De: Euclides de Oliveira
Data: Monday, December 04, 2006 1:18 PM
Assunto: Praça da Liberdade em Belo Horizonte

Prezada Myriam, inscrevi-me no concurso para a sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais no prédio da Secretaria da fazenda em 2005 e, apenas pela leitura do programa fornecido, percebia-se ou o engôdo político ou o enorme desconhecimento dos oraganizadores do que seja uma sede para uma OS.

O auditório era para comportar apenas quinhentos espectadores, pouco mais do que a capacidade de uma boa sala para orquestra de câmara. Imagine a enormidade dos subsídios governamentais nescessários para que os preços do ingressos para as apresentações da orquestra fossem acessíveis ao público em geral! E o problema para receber orquestras e solistas estrangeiros, as instalações eram mal dimensionadas, acanhadas, relegadas ao porão, para dizer o mínimo. E a limitação do repertório por exiguidade de espaço? Gustav Mahler, então, nem pensar, Wagner também. Já pensou na abertura 1812 de Tchaikovsky tocada nesta sala? O público ficaria surdo! Acho que ficou evidente para todo mundo que se estava tentando pôr um perú no pires, menos para oe organizadores do concurso; e isto tudo sem em entrar no mérito do patrimônio construido!

[Euclides de Oliveira, arquiteto, São Paulo SP]