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Sandra Fayad Prezado André, Agradeço o apoio ao texto, que trata de uma seqüência de rituais inócuos impostos pelo Poder Público, sem que haja sinalização de boa vontade para solucionar a questão. Ao contrário, parece que a intenção é de nos manter reféns, ameaçados, amedrontados. Talvez para que sejamos mais úteis aos interesses eleitoreiros. Provavelmente, aparecerá um salvador nos próximos meses, que empenhará a palavra de que, se eleito for, assinará imediatamente uma lei irrevogável, que nos garantirá tranqüilidade eterna. A comunidade aqui é consciente e bem informada. Classe média, com mais de 80% da população composta de servidores públicos aposentados. A maioria mora na mesma casa há mais de 30 anos e continua abrigando filhos e netos, que tendem a continuar vivendo aqui por muitos anos. Cumprimos as regras que nos são impostas, mas vivemos constantemente em perigo. Há uma favela ameaçadora há cerca de 500 metros do local, ocupando uma área destinada à construção do Parque Burle Marx. Raras são as casas que não foram objeto de furto, assalto, invasão de privacidade. É totalmente inviável a retirada das grades. No entanto, como você bem afirma, não há comprometimento dos agentes públicos com as necessidades da população. Temos que cobrar. Este é um meio, tendo por aliados pessoas como você, o Abilio Guerra e outros leitores, que têm consciência política. Estou retransmitindo o seu texto ao grupo de moradores, que é pequeno porque a maioria não usa internet: http://br.groups.yahoo.com/group/SQ700/. Um abraço [Sandra Fayad, economista, é autora do artigo que inicia esse fórum de debates] |
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