Anexo 02

Autores: Marcio Mazza e Rubens de Almeida
Data: 17 de outubro de 2005
Documento: Mirante Masp. Um (amplo) olhar para São Paulo (coletânea de depoimentos)

Como contribuição às avaliações que vêm sendo realizadas sobre o projeto do Mirante Masp do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, decidimos contatar cerca de 30 personalidades que participam ativamente do mundo cultural, arquitetônico e econômico da cidade, para buscar suas opiniões sobre o impacto da obra.

Solicitamos que se expressassem livremente, considerando alguns aspectos importantes vinculados à iniciativa, como:

  • a importância da obra para Metrópole e para o MUSEU;
  • o impacto cultural, turístico e econômico da construção de uma torre com
  • belvedere de visitação, observação e apreensão da cidade;
  • a interferência do projeto na ambiência do prédio do museu, no parque Trianon
  • e sobre o vale da Avenida 9 de Julho.

E o resultado, como veremos a seguir através das declarações dos mais diferentes profissionais e dirigentes, foi de total apoio à iniciativa do MASP e as transcrições de trechos dos depoimentos colhidos não deixam dúvidas da pertinência e importância, para São Paulo, em todos os níveis, da construção do Mirante Masp, exatamente no ponto, onde ele sempre existiu: junto ao antigo Belvedere do Trianon.

Sobre a importância da obra para a metrópole paulistana

“A iniciativa é louvável sob todos os aspectos” começa Abram Szajman, Presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Para ele “utilizar o edifício anexo ao MASP e nele instalar também um belvedere e uma torre 110 metros acima do espigão da Paulista, de onde se poderá ver toda a cidade” (...) terá importância, todos sabemos, na cultura, na paisagem e no turismo de São Paulo e conta, desde já, com o apoio desta entidade”. Trata-se de criar um novo marco para a cidade de São Paulo, na visão de Pedro Cury: “Um mirante naquela posição vai possibilitar a visão de toda a cidade e certamente trará um impacto positivo de visitação e compreensão da metrópole”.

Já para Raimundo de Paschoal, professor de Urbanismo das Faculdades Belas Artes, resume “A nova edificação reúne e interpreta as qualidades do corredor da Avenida Paulista e seu “skyline” é ajustado perfeitamente à verticalização local. Cuida de não interferir nas estruturas de transmissão de rádio e televisão e sem dúvida é um novo totem do qual o usuário terá as vantagens da prestação de serviços que o Masp organizará na nova estrutura. Será, também, um excelente observatório da grandiosidade de São Paulo (...) atraindo, pela própria natureza do Masp novos freqüentadores ao local”.

O atual presidente do IAB/SP, arquiteto Paulo Sophia, reforça a tese de que a obra segue o movimento da cidade, uma vez que “O projeto de ampliação do MASP e da construção da torre com belvedere na av. Paulista se enquadra muito bem ao processo daquela região da cidade. São Paulo precisa ser compreendida também pela dinâmica dos objetos e elementos urbanos que compõem a sua paisagem. São Paulo merece uma intervenção como essa e a Paulista comporta perfeitamente esse tipo de monumento”.

Opinião é reforçada com entusiasmo pelo arquiteto José Eduardo Tibiriçá, que participa de vários fóruns que acompanham o desenvolvimento da cidade: “torço pela aprovação do Belvedere do Masp sobretudo porque seria um excelente sinalizador indicando, ao realizador povo Paulista, que já é novamente possível sonhar e realizar em São Paulo”.

O arquiteto Décio Tozzi vai mais longe e propõe que a iniciativa seja continuada, para que a cidade ganhe condições de enxergar a si mesma, de vários pontos da Paulista. “Sugiro que além do mirante do Masp, a cidade possa conquistar pelo menos mais dois mirantes na Paulista: um na Osvaldo Cruz e outro no extremo oposto, que se abra para o bairro do Pacaembu. O fato é que a idéia é tão boa que ficamos com vontade de propor outros locais que poderiam ser objeto de outros mirantes. A torre não vai incomodar, é singela. Sai de um topo de um prédio”.

Já Heloisa Proença, ex-secretaria Municipal do Planejamento, acredita que “a idéia de se garantir um mirante na Av. Paulista que consiga perpetuar a histórica vista do Trianon, o vão do MASP e o próprio Museu de Arte de São Paulo é importante e merece ser discutida com seriedade e espírito público”.

E, para resumir, Carlos Bratke confessa: “Como cidadão gostaria muito de ver minha cidade recuperando edifícios em estado de abandono, criando novos espaços destinados a cultura e a educação, erigindo uma nova atração turística como uma torre/belvedere proposta, elemento urbano fundamental, existente em centenas de cidades vaidosas em todos os lados da Terra”.

Sobre a importância da obra para o MASP

“Ter recursos da iniciativa privada para garantir a viabilização econômica da obra eproporcionar, ainda, um retorno financeiro para custear a manutenção, sobrevivência e incremento do Masp nos parece uma oportunidade imperdível”, foi a constatação do arquiteto Henrique Cambiaghi. A opinião é compartilhada também pelo arquiteto Pedro Cury, atual curador da 6ª. Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo: “O projeto do Mirante vai propiciar a independência financeira do MASP e vai permitir que mais recursos sejam colocados à disposição para novas exposições e até mesmo para garantir a manutenção adequada do prédio do museu (...) e proporcionar novos e importantes eventos culturais”.

Na mesma linha de raciocínio, segue a opinião do arquiteto Marcos Gadelho, Pró-reitor da Universidade de Guarulhos, que afirma ser favorável à construção do Mirante, porque “cria uma ‘fonte alternativa’ de receita para o MASP e conseqüentemente para a preservação do Bem tombado”, com o que concorda também outro professor, o arquiteto Pedro Paulo de Melo Saraiva, ao afirmar “Acredito que o Mirante MASP vai propiciar um reforço financeiro de apoio às atividades características do Masp além de integrar volumétricamente o skyline da Avenida Paulista, preservando aquele espaço vazio em que o MASP se insere”.

Carlos Bratke, outro arquiteto de renome internacional, entende que “parece lógica a construção de uma torre/belvedere vizinha ao MASP, como forma de garantir recursos para manutenção e incremento de suas atividades (...) de forma patrocinada, sem a necessidade de aumentar impostos, criar taxas, de mexer no nosso bolso”.

Sobre o impacto cultural e turístico para a cidade

Neste aspecto, a análise começa por um especialista como Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC em São Paulo: “A torre do MASP trará um benefício social e cultural, e portanto, o interesse é público e comunitário. Vai ser mais um elemento urbano significativo para a avenida Paulista e será bem recebida pela cidade”. Tal posição é reforçada pela opinião do Presidente do São Paulo Convention&Visitors Bureau, Orlando de Souza que acredita que o “melhor aproveitamento do espaço do Museu para exposições e outros eventos e a transferência da área administrativa para outro edifício (...) ativará a prática turística como se vê nas principais capitais do mundo (...)”.

O presidente do SINDETUR – Sindicato das Empresas de turismo no Estado de São Paulo, Eduardo Vampré do Nascimento, se entusiasma ao afirmar que “louvamos a iniciativa do Masp de instalar neste futuro anexo ao museu um belvedere, destinado à visitação pública, em torre com mais de 100 metros acima do espigão da Paulista, proporcionando aos visitantes uma vista única e espetacular de quase toda a cidade”.

Solidariedade à idéia de ampliar os horizontes turísticos da cidade também é manifestada pela Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Nelson Baeta: “a exemplo das demais torres existentes no mundo (...) o mirante devolverá a São Paulo o horizonte que lhe foi subtraído pela atual muralha de edifícios”. Como presidente da Associação Paulista Viva e uma das pessoas mais sensíveis à intervenções na ‘sua avenida’ e profundamente interessado na melhoria dos equipamentos urbanos existentes na Av Paulista, Baeta completa, afirmando que “a comunidade da região (...) apóia integralmente o projeto do MASP, que enseja a recuperação do edifício há muitos anos abandonado. (...) Iniciativas dessa magnitude contribuem decisivamente para a efetiva revitalização e preservação da Avenida Paulista como principal símbolo de nossa cidade, o que certamente é do interesse de toda a coletividade paulistana”.

Inclusive, indignado, Alencar Burti, Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, convida “todos a refletirem se é ou não uma incoerência: após a cidade de São Paulo assistir a construção de inúmeras torres na nossa Avenida Paulista, sem que houvesse reações.... por que então, questionar exatamente essa, a única cuja finalidade está vinculada ações empresariais em benefício da cultura, da educação, do turismo e da cidade como um todo. Proibir a torre seria uma injustiça e uma discriminação contra o MASP, contra a cultura, contra o turismo e contra a cidade e seus cidadãos”.

As entidades vinculadas à cultura se manifestam de maneira semelhante e chamam atenção também em relação ao impacto sobre a paisagem, como diz Manoel Francisco Pires da Costa, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, para quem o “Mirante além de ter forte recuo em relação à parte frontal do edifício (...) é menor que a maioria das torres instaladas na avenida. Com ele, São Paulo ganha novo ponto de turismo e de lazer, que permitirá aos visitantes uma visão completa e panorâmica da cidade, nos moldes de grandes capitais espalhadas pelo mundo”.

A mesma observação tem Cyro del Nero, cenógrafo e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, para quem o projeto é importante pela cultura e pelo aspecto da educação nas artes, mas também pelo fato do “oportuno mirante panorâmico é lazer e turismo para os paulistanos, significando ainda o coroamento sobre oito andares que se dedicarão ao ensino das artes”. E completa: “opor-se a esta idéia é manifestar sem dúvida uma opinião desinformada e apenas no clima de ouvir dizer”.

Tal opinião é reforçada pelo arquiteto Henrique Cambiaghi, para quem “A oportunidade de recuperar um edifício em plena Avenida Paulista há muitos anos abandonado, dando a ele um uso tão importante e significativo, associando uma Torre /Mirante que sem dúvida se tornará num marco e num grande atrativo turístico de nossa cidade já é por si só um grande feito”. E complementada por outra declaração: “este é o verdadeiro marco, que vai promover a independência do Masp, gerar recursos e proporcionar novos e importantes eventos culturais”, completa o arquiteto Pedro Cury.

Opinião inconteste sobre o projeto é também a de Marcos Arbaitman, Ex Secretário do Turismo do Município de SP, que também analisa a iniciativa sob o aspecto turístico e cultural: “a existência de uma torre com mirante junto ao Masp só reforça uma característica que a Avenida Paulista já tem, de ser um pólo de atratividade dos visitantes na cidade, sejam brasileiros ou estrangeiros. Por estar no ponto mais alto da metrópole, a torre vai servir como uma referência muito interessante, que identifica e unifica os vários pólos culturais que se espalham pela Avenida, como o próprio Masp, o Itaú Cultural, os cinemas, as livrarias, os bens tombados”.

Romeu Chap Chap, presidente do SECOVI, prefere uma análise ao mesmo tempo objetiva e poética, ao afirmar que o projeto foi “concebido para interferir minimamente no entorno do museu e o mirante proporcionará a todos uma nova forma de ver a cidade. Representará um veículo para que possamos admirá-la e respeitá-la, trazendo-a para dentro do olhar e do coração de todos que puderem, do alto, reconhecer sua generosidade (...)”. E completa: “o apelo cultural e mesmo a oportunidade de conferir mais vida à noite da Avenida Paulista (...) merecem o apoio de todos nós”.

Sobre a interferência do projeto na ambiência do edifício do Masp

Os depoimentos recolhidos também buscaram opiniões e declarações sobre a questão mais polêmica da implantação do projeto de expansão do MASP, que é a possível interferência do Mirante Masp sobre a arquitetura marcante de Lina Bo Bardi e o entorno desse – visuais do Vale do rio Anhangabaú e Parque Trianon.

Sob este aspecto, houve uma grande confluência de opiniões, cujos trechos mais significativos, reproduzimos abaixo:

O arquiteto e urbanista José Magalhães Jr, ex Vice presidente a Emurb, antecipa de forma sintética e objetiva, o real quadro em que o Mirante Masp se insere: “O que deve ser avaliado é como a intervenção se comporta na convivência com o patrimônio público que é tombado. Nesse aspecto, a iniciativa não interfere na principal característica da obra marcante de Lina Bo Bardi, que é a visualização transversal do grande vão do edifício do MASP. De um lado, o Parque Trianon e do outro,o vale da Avenida 9 de Julho e a visão do centro da cidade. Essas são as visuais importantes. Se fôssemos considerar a intervenção da torre na paisagem da Avenida como um todo, então as demais torres deveriam passar pelo mesmo processo, porque a sua evidência não se dá para um transeunte da Avenida Paulista, mas para o conjunto do skyline da região”.

Para Henrique Cambiaghi, “a escala e as proporções da Torre/ Mirante em nada prejudicam ou prejudicarão o skyline da Avenida Paulista,ou de nossa cidade, a ambiência e a volumetria do MASP. Muito pelo contrário será um motivo de orgulho para todos os cidadãos paulistanos”. O arquiteto José Carlos Ribeiro de Almeida, ex-Presidente do Condephaat, vai mais longe na defesa do projeto: “Recuperar o edifício na esquina que decaiu por abandono, só melhora o entorno do museu. A construção do mirante não interfere em nada, pois além de reafirmar o caráter da Paulista verticalizada com as suas inúmeras torres, ambiência característica do MASP, sequer entra no campo visual de quem se encontra nas suas imediações. Não vejo o menor sentido em criticar a recuperação do prédio da esquina e a construção da torre com mirante”.

“A torre é esbelta, não vai prejudicar a visão do vale e não tem interferência negativa na paisagem”, afirma Pedro Cury. Tal consideração é aprofundada pelo também arquiteto Pedro Taddei Neto, com a experiência de quem também dirigiu o IAB, a Emplasa e o Programa Monumenta: “O mal não está na criação de mirantes numa região urbana vasta e rica em diversidade geomorfológica e urbanística, e sim na sua gradual extinção. Considero que este é um assunto de interesse público e, portanto, deve a Municipalidade tomar a dianteira buscando soluções para preservar e multiplicar os mirantes de São Paulo, com o concurso da comunidade e da iniciativa privada”.

Para Celso Vieira, presidente do SINDELIVRE – Sindicato das Entidades Culturais do Estado de São Paulo, ninguém da área da cultura pode ficar calado e que ele se sente “na obrigação de expressar, em meu nome e no do sindicato que representamos, nossa perplexidade á subjetiva interpretação de que o projeto da nova torre interfere na ambiência do edifício sede do MASP, visto que estas edificações são totalmente separadas por uma via pública”.

A mesma posição em relação à polêmica que se seguiu ao anúncio do empreendimento é compartilhada também pelo arquiteto Carlos Heck, ex-presidente do Iphan e do Condephaat: “A verticalização das edificações da Avenida Paulista há vários anos é um marco na paisagem urbana na cidade de São Paulo. (...) não vejo como um edifício em altura já existente, que para se adequar como um anexo do MASP modifique seu gabarito de altura, afete a proteção do patrimônio arquitetônico do edifício sede do MASP, pois no seu entorno mais próximo ou distante, a verticalização existente não criou e não cria nenhum impacto ambiental no entorno ou na sua área envoltória, que possa obstruir visuais no nível de circulação dos cidadãos usuários, na sua leitura clara da volumetria arquitetônica do Edifício sede”.

Seguindo o mesmo raciocínio está a arquiteta Nadia Somekh, da Faculdade de Arquitetura Mackenzie e ex-presidente da EMURB, para quem “A cidade de São Paulo, mesmo em regiões ou áreas próximas à edificações tombadas, não pode ser congelada. (...) uma torre ao lado do MASP na Paulista - mesmo sem conhecer os detalhes do projeto arquitetônico e sua composição com o entorno - em nada poderá prejudicar a força do prédio do MASP”.

Heloisa Proença, está ”segura de que é possível encontrar uma solução de projeto que preserve a ambiência do MASP e que seja compatível, em termos de paisagem urbana, com a avenida símbolo de São Paulo”.

Até porque, como afirma o arquiteto José Eduardo Tibiriçá, o projeto “realmente não interfere nas visuais e na ambiência do MASP; mas, como um todo, irá aumentar significativamente o potencial de ação cultural do MASP. Ele acrescentará à paisagem da Paulista e de nossa cidade um importante ponto de atração e de contemplação de nossa paisagem urbana estimulando a cidadania consciente e responsável”. A mesma afirmação categórica faz o arquiteto Marcos Gadelho com a experiência de ter sido Presidente do Condephaat: “minha opinião é favorável ao projeto exatamente porque não compromete a ambiência do bem tombado, não interfere na volumetria do bem tombado e não interfere na paisagem local”.

Décio Tozzi chama atenção para a característica única da futura torre do Masp em relação às demais, já existente na avenida: “acredito que não será o acréscimo de mais uma torre que vá incomodar. Aliás, o conjunto de marcos da Paulista forma o grande macro-marco visual da cidade e, nesse sentido, a torre do MASP só se acrescenta. Enquanto as outras torres são utilitárias, a do MASP terá um grande significado cultural e um mirante para que todos possamos “ler” a área metropolitana. Trata-se de uma iniciativa que deve ser saudada como um novo conteúdo para a cidade. A torre é singela”

Já para o arquiteto Gilberto Belleza, também curador da 6ª BIA – Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, toda a discussão que está havendo é “extremamente intensa e positiva, e aconteceu também na ampliação tanto do Museu Gugenheim de Nova York quanto do Museu do Louvre em Paris, com resultados bastante corretos e respeitosos. Por isso, ao meu modo de ver, a construção de uma torre alta anexa ao Edifício do Masp, jamais poderá ser imputada como agressora ao ambiente existente, o que inviabilizaria a convivência entre esses dois edifícios. Muito pelo contrario, ao meu modo de ver, a relação entre ambos poderá exprimir melhor ainda a identidade da Avenida Paulista, como marco do progresso Paulista e Brasileiro”.

“Aos que se agarram ao patrimônio histórico” – observa com sua sensível percepção, o arquiteto Sérgio Teperman, – “digo que a vida de São Paulo, a sua expressão, a sua cara, é a de uma cidade moderna, contemporânea, avançada. A torre complementa essa imagem e o MASP continuará merecidamente tão visível como sempre foi e receberá um prédio de apoio condizente com a sua importância”.

Para finalizar esta série de depoimentos escolhemos alguns trechos do depoimento encaminhado pelo arquiteto Paulo Sophia, atual Presidente do IAB/SP:

“A torre com mirante terá uma presença mágica, muito diferente do dia a dia das construções comerciais que marcam a Paulista. A Paulista é um lugar propício para esse tipo de intervenção. Ali, nada precisa ser tão alto para oferecer uma leitura simbólica e pedagógica da metrópole. O Mirante MASP é como uma homenagem que reconhece e valoriza a Paulista como um dos nossos maiores símbolos urbanos.” “Em relação ao formato da torre, creio que não nos cabe opinar, pois senão, estaríamos todos projetando e isso não é possível. Nossa função é apoiar e ajudar a aprovar idéia, sem nos envolvermos com a forma que ela vier a ter.”

Nesse aspecto, a grande dimensão a ser valorizada é o fato da cidade poder renovar mais uma vez aquele espaço, como uma espécie de passo adiante, uma re-interpretação do terraço-mirante do Masp, concebido por Lina Bo Bardi. Ou seja, devemos usufruir do aspecto simbólico da localização daquele ponto, o primeiro do antigo Belvedere da primeira metade do século passado, que foi valorizado pelo MASP na segunda metade desse mesmo século e que agora será reinterpretado pelo Belvedere do MASP neste inicio de século XXI”.

Relação dos Participantes desta Coletânea

Lamentamos apenas que a falta de maior prazo tenha impedido a participação de inúmeros outros profissionais e líderes empresariais que haviam se disposto a participar desde conjunto de opiniões relativas ao Mirante Masp. Se houver a possibilidade deste prazo ser estendido, poderemos agregar um número muito maior de opiniões e depoimentos de diversos profissionais envolvidos de alguma maneira com esta questão. A íntegra dos textos originais encontra-se à disposição dos interessados com os autores deste trabalho.

Participaram deste levantamento de depoimentos as seguintes personalidades, a quem agradecemos a disponibilidade, opiniões e espírito de colaboração:

  • Abram Szajman, Presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo
  • Alencar Burti, Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil
  • Carlos Bratke, Arquiteto, Ex-Presidente do IAB, Ex-Presidente da Fundação Bienal de São Paulo, Ex-Presidente do Museu da Casa Brasileira
  • Carlos Heck, Arquiteto, Ex-Presidente Iphan, Ex-Presidente do Condephaat
  • Celso Vieira, Presidente do Sindelivre – Sindicato das Entidades Culturais do Estado de São Paulo
  • Cyro Del Nero, Cenógrafo, Professor da Escola de Comunicação e Artes da USP
  • Danilo Santos de Miranda, Diretor Regional do SESC – São Paulo
  • Décio Tozzi, Arquiteto, Vice-Presidente do IAB•SP
  • Eduardo Vampré do Nascimento, Presidente do SINDETUR – Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo
  • Gilberto Belleza, Arquiteto, Ex-Presidente do IAB/SP, Curador da 6ª BIA – Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
  • Heloisa Proença, Arquiteta, Ex-Secretária Municipal de Planejamento de São Paulo, Ex-Presidente da Emurb, Ex-Conselheira do Conpresp
  • Henrique Cambiaghi, Arquiteto e Urbanista, Ex-Presidente da AsBEA
  • José Carlos Ribeiro de Almeida, Arquiteto, Ex-Presidente do Condephaat
  • José Eduardo Tibiriçá, Arquiteto, Membro do Conselho da AsBEA, Membro do Conselho do IAB, Diretor do Sinaenco
  • José Magalhães Jr., Arquiteto, Ex-Presidente do IAB/SP, Ex-Vice-Presidente da EMURB
  • Manoel Francisco Pires da Costa, Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
  • Marcos Gadelho, Arquiteto, Ex-Presidente do Condephaat, Pró-Reitor da Universidade de Guarulhos
  • Marcos Arbaitman, Ex-Secretário do Turismo do Município de São Paulo
  • Nadia Somekh, Arquiteta, Diretora da Faculdade de Arquitetura Mackenzie, Ex-Presidente da Emurb
  • Nelson Baeta Neves, Presidente da Associação Paulista Viva, Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis
  • Orlando de Souza, Presidente do São Paulo Convention&Visitors Bureau
  • Paulo Sophia, Arquiteto, presidente do IAB-SP
  • Pedro Cury, Arquiteto, Ex-Presidente do IAB-SP, Curador da 6ª BIA – Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo
  • Pedro Paulo de Melo Saraiva, Arquiteto, Ex-Presidente do IAB, Professor da FAU Mackenzie
  • Pedro Taddei Neto, Arquiteto, Ex-Presidente do IAB, Ex-Presidente da Emplasa, Ex-Coordenador Nacional do Programa Monumenta
  • Raimundo de Paschoal, Arquiteto, Professor de Urbanismo da Faculdade de Belas Artes
  • Romeu Chap Chap, Presidente do Secovi-SP
  • Sérgio Teperman, Arquiteto, Ex-Presidente da AsBEA, Ex Vice-Presidente do Sinaenco

Pesquisas, entrevistas e texto final

  • Marcio Mazza, Arquiteto, Vice Presidente da AsBEA – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura, Ex-Vice Presidente da Associação dos Amigos do Museu da Casa Brasileira
  • Rubens de Almeida, Jornalista / MTB: 17.897/71