| Anexo
13
Autor:
Mônica Junqueira de Camargo
Data: 13 de novembro de 2005
Documento: Carta para o “Painel do Leitor” da Folha de São Paulo [publicada
em 21/11/2005, com cortes]
Senhor
editor,
Mais uma
carta relativa à torre ocupando mais espaço de sua coluna que a resposta
que enviei anteriormente, apesar de trechos de minha autoria terem sido
editados e utilizados no editorial Veto à Torre. Novamente fui alvo
de agressivas e infundadas acusações, as quais o jornal não procurou
verificar antes de publicá-las. Solicito a publicação da carta abaixo,
sob o título de Masp 2 e não com o título equivocado que teve a anterior:
urbanismo.
Masp
2
Quanto
às observações sobre a minha conduta como representante do IAB junto
ao Conpresp feitas pelo presidente do MASP, na carta publicada neste
Painel, em 12/11, esclareço aos leitores deste jornal:
1. Fui
oficialmente indicada como representante do IAB em 2003, pelo presidente
Gilberto Belleza e confirmada pelo atual presidente Paulo Sophia para
o mandato que teve início em agosto de 2004 e encerrará em 2007, cargo
esse com direito a um voto no Conpresp. Não tenho qualquer poder de
veto às idéias do presidente e de ex-presidentes do IAB, como fui acusada
pelo presidente do Masp, porque não ocupo qualquer cargo na entidade,
nem faço parte de seus conselhos e aqueles que me conhecem, sabem que
não é do meu feitio, pois, pelo contrário, sou entusiasta da troca de
idéias. Durante toda a minha atuação, como conselheira-representante
do IAB no Conpresp, venho mantendo permanente diálogo com a entidade,
quer através do presidente ou dos associados que me procuram para esclarecimentos
de dúvidas e acompanhamento de processos. Inclusive, num de seus boletins,
o IAB publicou um parecer meu relativo a outro polêmico processo.
2. A minha
resposta ao editorial Veto a Torre publicada neste painel dia 2/11,
buscava esclarecer aos leitores os equívocos cometidos pelo autor do
Editorial Veto à Torre e não aos dirigentes do Masp, como mencionado
na citada carta. Fui acusada de usar de sofisma quando se tratava de
um princípio básico de patrimônio. O disputado espaço do painel do leitor
deveria ter sido aproveitado, pelo presidente do MASP, para explicar
os pressupostos teóricos que embasaram sua proposta para uma torre de
120m de altura no entorno de um bem tombado.
3. Aos
interessados no Patrimônio Histórico da cidade de São Paulo, informo
que um debate sério, no plano das idéias, sobre essa polêmica questão
estará, em breve, disponível no site especializado de arquitetura www.vitruvius.com.br.
[Mônica
Junqueira de Camargo, Arquiteta, Conselheira – representante do IAB
no Conpresp]
|