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Eric Verhoeckx Prezados(as) leitores(as) e participantes no debate, Agradeço ao Jorge Wilheim pela resposta à minha – de fato longa – intervenção anterior. Sobre as concordâncias e discordâncias. Talvez não ficou claro, mas sou tão veemente contra a abertura do Vale para carros como o Jorge Wilheim e saliento que a Associação Viva o Centro, desde muito vem plantando, tácita mas insistentemente, a semente para abrir o Vale para o trânsito motorizado, em cada ocasião do túnel em baixo inundar, como "via de fuga" para o trânsito. Recentemente, na sua voluntarista capacidade de impor idéias como soluções, inventou mais uma, que aliás também já vem de muito tempo (1). Agora o que se vê (talvez por seu "idealizador" ter saído do pedaço), é que o Vale virou um park-in de carros "oficiais" ou nem tanto, sem seu "mantenedor" reclamar. Gostaria de deixar bem claro também que admiro muito o esforço do Jorge Wilheim de ter nos fornecido um levantamento minucioso do centro (2), através do – e desprezado pela Associação Viva o Centro – "chamado Plano Regional para o Centro, que faz parte do Plano Diretor", como já citei antes. Fiquem minhas dúvidas, partindo de uma reflexão sobre o uso político das nossas ciências quando chega à sua forma "aplicada". Há um exemplo para dar (distante no tempo e no espaço) de como a antropologia, pela obra (encomendada!) de Ruth Benedict, uma das ícones da antropologia, forneceu as diretrizes para que os EUA pudessem obrigar o Imperador do Japão a "abdicar" das suas origens divinas (3). Jorge, o vencedor – e não quem a faz – é o dono da lei! Aqui, discutindo o que se queria alcançar com o esforço de criar espaços para dar lugares e em que, de fato, se deu este esforço, estamos na obrigação de nos dar conta e discutir abertamente o uso "aplicado", político, destas intervenções "idealizadas". Só pensando em Prestes Maia e como deva estar rebolando na sua cova! Abraço, Eric Notas 1 2 3 [Eric Verhoeckx, holandês, autônomo, antropólogo, arquiteto, morador do centro desta cidade] |
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