| De:
Michel Gorski
Data: Monday, June 26, 2006 3:58 PM
Assunto: Sobre o Prêmio Prestes Maia – Concurso do Minhocão
Prezados Colegas,
Estive acompanhando
todo o processo do Prêmio Prestes Maia (do qual participei com a equipe
e proposta anexas) e não me manifestei até a entrega da premiação para
com tranquilidade continuar a discussão sobre o destino do "Minhocão".
Em meu nome, posso
dizer que fiquei emocionado no lançamento do Prêmio, pois era uma rara
oportunidade para a apresentação de idéias que poderiam ser absolutamente
divergentes (entre retirar ou manter o elevado), porém com um olhar
para o coração da metrópole e seus desdobramentos futuros.
Respeito totalmente
o resultado e tive a oportunidade de cumprimentar aos vencedores, nossos
colegas que defenderam seus pontos de vista dentro de um processo conduzido
com absoluta transparência, com tempo suficiente para um profundo exame
das propostas apresentadas.
Acredito também que
a ausência (injustificada na minha opinião) do representante do IAB
no corpo de jurados fez muita falta, pois desde a convocação falou-se
em abertura para analisar idéias não havendo comprometimento do poder
municipal quanto à sua execução. Todos sabíamos também que os órgãos
de trânsito já se oporiam, por princípio, à remoção do elevado, inclusive
não apresentando aos concorrentes seus próprios estudos de vias alternativas.
O que causou tremendo
espanto foi que na enxuta ata de análise dos trabalhos a observação:
"As propostas que aventaram a demolição completa do minhocão deixaram
de apresentar solução satisfatória para a questão do fluxo de veículos
que trafegam diariamente pela Via Elevada".
Quer dizer que não
poderíamos aventar a demolição, mesmo sem ser completa do minhocão?
Quer dizer também que esta cidade nunca poderá ter seu rodoanel, nem
uma união dos governantes de todos os níveis de governo para desenvolver
os projetos de transporte coletivo? Quer dizer que é proibido expressar
seus sonhos, ou suas idéias num concurso de idéias, que nem serão executadas,
senão apontar uma solução satisfatória para o trânsito de passagem na
região?
No período de julgamento
faleceu Jane Jacobs, a grande batalhadora contra o desenho urbano feito
pelo e para o transporte individual nas grandes metrópoles, será que
foi de desgosto?
Responderei aos outros
comentários oportunamente. Vamos continuar na luta pela discussão da
cidade, até mais estimulados.
[Michel Gorski, arquiteto,
é autor do artigo que origina este fórum de debates]
Prêmio
Prestes Maia de Urbanismo 2006
Michel
Todel Gorski e Carlos Miller Neto
Mais do que um
fim para o Minhocão
Como se permitiu
fazê-lo?
Hoje seria impossível
a sua construção, no mínimo devido ao impacto ambiental que, na época,
não fazia parte do nosso cardápio urbanístico.
Parecia ser algo
moderno, progressista e o automóvel, que ainda era para poucos, representava
a grande aspiração de todos. E assim poderosos, motoristas e automóveis,
poderiam passar por cima de qualquer coisa.
Já apresentava certa
decadência, no início dos anos 70, o entorno da área onde foi implantado
o Minhocão, daí a baixa resistência da população contra a sua construção,
ainda que tenha ocasionado imensos transtornos ao ambiente, inclusive
para o trânsito do entorno e de passagem.

O minhocão é um
fruto tardio do movimento mundial de promoção do transporte individual
nas metrópoles do ocidente, extremamente criticado, ainda na década
de 60 nos EUA, pela jornalista Jane Jacobs em “Morte e Vida de Grandes
Cidades”, para citar um exemplo.
A recuperação da
qualidade urbana de uma extensa área central da cidade de São Paulo
é o foco da discussão, sem deixar de resolver os problemas de tráfego
e a absorção dos custos de desmontagem da via elevada.
O que fazer com
o Minhocão?
A cidade conheceu
desenhos de qualidade, principalmente na sua área central, como o Viaduto
do Chá, a ponte das Bandeiras, o Túnel 9 de Julho e o Viaduto Pacaembu
O elevado Costa e Silva, tosco, se assemelha a uma obra rodoviária em
pleno centro da cidade, denotando a falta de critérios urbanísticos
básicos, do momento de sua implantação.
Uma ação exemplar
no espaço público!
As ações públicas
e privadas no minhocão e nas suas áreas de influência, tem grande possibilidade
de serem exemplares, criando referências positivas tanto locais como
nacionais, para a recuperação de áreas degradadas de nossas cidades,
e para tanto deverão ter os seguintes critérios:
- contemplar o
redesenho da paisagem urbana de importantes setores da cidade;
- reorganização
do trânsito local e de passagem;
- desmontagem ecológica
da construção, com a recuperação exemplar de todos os seus componentes,
uma espécie de garimpo urbano;
- incentivos à
recuperação do entorno, com a verificação de ganhos diretos e indiretos
para a iniciativa privada e para o poder publico (IPTU, uso de infra-estrutura
instalada, etc.).
Numa análise mais
aprofundada cada segmento, terá uma relação direta e diferenciada com
seu entorno, com lógica própria para cada caso, tanto para prazos de
execução como de recuperação dos investimentos necessários.
Uma idéia que sempre
se menciona é a de transformá-lo em suporte para um sistema de transporte
coletivo, porém com o metrô por baixo pouco útil seria, e os efeitos
da sombra nas ruas, dos mais trágicos, e de interferência nos primeiros
andares das edificações se manteriam invasivas.
Ao ímpeto de uma
retirada radical do minhocão se impõe um estudo do impacto no trânsito,
que demanda mudanças de longo prazo, tanto na circulação periférica
ao centro como nos roteiros locais, mas principalmente na complementação
da rede de transporte coletivo, para que alternativas de circulação
sejam realistas e com qualidade.
Entendendo os segmentos
de que se compõe o elevado, podemos subdividi-lo em 3 partes bem caracterizadas
tanto pelo entorno de cada uma delas como pelas ações a serem programadas
no espaço e no tempo. Será necessário amplo planejamento para a execução
de qualquer atividade nesta área sob o risco de efeitos contrários aos
desejados ocorrerem, considerando para esse estudo o sentido de intervenção
do Largo Padre Péricles para a Praça Roosevelt.
“Não
há solução para o trânsito de São Paulo, mas há soluções para a cidade”!
Os 3 segmentos adotados
são:
Trecho vermelho
– Comprimento de 900 m.
Do Largo Padre Péricles
até a Praça Marechal Deodoro
Trecho azul –
Comprimento de 1080 m
Da Praça Marechal
Deodoro até Travessa dos Desenhistas
Trecho laranja
– Comprimento de 750 m
Da Travessa dos
Desenhistas até a Praça Franklin Roosevelt
Trajetória para
a liberdade
As vigas do trecho
vermelho do minhocão serão organizadamente deslocadas para o “Boulevard
Liberdade”, cujo projeto aprovado pela câmara Municipal deverá ser adaptado
para as suas novas características.
A engenhosidade
da construção permitirá a eficácia da desmontagem
A requintada tecnologia
construtiva aplicada para cumprir prazos políticos é o principal trunfo
para uma desmontagem racional com reutilizações e reciclagens dos componentes.
O sistema construtivo
adotado baseou-se na utilização de vigas pré-moldadas e protendidas
de seção constante e vãos de 30
a 40 m, com a posterior construção
de vigas transversinas e tabuleiro moldados “in loco”, também protendidos.

A sua desmontagem
seguirá o caminho inverso da construção, com a reciclagem dos componentes
moldados “in loco” e a retirada das vigas longarinas com o auxílio de
treliças lançadoras (no caso “retiradoras”), o que permitirá o seu transporte
cuidadoso utilizando-se a própria construção remanescente como pista
para o deslocamento, em horários compatíveis com o uso atual.
O principal ativo
da desmontagem do viaduto será o conjunto de vigas longarinas, a serem
deslocadas para obras da própria municipalidade, previamente preparadas
para recebê-las, sem estocagem ou manipulações complexas.
Desmontando o
trecho vermelho
O primeiro conceito,
de logística na desmontagem, é reduzir ao mínimo o deslocamento dos
materiais do ponto de geração.
O segundo conceito
é o reaproveitamento racional dos diversos materiais. De acordo com
a resolução CONAMA 307, todo o resíduo de construção e demolição RCD
obrigatoriamente terá uma destinação pré-determinada.
Etapas da desmontagem:
- Retirada da
camada asfáltica.
Produto: brita envolta com emulsão já oxidada.
Utilização: pátios de estacionamento, preenchimento de valas de prestadoras
de serviços urbanos.
- Rompimento do
tabuleiro e das vigas transversinas.
Produto 1: brita envolta com cimento agregado. Utilização: concreto
não estrutural, pátios de estacionamento, preenchimento de valas de
prestadoras de serviços urbanos.
Produto 2: aço.
Utilização: utilização reciclagem em aciarias
- Desmontagem das
vigas pré-moldadas.
Produto: vigas longarinas protendidas pré-moldadas de seção padronizada,
de altura constante e comprimento de 30 a 40m. Utilização: vias elevadas, fechamento de vãos com grandes
cargas, passagens de nível e passarelas de pedestres.
- Desmontagem das
vigas de suporte, pilares e cabeças das fundações.
Produto 1: brita envolta com cimento agregado.
Utilização: concreto não estrutural, pátios de estacionamento, preenchimento
de valas de prestadoras de serviços urbanos.
Produto 2: aço.
Utilização: utilização reciclagem em aciarias

Destinação dos
componentes
- Vigas – aproximadamente
200 unidades, destinadas ao novo projeto para o Boulevard Liberdade.
- Vigas e pilares
a serem demolidos: 3300 m³
- Empolamento 1,5
= 5000 m³ de agregado secundário
- Tabuleiro: 1240
m³
- Empolamento 1,5
= 1650 m³ de agregado secundário
- Asfalto Tabuleiro:
740 m³
- Empolamento 1,3
= 960 m³ de agregado secundário “tipo 2”
- Volume de material
a ser resgatado no trecho = 5280 m³ (3300 m³ + 1240 m³ + 740m³)
- Total de agregado
secundário gerado:
- Brita de
concreto: 6650 m³
- Brita de
asfalto: 960 m³ – serve para reuso pela prefeitura e concessionárias.
Nova proposta
para o projeto Boulevard Liberdade
Uma revisão conceitual
para um projeto já amplamente discutido e aprovado pela lei municipal
11.867/95 e regulamentada pelo decreto 35.920/96, utilizando como estrutura
o sistema de construção do Elevado Costa e Silva, com o reaproveitamento
de aproximadamente 200 vigas, permitirá a desmontagem do trecho vermelho
da proposta de intervenção no “minhocão”.

O Projeto Boulevard
Liberdade é, segundo estudo da EMURB “de grande interesse urbanístico
para a cidade, principalmente pela possibilidade da recomposição do
tecido urbano rompido pelo sistema da via Leste-Oeste no Bairro da Liberdade”
(Gerência de Projetos de Intervenções Urbanas da EMURB, citado em documento
de 2005).
Caberá a EMURB,
a partir do novo conceito estrutural, com reaproveitamento integral
de vigas pré-moldadas deslocadas do “minhocão”, elaborar uma reformulação
e atualização urbanística do Boulevard Liberdade, criando para a região,
extremamente carente de áreas livres, um parque público de aproximadamente
15.000 m².

Fase 1:
Estrutura para acoplamento das vigas, com pilares apoiados no solo
do canteiro central da Via de Interligação Leste-Oeste.

Fase 2: Vigas pré-moldadas
do “minhocão” reposiciondas sobre a nova estrutura, para preencher os
vãos entre os viadutos e as laterais.

Fase 3: Novo Parque
da Liberdade executado sobre a Via de Interligação Leste-Oeste com o
reaproveitamento das vigas do “minhocão”.
Equalização do
trânsito

Situação atual
– Sistema saturado,
já não resolve o problema para o qual foi proposto;
– Liga um congestionamento
a outro;
– Gera poluição
sonora e atmosférica;
– Beneficia exclusivamente
o trânsito de passagem e individual;
– Atende a 80.000
veículos/dia (100.000 pessoas/dia), apenas 2% do total da frota circulante
na cidade;
– Descontinuidade
após o fim do elevado a Oeste

Primeira etapa desmontagem do trecho vermelho do elevado:
A separação de vias
do elevado em 2 pistas para cada sentido permitirá um melhor gerenciamento
e subdivisões dos fluxos.
A) Sentido Leste-Oeste:
Construção de alça
para a Av. Duque de Caxias, para acessar a Av. Rio Branco e a nova via
expressa no leito da ferrovia (conforme estudos em andamento pelos órgãos
de trânsito e transporte da cidade) ou à própria Marginal do Rio Tietê.
Construção de descida
do elevado (saída provisória) em uma faixa de veículos na altura da
praça Marechal Deodoro.
B) Sentido Oeste-Leste
Aumento do leito
carroçável em uma faixa de veículos, utilizando para isso o canteiro
central liberado com a desmontagem do elevado neste trecho.

Segunda etapa – desmontagem do trecho azul do elevado:
A) Sentido Leste-Oeste:
Construção de descida
com duas faixas de veículos no largo Sta. Cecília, na altura da travessa
dos Desenhistas;
Readequação do acesso
a Av. São João e ao terminal de ônibus.
B) Sentido Oeste-Leste.
Aumento do leito
carroçável em uma faixa de veículos, utilizando para isso o canteiro
central liberado com a desmontagem do elevado neste trecho.
Construção de acesso
ao elevado com duas faixas de veículos no largo Sta. Cecília, na altura
da travessa dos Desenhistas.

Situação proposta
– manutenção do
elevado no trecho laranja;
– equacionamento
do trânsito dirigido para a via expressa, utilizando o leito ocioso
da ferrovia;
– diluição do tráfego
com a utilização das vias principais e secundárias, tanto no sentido
Leste-Oeste como no sentido Oeste-Leste.
Alternativas
para o trecho laranja
O ideal será que
ao longo deste período de análise ocorra a viabilização da retirada
deste trecho. Porem não pode ser feito a curto prazo pois o mesmo é
vital para a acomodação do trânsito conduzido até a nova via expressa
a ser implantada nas áreas remanescentes do leito ferroviário.

Para manutenção
do trecho com a permanência do elevado, deverão ser desenvolvidos estudos
visando a melhor alternativa: (ver cortes esquemáticos).
1. Manutenção da
circulação aérea, com proteção acústica e visual do trecho;
2. Transformação
da projeção do elevado na R. Amaral Gurgel em túnel, eliminando os impactos
visual e sonoro, com a necessidade de desenvolver um cruzamento com
a Rua Jaguaribe, em desnível, e a transformação das vias interrompidas
pelo túnel em vias locais secundárias.
O espaço aéreo do
elevado poderá ser utilizado como área publica em continuidade à Praça
Roosevelt, como um parque suspenso recompondo o tecido urbano.
Recuperação urbana
lindeira ao centro
A integração por
via expressa entre os bairros da zona leste e oeste, principal objetivo
que levou à construção do minhocão através de área que já apresentava
alguma deterioração à ocasião, contribuiu enormemente para a degradação
e completa deterioração do seu entorno, como efeito de uma miopia urbanística
que desconsiderou possíveis cenários positivos para o futuro daquela
região.
Esta é uma proposta
em área pública, que contínua pública, tanto na sua desmontagem como
destinação.
A estimativa de
custos para a desmontagem apenas do trecho vermelho, incluindo as necessárias
obras de acoplamento na região do Arouche é de R$ 15 milhões, com um
reaproveitamento imediato de 2/3 desse valor, principalmente com o deslocamento
das vigas pré-moldadas para a implantação do novo projeto Boulevard
Liberdade.
Além da recomposição
e recuperação dos destinos da região, a Prefeitura poderá ter retorno
pecuniário sob a forma de incremento de tributos municipais advindos
da valorização imobiliária, pelo potencial aumento dos valores venais
dos imóveis, e também de impostos sobre serviços, desde que incentivado
por legislação específica.
Ressalte-se também
os aspectos do resgate do patrimônio histórico, artístico e cultural
das edificações daquele entorno, de comprovado valor arquitetônico e
construtivo, ora obnubilados pela agressiva presença do minhocão, passíveis
de receberem incentivos de fontes diversas para parcerias ou operações
urbanas localizadas.
Caberá também ao
poder público recuperar as praças e largos da região, tradicionais pontos
de encontro e lazer, com vegetação e equipamentos adequados, de forma
que a população volte a ter locais de lazer, não sazonais, como é o
caso da atual ocupação domingueira do minhocão.
Linha do tempo
É fundamental para
a reciclagem de materiais urbanos a logística de destinação dos componentes,
sempre sem estocagem de espera.
| Linha
do Tempo |
2006/
2007 |
2008/
2009 |
2010/
2011 |
| Projetos |
Projetos
Básicos e Executivos do Trecho Vermelho/ novo Boulevard |
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Projeto
Básico de destinação de componentes do Trecho Azul |
Projeto
Executivo de destinação do Trecho Azul |
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Projeto
Conceitual de solução para o Trecho Laranja |
Articulação
legal e parcerias para viabilização do Trecho Laranja |
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Projetos
para o Trecho Laranja |
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| Obras |
Articulação
viária para nova via expressa e execução de obras viárias localizadas |
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Desmontagem
do Trecho Vermelho |
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Criação
do novo Boulevard Liberdade |
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Recuperação
do entorno do Trecho Vermelho |
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Recuperação
do entorno do Trecho Azul |
Recuperação
do entorno do Trecho Azul |
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Desmontagem
do Trecho Azul |
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Obras
para aproveitamento de componentes do Trecho Azul |
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Recuperação
do entorno do Trecho Laranja |
Obras
do Trecho Laranja |
Equipe
Coordenação
Arquiteto
Michel Todel Gorski e Engenheiro
Carlos Miller Neto
Participantes
Arquitetos
José Renato Vessoni, Diogo Figueiredo de Freitas, Paulo José Tripoloni,
Marcelo Gino e Maria Cecília Barbieri Gorski
Consultores
Sérgio
Michel Sola – Engenheiro de Trânsito
José Rubens
Gomes – Engenheiro de Minas
Andy A. Gruber
– Arquiteto |