| De:
Sylvio de Podestá
Data: Saturday, October 29, 2005 11:04 AM
Assunto: Lago Paranoá
"O Lago começa
nas nascentes!
As margens do Lago Paranoá devem ser elegantemente iluminadas
para seu maior espetáculo: o lazer comum”
2003, durante o ENEA
Caro Professor e colega
Frederico,
Fica meu aplauso pela
paulada no descaso visível (melhor aéreo com o espionável
google) e a pergunta: teremos que esperar que Roriz envelheça
como Maluf, por exemplo, para levá-lo diretamente para a cadeia?
"Era Roriz &
Cia." antecipou com rapidez extraordinária um cartum do
Paulo Caruso publicado na Projeto onde as duas asas aparecem cercadas
por uma cidade " normal", clandestina. Se numa primeira leitura
poderia parecer uma crítica ao elitismo das duas asas, podemos
hoje perceber que era na verdade antecipação dos problemas
atuais. Faltou só se referir ao metrô que para mim começou
errado, enterrado como avestruz, evitando macular um desenho intocável
(este não é exatamente o caso aqui e portanto que vá
para o arquivo temporário).
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Plano
Piloto de Brasília, Paulo Caruso. Fonte: Revista Projeto |
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A incapacidade de
cuidar dos vazios que permitiriam a permeabilidade, ou seja, o acesso
a vários pontos do Lago entre os picolés, por exemplo,
foram encampadas pelos moradores diversos, ampliando seus jardins e
garantindo a privacidade da sua praia particular e isto foi só
o começo. O meio e o fim estão no seu texto.
Como mero observador
ocasional, sou simplório nas minhas constações
e porisso aplaudo suas críticas veementes.
Por outro lado, Brasilia,
como qualquer cidade burra tem jeito mas é necessário
começar. Um começo é o registro dos erros e a sua
crítica . O próximo passo, sugestões de atuações,
mesmo que necessário outros eneas.
Abraços,
[Sylvio
de Podestá, arquiteto, Belo Horizonte MG] |