Iphan
tentará de novo impedir obras na Marina
Jornal do Commercio, Bruno Lousada, 10/nov
Instituto
decide recorrer da decisão que permite a retomada da expansão
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional (Iphan) recorrerá da decisão do Tribunal Regional
Federal (TRF), que revalidou a liminar que permite a retomada das
obras de construção da nova garagem de barcos da Marina
da Glória para as competições de Vela dos Jogos
Pan-Americanos de 2007, no Rio. A medida foi anunciada na tarde desta
quinta-feira, durante reunião do Conselho Consultivo do Iphan,
instância máxima da entidade.
"O Iphan vai sempre defender o seu direito de proteger os patrimônios
tombados", disse o presidente do instituto, o arquiteto Luiz
Fernando de Almeida. A Empresa Brasileira de Terraplenagem e Engenharia
(EBTE), responsável pelas obras na Marina, enviou nesta quinta-feira
um novo projeto para a área, que não foi analisado na
reunião.
"O
projeto chegou 30 minutos antes do início da reunião
e nem deu tempo de abri-lo. Ainda vai ser avaliado posteriormente",
explicou o presidente do Iphan. Ele também disse que as provas
do Pan não estão ameaçadas, desde que o Comitê
Organizador dos Jogos aceite a fazer as reformulações
nas obras pedidas pelo instituto. "As provas de vela são
compatíveis com a Marina e dá para resolver a questão",
garantiu.
A obra polêmica é a construção de uma garagem
de 15 metros de altura sobre o espelho dágua da Baía
de Guanabara, que é uma área tombada. O Iphan exige
mudanças no projeto por temer que a construção
afete o plano paisagístico do Parque do Flamengo, que também
é tombado.
"O
problema não é a garagem, mas onde ela está localizada.
O projeto precisa respeitar o patrimônio e as características
ambientais e culturais da cidade", afirmou Luiz Fernando de Almeida.