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Assunta Viola Prezada Viviane, a falta geral de planejamento, e na minha opinião, de projetos específicos, a que assistimos nestes últimos anos, e que poderiam ter sido simplesmente revolucionários é qualquer coisa de deixar-nos atônitos: poderia ser diverso, parece-nos que foi uma grande chance disperdiçada. Primeiro o poder público gasta verbas para exclusão social. Depois gasta verbas para tentar restaurar alguma ordem, e depois fatalmente gastará verbas para a inclusão social, que é inivitável e necessária, se não por razões ideológicas, no mínimo por razões lógicas, como o funcionamento mínimo dos equipamentos urbanos, como as ruas, o transporte... Há não muito tempo escrevi um artigo, também publicado nesta coluna, sobre os corredores de transporte, notadamente o da Av. Santo Amaro (Corredores em São Paulo: possibilidades urbanas, Minha Cidade nº 096. São Paulo, Portal Vitruvius, maio 2004), que poderiam ser ter sido vistos como projetos urbanos e não simples projetos viários. Creio que nossas idéias vão de encontro, e mais me alegra que estamos falando quase que da mesma região, com certeza da mesma dinâmica urbana, com certeza da mesma forma em que os bairros foram construídos, e com certeza da forma como poderia ter tido um projeto mais cuidados e ousado até. Atenciosamente [Assunta Viola, arquiteta, São Paulo] |
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