| De:
Mário Yoshinaga
Data: Monday, November 28, 2005 5:58 PM
Assunto: Bexiga artigo 149
André, tudo isso é
polêmico, interessante, mas temos que considerar as realidades
"fora de torre de marfim" uspiana. Estamos num país
capitalista, democrático, etc. onde "ainda" existem
propriedade privada, empreendedores, desigualdades sociais, corrupção
e "salvadores da pátria". E na selvageria capitalista,
sofrem os incapacitados de poder de troca e de acumulação,
assim como os deficientes de todos os tipos. E inclui-se nisso, entre
outros, os arquitetos que estão cada vez com menos capacidade
para vender o seu trabalho / produção. Quando aparece
a oportunidade de um projeto como a desse Shopping, o livre-arbítrio
do arquiteto se resume em aceitar ou deixar que outros façam
o projeto. Aceitaram. E fizeram o melhor que puderam. A crítica
ao projeto, quanto aos excluidos e moradores de rua é indevida,
pois eles criaram áreas semi-públicas, que são
da propriedade privada. E se os pobres quizerem utilizar essa área,
basta usar o terno de segurança ou a roupa de domingo para a
missa evangélica. Tal qual um cidadão de classe média
que se despoja para ficar adequado ao ambiente, nas areias da praia.
Aliás, os moradores de rua ocupam áreas semi-privadas,
que são propriedades públicas ocupadas para uso particular,
concorda? E aí podemos perguntar que direito tem o morador de
rua, o camelô, etc. de apropriar-se do bem " de todos nós"
? Por favor, não se irrite com essas observações.
Faz parte da investigação científica abordar os
diversos aspectos de uma mesma questão. E é apenas o que
estou fazendo neste "breve" comentário. Obrigado pela
atenção. Não é necessário responder.
[Mário Yoshinaga,
arquiteto, São Paulo SP]
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