| De:
Tatiana Bodra Karpavicius
Data: Monday, November 21, 2005 4:46 PM
Assunto: MASP - minha cidade
Diante de todas as informações
publicadas no Fórum, a conclusão lógica é
que os opositores da Torre do MASP colocam argumentos racionais, enquanto
seus defensores se concentram em atacar os autores dos pareceres contrários
do órgão municipal de defesa do Patrimônio, ao invés
de justificar a construção da torre.
A justificativa para a contrução
da torre foi pouco convincente não só para o Compresp.
Se o único argumento
possível em defesa da contrução da torre é
mesmo o de angariar fundos para o museu, ele é realmente fraco.
Não é preciso ser especialista para saber que há
outras maneiras de conseguir este intento, certamente menos lesivas
ao bem tombado.
Perigosa, ademais, a intervenção
de uma empresa privada num bem público e da importância
do MASP. Se, como afirma um dos signatários da carta em defesa
da torre, esta é uma "oportunidade imperdível",
com certeza é para a empresa VIVO, e não para a sofrida
população da cidade, que tem seus bens dilapidados e destruídos
em virtude de interesses comerciais, nem sempre esclarecidos.
A decisão do Compresp
deve ser legitimada e a opinião pública esclarecida, dentro
e fora da esfera dos profissionais de Arquitetura e do Patrimônio.
Se é que o MASP realmente
necessita de um anexo, ele deve ser objeto de concurso público
e passar pelo crivo dos especialistas do Patrimônio Arquitetônico.
O MASP não pode virar um outdoor da VIVO, ou seja de qual empresa
for.
[Tatiana Bodra Karpavicius,
arquiteta com especialização em Patrimônio Arquitetônico
e também um pouco dona do MASP, assim como todos os cidadãos
de São Paulo (e por que não, todos os brasileiros?)]
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