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De: Rodrigo Azevedo
Data: Sunday, June 02, 2002 11:53 AM
Assunto: Monroe
Para Vera Hazan. Vamos por partes, cara Vera: todos nós arquitetos sabemos
que a tabela de valores do IAB é surreal, é totalmente fora do mercado.
A tabela se guia pelo teto e não pela base à ser paga. Ela somente serve
para "se dar bem" em causas judiciais. Quanto às licitações, concordo
que sã pedidos uma série de documentos extremamentes desnecessários, criando
custos que dificultam a participação de pequenos escritórios. A Prefeitura,
o Estado e o Governo Federal devem se calçar... Muitos projetos e execuções
de obras param no meio do caminho por falta de infraestrutura das empresas
contratadas. Não estou defendendo a burocracia, até mesmo porque eu tenho
horror a ela. Sociedade cartorial nada tem a ver com a minha vida. Mas,
infelizmente, é assim que a banda toca. Para profissionais autônomos e
pequenos escritórios, existem outras alternativas de contratação. Conheço
bem a Lei 8666, e sei que existem contrataçõe por notório saber, dispensa
de licitação etc. Esta deve valer para projetos cabíveis em orçamentos
inferiores a R$15.000,00. Profissionais com menos de 30 anos NUNCA serão
contratados por notório saber. E os projetos que você criticou que sairam
no jornal O GLOBO, foram todos contratados por menos de R$15.000,00. Se
não fosse desta forma, profissionais com média de 30 amos NUNCA irão trabalhar
a cidade. Insisto novamente que PROJETO DE ARQUITETURA não necessita de
certidões e atestados. Deve ganhar a melhor idéia. Os medíocres burocratas
que me perdoem. Entendi o que você disse, mas reconheço muitas contradições
em suas idéias. Antes de acusar que um projeto é desvinculado do resto
da cidade, é preciso pesquisar, se informar, para então fazer uma afirmativa
destas. Antes de acusar que o valor pago compromete a qualidade do trabalho,
procure conhecer estes projetos que sairam no jornal O GLOBO, talvez você
se surpreenda. Espero que você também me compreenda. Abraços.
[Rodrigo Azevedo, arquiteto,
Rio de Janeiro RJ]
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