mais uma vez e visite nosso site sobre a luta da Ferrovia NOB – www.ferroviva.org.br

[Angelo Marcos Arruda, autor do artigo original, é arquiteto, diretor da ABEA, mestrando em Arquitetura pela UFRGS, membro do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, professor da UNIDERP e Secretário Executivo da ONG Ferroviva]